"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Do Sacramento – “Batismo”

Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR

Do Sacramento – Batismo
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.19,20).

Há só dois sacramentos ordenados por Cristo, nosso Senhor, no Evangelho - o Batismo e a Santa Ceia. A palavra “Sacramento”, em seu uso clássico, é uma palavra que designava alguma coisa que obriga ou envolve obrigações, uma garantia dada ou um juramento de obediência. Em seu uso eclesiástico, corretamente usado pela Igreja, significa uma santa ordenança imediatamente instituída por Deus para representar Cristo. Cada sacramento consiste de dois elementos – um sinal externo, sensível; e uma graça interna, espiritual, significada pelo sinal. 

“O Batismo é um sacramento do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo, não só para solenemente admitir na Igreja a pessoa batizada, mas também para servir-lhe de sinal e selo do pacto da graça, de sua união com Cristo, da regeneração, da remissão dos pecados e também da sua consagração a Deus por Jesus Cristo, a fim de andar em novidade de vida”. No Batismo o sinal externo sensível é a água, que deve ser aplicada em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo à pessoa do batizando. A graça interior, espiritual, significada pelo sinal é – a purificação espiritual pelo poder imediato e pessoal do Espírito Santo na alma; e então, consequentemente, a habitação do Espírito Santo, resultando na união do batizando com Cristo, tornando-o herdeiro de todos os benefícios do pacto. 

Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos” (Cl 2.11-13). 

“Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna” (Tt 3.5-7). 

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Aula ministrada na IPSilvaJardim (28.01.2018)
*Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge - Editora Os Puritanos
*Breve Catecismo de Westminster Comentado, Leonard Van Horn - Editora Os Puritanos
*A Fé Cristã - Estudos baseados no Breve Catecismo de Westminster, Thomas Watson - Editora Cultura Cristã

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

“Vivendo para a Glória de Deus”

“Vivendo para a Glória de Deus”
“Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia” (1Tm 1.5).

Amados irmãos, entendemos e aceitamos que o fim principal do homem é glorificar a Deus e deleitar-se nEle para sempre”. É nosso dever estudar as Escrituras, ler bons livros, adquirir conhecimento e transmiti-lo aos nossos semelhantes. Devemos fazer isso com o propósito de honrar o "Deus da Glória" (Mt 28.19,20). Não há prazer maior do que glorificar a Deus e deleitar-se nEle para sempre. Nós, pastores, pela virtude do ofício, devemos glorificar a Deus. Devemos glorificá-Lo pelo labor na palavra, “com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm 4.1,2). Todos nós precisamos ser mais conscientes quanto à necessidade de zelo, pureza e santidade em nosso ministério. “Os sacerdotes sobre a lei, antes de servirem no altar, lavavam-se na pia; assim, aqueles que servem na casa de Deus deveriam primeiro ser lavados dos grandes pecados na pia do arrependimento” (Êx 30.17-21), declarou Thomas Watson (1620-1689). “É uma realidade penosa e vergonhosa pensar naqueles que se chamam pastores, mas que em vez de darem glória a Deus o desonram”. “A razão humana tem prazer em encontrar erros nos mensageiros da Palavra de Deus. Ela pode detectar rapidamente se as vidas e hábitos desses mestres não são consistentes com os ensinos absolutamente puros que eles proclamam”, escreveu Martinho Lutero (1483-1546). Cuidemos para que em nosso serviço o “Altíssimo Deus” não seja desonrado. Os homens não nos julgam apenas com base nas doutrinas que pregamos; eles combinam, ao mesmo tempo, com a vida que levamos. Óh, Deus gracioso e misericordioso! Que por nossas vidas tu sejas honrado, estimado, apreciado, para sempre glorificado. Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*“A Fé Cristã” – Estudos baseados no Breve Catecismo de Westminster, Thomas Watson – Editora Cultura Cristã
*“Somente a Fé”, Martinho Lutero – Editora Ultimato

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domingo, 14 de janeiro de 2018

O Amor é o vínculo da Perfeição

O Amor é o vínculo da Perfeição
“Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Lc 6.31).

Amados irmãos, o que sabemos sobre o amor e suas implicações? A vida e o ensino do nosso Senhor Jesus nos conduzem a este importante assunto. O amor é uma característica de todo verdadeiro cristão (1Co 13.4-7). O amor que encontramos em Cristo é o vínculo da perfeição (Cl 3.14). Seria muito bom para a humanidade se os atributos e preceitos de Deus fossem apreciados com frequência e observados com diligência. Disse o Senhor Jesus: “Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam. Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que tirar a tua capa, deixa-o levar também a túnica; dá a todo que te pede; e, se alguém levar o que é teu, não entres em demanda. Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Lc 6.27-31). Considerando com honestidade as recomendações do nosso Senhor Jesus, chegaremos a conclusão que são poucos os que manifestam esse tipo de amor. É comum encontrarmos animosidade e mais disposição entre os povos para a contenda do que para a paz. Raramente encontramos aquele que ama o inimigo, que abençoa quem o amaldiçoa e ora por quem o calunia. Onde está o bondoso para com o ingrato e mau? Neste ponto recordamos aquelas palavras de Cristo: “Estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt 7.14). A vida cristã autêntica não atrapalha a felicidade humana, é a falta de autenticidade e dedicação na vida cristã que tornam os homens infelizes. “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras” (Tg 4.1,2). “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1Jo 4.7,8). Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

"Nascidos de Deus"

"Nascidos de Deus"
“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus” (1Jo 5.1).

É muito importante identificarmos provas de que somos nascidos de Deus. Que fomos regenerados pelo Espírito Santo. Que em nós foi implantado nova vida na alma com disposição para crer que Jesus é o Cristo. Você crê que Jesus é o Cristo? “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” (1Jo 4.2). Você compreende essa declaração? Nela o apóstolo João expõe a doutrina completa sobre a pessoa de Jesus Cristo. Ela significa que o “Filho de Deus” gerado no ventre da Virgem Maria era verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Que Ele é a segunda Pessoa da bendita Trindade Santa. Se aplicarmos essa prova de fé as seitas existentes no mundo veremos a importância dela e constataremos que muitos não confessam essa verdade (1Jo 4.3). Somos orientados pelas Escrituras que não basta saber que Jesus é o Filho de Deus (Mt 8.29); ou dizer que Ele é Senhor, pois “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21). É necessário que se faça uma genuína profissão de fé, observando cuidadosamente todas as implicações dessa especial confissão: Jesus é o Cristo, Ele é Deus, Ele veio em carne, Ele é o eterno Filho de Deus, co-igual, co-eterno com Deus Pai. Ele é Senhor e Salvador, Único! Você entende e acata as implicações dessa confissão? “Creio no Senhor Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, gerado pelo Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado não feito, de uma só substância com o Pai; pelo qual todas as coisas foram feitas; o qual por nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, foi feito carne pelo Espírito Santo da Virgem Maria, e foi feito homem; e foi crucificado por nós sob o poder de Pôncio Pilatos. Ele padeceu e foi sepultado; e no terceiro dia ressuscitou conforme as Escrituras; e subiu ao céu e assentou-se à direita do Pai, e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os mortos, e seu reino não terá fim” (Credo Niceno, 325 AD). Amém!

Rev. José Oliveira Filho

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domingo, 31 de dezembro de 2017

“Contando os nossos Dias”

“Contando os nossos Dias”

“Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria” (Sl 90.12).

Até compreender quão séria e urgentemente Moisés orou nessa passagem, eu não entendia que nós devemos pedir a Deus que nos ensine a contar os nossos dias. Eu pensava que todos tinham tanto medo da morte quanto eu. Contudo, de 10 mil pessoas, somente dez devem pensar que contar os dias é importante. O restante das pessoas vive como se Deus não existisse e a morte não acontecesse.

Mas essa não é a pior parte. Algumas pessoas que estão prestes a morrer acreditam que continuarão vivendo. Outras, oprimidas pela miséria, sonham com a felicidade. Outras ainda, que estão em perigo extremo, pensam estupidamente estar em total segurança. A ilusão delas é a parte mais triste de tudo.

Assim, Moisés adequadamente nos ensina que devemos contar os nossos dias. Não devemos perguntar a Deus quanto tempo exatamente ainda nos resta. Em vez disso, devemos orar para que possamos tomar consciência de quão miserável e curta é a nossa vida. A morte e a ira eterna de Deus nos ameaçam a todo segundo.

Às vezes encontramos pessoas realmente preocupadas com a brevidade da vida. Elas estão ocupadas com pensamentos sobre sua morte iminente, mesmo não tendo orado para ter esse conhecimento.  Mas a maioria das pessoas não está ciente de que seus dias são numerados. Elas vivem como se o presente durasse para sempre. De tal modo, para a maioria de nós, orar da maneira como Moisés sugere nessa passagem é imprescindível.

“Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria” (Sl 90.12).

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz” (Ec 3.1-8).

Feliz no Novo!

Martinho Lutero (1483-1545)

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“Princípio, Meio e Fim”

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“Princípio, Meio e Fim”
“Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê não foi feito do que é visível” (Hb 11.3).

Nenhuma criatura pode auxiliar em sua própria criação nem sustentar-se. De modo semelhante, não criamos a nós mesmos e não podemos nos manter vivos, nem por um segundo, por força própria. Somente Deus é responsável pelo nosso crescimento e desenvolvimento. Sem ele, teríamos morrido há muito tempo. Se o nosso Criador, que continua a trabalhar, e seu companheiro, Cristo, parassem o trabalho, tudo acabaria num instante. Essa verdade nos impulsiona a confessar: “Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra”. Se Deus não estivesse nos sustentando o tempo todo, teríamos morrido muito tempo atrás – mesmo na infância ou ao nascermos. O escritor de Hebreus também nos ensina sobre como Deus nos cria e nos sustenta: “Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê não foi feito do que é visível”. Em outras palavras, o autor de Hebreus está dizendo que, por meio de Cristo, o Pai continuamente faz o invisível tornar-se visível e o que é inexistente vir à existência. Cem anos atrás nenhum de nós podia ser visto. Pessoas que nascerão daqui a dez ou vinte anos tampouco podem ser vistas. Elas ainda não nasceram nem existem. Mas, ao nascerem, elas se tornarão visíveis e reais. Cristo é aquele que cria algo visível a partir do invisível. Por meio dele, o céu e a terra foram criados a partir do nada. Cristo, o Senhor, estava presente quando tudo foi criado. Ele não foi simplesmente um espectador, mas era semelhante ao Criador. Ele foi o cooperador do Pai. Ele continuará a governar e sustentará todas as coisas até o fim do mundo. Ele é o principio, o meio e o fim para tudo e para todos.

*“Somente a Fé” -  Martinho Lutero (1483-1545) - Editora Ultimato

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sábado, 16 de dezembro de 2017

A Verdadeira Humildade

A Verdadeira Humildade
“Então disse Maria: Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva. De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1.46-48).

Muito orgulho pode estar escondido por trás da manifestação exterior de humildade. Há daqueles que sentem prazer em colocar-se por baixo, mas não aceitam que outros os rebaixem. Eles recusam honras, mas o que realmente querem é mais destaque e consideração. Apesar de parecer evitar a preeminência, o que desejam é a satisfação dos elogios. Entretanto, nessa narrativa do evangelho de São Lucas, vemos que Maria diz ser uma humilde serva. Ela certamente se contentava em permanecer nessa condição. Ela nunca deu importância alguma à própria honra ou glória nem estava ciente da sua posição. A humildade é tão frágil e sensível que não é capaz de olhar para si mesma. Somente Deus pode olhar para a verdadeira humildade. “Quem há semelhante ao SENHOR, nosso Deus, cujo trono está nas alturas, que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra? Ele ergue do pó o desvalido e do monturo, o necessitado, para o assentar ao lado dos príncipes, sim, com os príncipes do seu povo. Faz que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos. Aleluia!” (Sl 113.5-9). Essa é uma boa razão para admitirmos a humildade como a primeira e principal das Bem-aventuranças. Ninguém fará parte do reino de Deus, a menos que seja verdadeiramente “humilde de espírito”. Você aprecia a humildade de espírito? Você deseja ser um cidadão do reino dos céus? “Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos” (Rm 12.16). “Então disse Maria: Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva (Lc 1.46-48). “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3). Amém! 

*“Somente a Fé” -  Martinho Lutero (1483-1545) - Editora Ultimato

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

""CRISTO NASCEU POR VOCÊ"


"CRISTO NASCEU POR VOCÊ"

“Mas o anjo lhes disse: Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.10-11).

Não importa que parte da Bíblia você esteja lendo, a fé é o primeiro mistério que você deve reconhecer. Fé não significa acreditar que a história que você está lendo é verdadeira, do modo como está escrita. Isso nada acrescentará a ninguém. Até mesmo os que não são cristãos podem crer que a história bíblica sobre o nascimento de Jesus é verdadeira. Fé não é uma obra natural independente da graça de Deus, como a Escritura claramente ensina. Pelo contrário, o tipo correto de fé, o tipo que flui da graça e que a Palavra de Deus exige, é crer firmemente que Cristo nasceu por você. O nascimento dele é seu e aconteceu para o seu benefício. Pois o evangelho ensina que Cristo nasceu para o nosso benefício e que tudo o que ele fez e sofreu foi por nós. Como o anjo diz aqui, “Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador”. Com essas palavras, é possível ver claramente que ele nasceu por todos nós. O anjo não diz: “O Salvador nasceu”, mas sim: “Lhes nasceu o Salvador”. Da mesma maneira, ele não diz: “Eu tenho boas novas”, mas sim: “Lhes trazendo boas novas”. Para você! “Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo”. Essa alegria é para todos que têm esse tipo de fé.

*Martinho Lutero (1483-1545)

“Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 1.3).

Deus noa abençoe!

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Servindo uns aos Outros

Servindo uns aos Outros
“Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor” (Gl 5.13).

Como reagimos diante de uma fiel exposição da doutrina da Justificação? Nada nos distingue com maior proeminência do que a resposta que damos como consequência do entendimento que temos desta doutrina. A redescoberta da doutrina da Justificação pela fé transformou a vida de multidões. “A fé, assim recebendo e assim se firmando em Cristo e na justiça dele, é o único instrumento de justificação; ela, contudo não está sozinha na pessoa justificada, mas sempre anda acompanhada de todas as outras graças salvadoras; não é uma fé morta, mas que age através do amor” (CFW. XI.ii ). 

A compreensão e a aceitação da doutrina da Justificação pela Fé somente, bem como o exercício das outras graças que a acompanham é essencial à nossa identidade e testemunho como verdadeiros cristãos - “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5.13-16). 

Considere o que escreveu Martinho Lutero: “Se a graça da fé não for pregada, ninguém será salvo, pois somente a fé justifica e salva. Por outro lado, quando a fé é pregada como deve ser, a maioria das pessoas entende esse ensino de maneira mundana. Eles transformam a liberdade do Espírito em liberdade da natureza pecaminosa. Pode-se ver isso hoje em todas as classes sociais, sejam mais altas ou mais baixas. Todos se orgulham de serem evangélicos e louvam a liberdade cristã, mas, ao mesmo tempo, seguem seus próprios desejos, voltam-se para a cobiça, a lascívia e o orgulho, a inveja e assim por diante. Ninguém desempenha sua tarefa fielmente. Ninguém serve aos outros em amor. Esse comportamento vergonhoso me deixa tão impaciente que frequentemente desejo que tais porcos que pisoteiam pérolas com os pés ainda estivessem sob a tirania de Roma. É praticamente impossível para essas pessoas de Gomorra serem governadas pelo evangelho da paz. Nós sabemos que o Maligno persegue aqueles de nós que têm a Palavra de Deus. Afinal, ele mantém todos os outros cativos e está ansioso para acabar com essa liberdade do Espírito ou, pelo menos, transformá-la em uma vida desregrada. Como Pedro diz: “Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para o mal; vivam como servos de Deus (1Pe 2.16)

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*Aula de Escola Dominical na IPChampagnat (26.11.2017)
*Confissão de Fé de Westminster
*“Somente a Fé” -  Martinho Lutero (1483-1545) - Editado por J.C.Calvin, Editora Ultimato

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terça-feira, 21 de novembro de 2017

A Segurança da Fé

A Segurança da Fé
“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12.2).

Amados irmãos, os que desistem da vida cristã deixaram de olhar firmemente para “o Autor e Consumador da fé, Jesus”. Alguns repentinamente abandonam a fé, enquanto que outros vão experimentando em sua espiritualidade uma queda gradativa, perdendo pouco a pouco o entusiasmo até desistirem de vez de seguir a Jesus. Diante dos que professam o cristianismo está posto o desafio de olhar firmemente para o “Autor e Consumador da Fé”, e vê-lo como Ele é, permanecendo seguros nEle. O testemunho demonstrado pelos cristãos mais experientes serve de grande estímulo na corrida da fé, mas não é suficiente para nos manter firmes até o fim. A nossa perseverança depende também da nossa obediência a palavra de Deus. Somos exortados a nos livrarmos de tudo àquilo que causa embaraço e prejuízo ao nosso vigor espiritual. “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus (Hb 12.1,2). Os dias sãos maus, o inimigo é feroz, as provações, as lutas e os desafios são grandes. “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef 6.12,13). A certeza da vitória está em Jesus Cristo, o Senhor dos Exércitos. Nele há majestade, poder e autoridade de Deus. Ele é a Rocha Eterna, a nossa segurança. “A segurança da fé é a convicção do crente quanto ao fato de que, pela graça de Deus, ele pertence a Cristo” (Pr. Joel Beeke). Aleluia!

Pr. José Oliveira Filho

*Vivendo para a Glória de Deus - Uma Introdução a Fé Reformada - Joel Beeke, Editora Fiel

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