"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

“O Salvador, que é Cristo”

“O Salvador, que é Cristo”
O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.10,11).

O nome Jesus significa Salvador. Este nome lhe fora dado “porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21). O Filho de Deus veio nos libertar do domínio do mal e das terríveis consequências do pecado, cujo salário é a morte (Rm 6.23).

Grande é a salvação dos amados de Deus, pois “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.38,39).

Somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, temos uma “herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (1Pe 1.4-7).

Vinde, cantemos ao SENHOR, com júbilo! O Filho da Bem-aventurada virgem Maria é o Santo e Eterno Filho de Deus. Ele é Deus conosco. Ele é o Príncipe da Paz. Ele veio nos trazer gloriosa salvação. “Celebremos o Rochedo da nossa salvação” (Sl 95.1). “É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14).

Aleluia!

Pr. José Rodrigues Filho

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

"Do Batismo de Crianças”


“Do Batismo

Seção I. O batismo é um sacramento do Novo Testamento instituído por Jesus Cristo, não só para admissão solene do batizando na Igreja visível, mas também para servir-lhe de sinal e selo do pacto da graça, de sua união com Cristo, de sua regeneração, ou remissão de pecados e de sua total consagração a Deus através de Jesus Cristo, para andar em novidade de vida. Este sacramento, segundo a ordenação do próprio Cristo, há de continuar em sua Igreja até ao final do mundo.

Mt 28.19; ICo 12.13; Rm 4.11; Cl 2,11-12; Gl 3.27; Tt 3.5; Mc 1.4; At 2.38,41; Rm 6.3-4; Mt 28.19-20.

Seção VI. A eficácia do batismo não se limita ao momento em que ele é administrado; não obstante, mediante o correto uso desta ordenança, a graça prometida não só é oferecida, mas realmente manifestada e conferida pelo Espírito Santo àqueles a quem ela pertence (sejam adultos ou crianças), segundo o conselho da própria vontade de Deus, em seu tempo determinado.

Jo 3.5, 8; Gl 3.27; Ef 5.25-26.

Quanto ao batismo de crianças: -

1 - Nossos Padrões ensinam que uma criança, filha de um pai ou de ambos os pais crentes (Confissão de Fé, cap. xxviii, 4) – isto é, filha de um ou de ambos os pais que professam a fé em Cristo e obediência a ele (Catecismo Maior, questão 166) – deve ser batizada.

2 - Ao constituir a natureza humana e ordenar a propagação de filhos através de pais, Deus, em todos os aspectos, fez a condição dos filhos, enquanto criancinha, depender da condição do pai.

3 - Em cada pacto que Deus fez com a raça humana, a criança está sempre incluída com os pais – por exemplo, os pactos feitos com Adão, com Noé (Gn 9.9-17), com Abraão (Gn 12.1-3; 17.7), com Israel através de Moisés (Êx 20.5; Dt 29.10-13); e no sermão de abertura da dispensação do Novo Testamento, os homens são exortados a arrepender-se e crer: “porque a promessa [o pacto] é para vós e para vossos filhos” (At 2.38,39).

Deus nos abençoe!

A.A.Hodge (1823-1886).

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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

“O Eterno Filho de Deus”

“O Eterno Filho de Deus”
“Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Cl 1.17).

Ao cristão é imprescindível declarar publicamente que Jesus Cristo é o eterno Filho de Deus. Ele é verdadeiro Deus, possuindo natureza divina e todos os atributos essenciais da Deidade; é também verdadeiro homem, gerado pelo Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, e da substância dela. Duas naturezas unidas em uma só Pessoa, sem mistura nem mudança quanto à essência. Ele é “o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

Jesus de Nazaré não foi uma nova pessoa que veio a existência, houve certa mudança no estado e na forma em que ele apareceu e se manifestou, porém não houve qualquer mudança em sua personalidade. Ele é sempre a mesma Pessoa, tanto na eternidade quanto deitado na manjedoura. Ele é o “Filho do Altíssimo”, o “Filho do Homem”, a segunda Pessoa da Trindade Santa, o “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6).

O nome Jesus significa Salvador. Este nome lhe fora dado “porque Ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21). “O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10). Este é o verdadeiro sentido do Natal, o Príncipe da Paz veio nos trazer gloriosa salvação.

“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja” (Cl 1.13-18).

Deus nos abençoe! 

Pr. José Rodrigues Filho

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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

“Com toda a Longanimidade e Doutrina”

“Com toda a Longanimidade e Doutrina”
“Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm 4.2).

“Corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”. Aqui está uma das qualificações mais necessárias. As reprovações ou fracassam por falta de efeito por serem por demais violentas ou porque desaparecem como a fumaça, se não estiverem fundamentadas na sã doutrina. As exortações e as acusações não podem ir além de auxiliadoras da doutrina, e sem esta têm pouca força. Vemos exemplos desse fato nas pessoas que possuem muito zelo e exagerado rigor, porém não estão equipadas com doutrina sólida. Tais pessoas se esforçam muito, gritam em alta voz e fazem muito barulho, mas tudo sem qualquer efeito, porque estão edificando sem alicerce. Estou falando daqueles que, em outros aspectos, são boas pessoas, mas que têm insuficiente conhecimento e exagerado fervor emocional, porque aqueles que empregam toda a sua energia em fazer oposição à sã doutrina são ainda mais perigosos. Em suma, a intenção de Paulo é que a reprovação deve estar fundamenta na doutrina, para não ser merecidamente desprezada como inútil.

Em seguida, ele diz que o zelo deve ser temperado com longânima amabilidade. Não há nada mais difícil do que pôr um limite em nosso zelo, uma vez que tenha o nosso incitamento começado e progredido. Mas se formos arrebatados pela nossa impaciência, então nosso esforço será em vão. Porque, além de expor-nos ao ridículo, nossa aspereza exaspera as pessoas. Além do mais, as pessoas severas e ásperas geralmente são incapazes de suportar a obstinação daqueles com quem têm de tratar, e não podem sujeitar-se aos muitos aborrecimentos e indignidades que são obrigados a enfrentar, caso queiramos ser úteis. Portanto, a severidade tem de ser temperada com gentil suavidade, para que se faça notório que a severidade procede de um coração pacífico.

Deus nos abençoe!  

João Calvino (1509-1564).

*As Pastorais, Edições Paracletos.

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“Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus”

“Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus”
“Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm 4.1-2).

É preciso que observemos cuidadosamente quão apropriadamente o apóstolo Paulo conecta a Escritura com o ensino. Com isso entendemos que devemos refutar aqueles que, em sua arrogância, se gabam de não mais precisarem de mestres, uma vez, que a leitura da Escritura é plenamente suficiente. Mas quando Paulo fala da utilidade da Escritura (2Tm 3.16), ele conclui não só que todos devam lê-la, mas também que os mestres devem administrá-la, que é o dever a eles imposto. E assim, visto que toda a sabedoria está contida na Escritura, e que nem nós nem os mestres devemos buscá-la em alguma outra fonte, aquele que ignora o auxílio da voz audível e se contenta com a leitura silenciosa da Escritura, descobrirá quão errôneo é desconsiderar aquela forma de aprender ordenada por Deus e Cristo. Lembremo-nos, pois, disto: o fato de a leitura da Escritura ser recomendada a todos não anula o ministério dos pastores; que, portanto, os crentes aprendam a tirar proveito tanto da leitura quanto da exposição da Escritura, visto que não foi em vão que Deus ordenou ambas as coisas.

Tanto aqui, quanto em outras questões de grande importância, Paulo acrescenta uma solene exortação, pondo diante de Timóteo Deus como Vingador e Cristo como Juiz, caso ele deixasse de exercer seu ofício de mestre. Como Deus ofereceu uma prova de quanto cuidado ele tem pela salvação de sua Igreja, não poupando seu Filho unigênito, assim ele não permitirá que fique impune a negligência dos pastores através de quem as almas que ele redimiu com um preço tão alto pereçam ou se tornem presa fácil de Satanás.

A razão porque Paulo faz especial menção do juízo de Cristo consiste em que ele requererá de nós, que somos seus representantes, a mais estrita conta de nossa má administração. E pela expressão, “os vivos e os mortos”, ele aponta tanto para aqueles a quem ele encontrar vivos em sua vinda como também aqueles que já estiverem mortos. Dessa forma, ninguém escapará de seu juízo. Quando ele diz: “por sua manifestação e por seu reino”, ambas as palavras tem o mesmo sentido, porque, ainda que agora seu governo se estenda ao céu e à terra, todavia seu reino não se fez plenamente manifesto; ao contrário, ele permanece à sombra da cruz e é violentamente resistido por seus inimigos. Seu reino será verdadeiramente estabelecido quando ele tiver vencido seus inimigos e transformado em nada todo poder contrário, e portanto tiver publicamente exibido sua majestade.

Aleluia!

João Calvino (1509-1564).

*As Pastorais, Edições Paracletos.

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sábado, 9 de novembro de 2019

“Tem Cuidado de Ti Mesmo e da Doutrina”

“Tem Cuidado de Ti Mesmo e da Doutrina”
“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1Tm 4.16).

Um bom pastor deve ser criterioso acerca de duas coisas: ser diligente em sua doutrinação e conservar sua integridade pessoal. Não basta que ele amolde sua vida de acordo com o que é recomendável e tome cuidado para não dar mau exemplo, se não acrescentar à vida santa uma diligência contínua na doutrinação. E a doutrinação será de pouco valor se não houver uma correspondente retidão e santidade de vida. Por conseguinte, Paulo tem sobejas razões para intimar Timóteo a dar atenção tanto à sua pessoa em particular quanto à sua doutrinação para o proveito geral da Igreja. Uma vez mais, ele recomenda-lhe constância, para que jamais se prostre exausto, porque muitas coisas sucedem que podem desviar-nos da trajetória retilínea, se não estivermos solidamente firmados para suportá-las.

O zelo dos pastores será profundamente solidificado quando forem informados de que tanto sua própria salvação quanto a de seu povo dependem de uma séria e solícita devoção ao seu ofício. Entretanto, visto que o ensino que contém sólida edificação geralmente não produz exibição bombástica, Paulo o adverte a preocupar-se com o que é proveitoso, como se quisesse dizer: “Os homens que buscam glória, então que se alimentem de sua própria ambição e se congratulem com sua própria engenhosidade; tu, porém, contenta-te em devotar-te exclusivamente à salvação de ti mesmo e de teu povo”. E assim, como a infidelidade ou negligência de um pastor é fatal à Igreja, também é justo que sua salvação seja atribuída à sua fidelidade e diligência.

É deveras verdade que é unicamente Deus quem salva, e que nem mesmo uma ínfima porção de sua glória é transferida para os homens. Mas a glória de Deus não é de forma alguma ofuscada em usar ele o labor humano para outorgar a salvação. A salvação dos homens é dom de Deus, visto que ela emana exclusivamente dele e é efetuada unicamente por seu poder, de modo que ele é o seu único Autor. Mas esse fato não exclui o ministério humano, tampouco nega que tal ministério possa ser o meio de salvação, porquanto é desse ministério que depende o bem-estar da Igreja (Ef 4.11,12). Se um bom pastor é nesse sentido a salvação daqueles que o ouvem, que os maus e indiferentes saibam que sua ruína será atribuída aos que têm responsabilidades sobre eles. Pois assim como a salvação de seu rebanho é a coroa do pastor, assim também todos os que perecem serão requeridos das mãos dos pastores displicentes (Ez 33.8).

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*As Pastorais, Edições Paracletos.

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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

“O Amor que procede de Coração Puro”

“O Amor que procede de Coração Puro”
“Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia” (1Tm 1.5).

Nesta passagem, não hesitaria em entender o amor como sendo tanto a Deus quanto ao próximo, se Paulo houvera mencionado unicamente a palavra amor. Visto, porém, que ele acrescenta a fé e uma consciência íntegra, a interpretação que estou para apresentar se adequa muito bem ao contexto em que ele está escrevendo. A suma da lei consiste em que devemos adorar a Deus com uma fé genuína e uma consciência pura, bem como devemos igualmente amar uns aos outros; e todo aquele que se desvia disso corrompe a lei de Deus, torcendo-a para servir a algum outro propósito alheio a ela mesma.

Aqui, porém, pode surgir uma dúvida, ou seja: Paulo, aparentemente, situa o amor antes da fé. Minha resposta é que aqueles que pensam assim estão se portando como infantis, pois o fato de o amor ser mencionado primeiro não significa que ele desfruta do primeiro lugar de honra, já que Paulo também deixa em evidência que ele procede da fé. Ora, a causa, indubitavelmente, tem prioridade sobre o efeito, e se todo o contexto for levado em conta, o que Paulo está dizendo é o seguinte: “A lei nos foi promulgada a fim de instruir-nos na fé, a qual é a mãe de uma consciência íntegra e de um amor genuíno”. Daí termos que começar com a fé e não com o amor.

À luz desta passagem torna-se evidente que não pode haver amor sem o temor de Deus e a integridade de consciência. Devemos notar os termos que Paulo usa para descrever cada uma dessas virtudes. Não há nada mais comum ou mais fácil do que vangloriar-se da fé e de uma consciência íntegra, porém são mui poucos os que comprovam por meio de seus atos que estão isentos de toda sombra de hipocrisia. Devemos notar especialmente como ele fala da fé sem fingimento, significando que é insincera qualquer profissão de fé que não se pode comprovar por uma consciência íntegra e manifestar-se no amor. Visto que a salvação do homem depende da fé, e a perfeita adoração divina consiste de fé e de uma consciência integra e de amor, não precisamos sentir-nos surpresos por Paulo dizer que estes elementos constituem a suma da lei.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*As Pastorais, Edições Paracletos.

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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Orando pela misericórdia de Deus

Orando pela misericórdia de Deus
“Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões” (Is 51.1).

Naturalmente pensamos: “Estou atemorizado por saber que Deus está me vendo, então não posso procurar ajuda no céu. Eu sei que sou pecador e que Deus odeia o pecado. Como posso orar?”. Com esses pensamentos começa uma intensa batalha dentro de nós. Por saber que somos pecadores, podemos pensar que é preciso adiar a oração até nos sentirmos dignos. Ou então olharmos para outras pessoas, buscando nos assegurar de que fizemos boas obras o suficiente para confiarmos em nossa própria dignidade. Somente então oramos: “Deus, tenha misericórdia de mim”. Mas nascemos em pecado. Se tivéssemos de esperar nos sentir puros e livres de todo pecado para então orarmos, nunca oraríamos.

Devemos nos desfazer desse tipo de pensamento não cristão. Quando estivermos cercados da nossa própria pecaminosidade – mesmo enquanto afogamos em nossos pecados –, devemos clamar a Deus, assim como fez Davi nesse salmo. Então não precisaremos adiar nossa oração. Para que serviriam as palavras “Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor”, se as únicas pessoas que as pronunciassem fossem puras e não precisassem de qualquer misericórdia? Não importa quão pecaminosos nos sintamos, devemos nos encorajar a clamar a Deus: “Tem misericórdia!”.

Com a minha experiência, eu aprendi que, muitas vezes, orar é a coisa mais difícil de se fazer. Eu não me considero um mestre em oração. Na verdade admito que, por várias vezes disse estas palavras friamente: “Deus, tenha misericórdia de mim”. Eu orei assim porque estava preocupado com minha própria indignidade. Até que o Espírito Santo me convenceu: “Não importa como você se sinta, você deve orar!”. Deus deseja que oremos e Ele deseja ouvir as nossas orações – não porque sejamos dignos, mas porque Ele é misericordioso.

Deus nos abençoe!

Martinho Lutero (1483-1546).

* “Somente a Fé” - Editora Ultimato.

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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Mais do que podemos imaginar

Mais do que podemos imaginar
Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito. Então, tirou Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro” (Gn 41.41,42).

O apóstolo Paulo está absolutamente correto quando diz que Deus “é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos” (Ef 3.20). No entanto, as nossas orações tendem a ser fracas e vazias. José não ousou pedir o que ele, ao final, recebeu. Seu coração estava como um caniço quebrado. Seu gemido era como fumaça que se levanta direto para o céu. Seu coração era um verdadeiro incensário! O doce aroma que vem de um coração humilde e suplicante agrada a Deus. Apesar de José poder ter sentido como se estivesse morrendo, seu gemido não causou nenhum prejuízo verdadeiro.

Fique firme. Deus permanecerá fiel. Não se desespere. Agarre-se à verdade que o salmista proclama: “Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor” (Sl 27.14). O Senhor não apagará um pavio fumegante, mas, em vez disso, fará com que ele arda em brasas fortemente. Ele não esmagará o caniço quebrado, mas o fortalecerá (Is 42.3).

Deus deseja nos dar mais do que pedimos, não apenas responder às nossas orações fracas. José não pediu mais do que ser resgatado, ser liberto da prisão e devolvido ao seu pai. Deus, no céu, deixou que ele fizesse aquela oração por um longo tempo. Na verdade, Deus estava dizendo: “Você não sabe o que está pedindo. Eu darei a você infinitamente mais do que tudo o que você pode imaginar. É por isso que você terá de esperar um pouco mais. Eu quero mais da fumaça que sobe direto para o céu”. Porém, mais tarde, José recebeu o que nunca poderia ter imaginado. Ele nunca teria tido a confiança ou a coragem de pedir o que recebeu. Devemos reconhecer que a sabedoria, graça, misericórdia e poder de Deus certamente estão conosco, assim como estavam com José. Entretanto, Deus não as dá a nós do modo como as pedimos.

Deus nos abençoe!

Martinho Lutero (1483-1546).

* “Somente a Fé” - Editora Ultimato.

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A oração de Ló

A oração de Ló
Eis que o teu servo achou mercê diante de ti, e engrandeceste a tua misericórdia que me mostraste, salvando-me a vida; não posso escapar no monte, pois receio que o mal me apanhe, e eu morra. Eis aí uma cidade perto para a qual eu posso fugir, e é pequena. Permite que eu fuja para lá (porventura, não é pequena?), e nela viverá a minha alma” (Gn 19.19,20).

Observe as diferentes partes da oração de Ló. A primeira parte de uma oração é dar graças a Deus. Dar graças inclui reconhecer os atos maravilhosos da bondade de Deus e louvá-lo. Louvar e agradecer a Deus são boas formas de reconhecer a sua bondade.

A segunda parte de uma boa oração é depositar em Deus nossas preocupações mais profundas a respeito dos nossos problemas e necessidades. No caso de Ló, ele estava dizendo: “Eu ficarei em perigo se fizer o que dizes e correr para as montanhas. No passado, eu me meti em problemas por ser muito vagaroso. Eu poderia ter problemas maiores agora por ser muito vagaroso. Por favor, dá-me o que estou pedindo, pois sei que és misericordioso”.

Na terceira parte da oração de Ló, ele propôs uma solução para o problema e pediu permissão a Deus para levá-la adiante. Ele queria correr para uma cidade próxima onde pensou que estava seguro. Ele destacou que era uma pequena cidade, que proporcionaria um lugar seguro para ficar.

Esta foi a oração de Ló. Pense cuidadosamente sobre esse episódio e o que aconteceu como resultado. Ló orou e depois Deus mudou seu plano. Contudo, nós não devemos questionar se Deus muda ou não de opinião. Antes, devemos aprender o que o Salmo 145.19 ensina: “Ele acode à vontade dos que o temem; atende-lhes o clamor e os salva”.

Deus nos abençoe!

Martinho Lutero (1483-1546).

* “Somente a Fé” - Editora Ultimato.

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