"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sexta-feira, 7 de abril de 2023

“A LOUCURA E A FRAQUEZA DE DEUS”


“A LOUCURA E A FRAQUEZA DE DEUS”

“Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Co 1.25).

Quando Deus trata conosco, de certa forma parece agir estranhamente em razão de sua sabedoria não transparecer; não obstante, o que aparenta ser absurdo excede em sabedoria a toda a argúcia humana. Além do mais, quando Deus oculta seu poder e parece agir como se fosse frágil, o que se imagina ser fragilidade é, não obstante, mais forte do que todo o poder humano. Entretanto, devemos sempre observar, ao lermos estas palavras, que existe aqui uma concessão, segundo fiz notar um pouco antes. Pois alguém pode notar mui claramente quão impróprio é atribuir a Deus, seja loucura ou fraqueza; mas era indispensável que se usassem essas expressões irônicas ao rebater-se a insana arrogância da carne, a qual não hesita em espoliar a Deus de toda a sua glória.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564). 

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.

“A LOUCURA DA PREGAÇÃO”


“A LOUCURA DA PREGAÇÃO”

“Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação” (1Co 1.21).

O apóstolo Paulo faz outra concessão ao chamar o evangelho de “loucura da pregação”, pois esta é precisamente a luz da qual o evangelho é considerado por aqueles “sábios insensatos” que, intoxicados por falsa confiança, não temem sujeitar a inviolável verdade de Deus à sua própria censura. E, além do mais, não há dúvida de que a razão humana não acha nada mais absurdo do que a notícia de que Deus se tornou um homem mortal; que a vida está sujeita à morte; que a justiça foi escondida sob a semelhança do pecado; que a fonte de bênção ficou sujeita à maldição; que por estes meios os homens podem ser redimidos da morte e ser feitos partícipes da bendita imortalidade; que podem voltar a ter posse da vida; que, sendo o pecado abolido, a justiça volta a reinar; que a morte e a maldição podem ser sorvidas. Não obstante, sabemos que o evangelho é, por enquanto, a sabedoria oculta que ultrapassa os céus e suas altitudes, e diante do qual até mesmo os anjos ficam pasmos. Esta é uma porção bíblica excelente, e dela podemos nitidamente ver quão profunda é a obtusidade da mente humana que, cercada de luz, nada percebe. Entretanto, quando a verdade de Deus se descortina diante dos nossos olhos nos achamos completamente cegos, não porque a revelação seja obscura, mas porque somos “alienados no entendimento” (Cl 1.21), significando que não só a vontade, mas também o poder para essas atividades, nos são falhos. Porque, apesar de Deus se nos revelar abertamente, todavia é só pelos olhos da fé que chegamos a contemplá-lo, tendo em mente que recebemos só uma leve noção de sua natureza divina, mas o bastante para pôr-nos na posição de seres indesculpáveis (Rm 1.20).

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564). 

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“LOUCURA PARA OS QUE SE PERDEM”


“LOUCURA PARA OS QUE SE PERDEM”

“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus (1Co 1.18).

O apostolo Paulo faz aqui uma concessão. Porque, visto que é fácil objetar que o evangelho é considerado com desdém, em toda a parte, se ele se faz conhecido de uma forma desnuda e insignificante, Paulo espontaneamente o admite. Porém, quando ele acrescenta que esse é o ponto de vista daqueles que estão a perecer, significa que pouquíssimo valor deve ser posto em sua opinião. Pois quem iria querer condenar o evangelho para sua perdição? Portanto, esta expressão deve ser entendida como segue: “A pregação da Cruz é considerada loucura por aqueles que estão a perecer, justamente porque não possui ela qualquer atratividade de sabedoria humana que a recomende. Seja como for, em nossa opinião, contudo, a sabedoria de Deus está irradiando-se dela [a pregação da Cruz]”. Paulo, contudo, indiretamente está a censurar o mau juízo dos coríntios, que eram facilmente cativados por meio de palavras sedutoras de mestres megalomaníacos, e ainda olhavam desdenhosamente para o apóstolo de Deus, o qual era dotado com o poder de Deus para a salvação deles, e procediam assim simplesmente porque ele se devotara à pregação de Cristo, “poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16)..

Deus nos abençoe! 

João Calvino (1509-1564). 

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quarta-feira, 29 de março de 2023

“O RICO E O POBRE LÁZARO” – Parte II


“O RICO E O POBRE LÁZARO” – Parte II

“Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio” (Lc 16.22,23).

Em segundo lugar, podemos notar que a morte virá a todas as classes de pessoas. 

Os que confiam no Senhor desfrutam do cuidado especial de Deus na hora da morte. O Senhor Jesus contou que, ao morrer o pobre Lázaro, ele foi “levado pelos anjos para o seio de Abraão”. Esta é uma afirmação repleta de alívio para a alma. Quando chegar a última hora dos que morrem no Senhor, eles serão levados pelos anjos para a morada dos justos, para o maravilhoso e eterno encontro dos santos. Findaram-se todas as suas necessidades, nada lhes falta; e, o melhor de tudo, eles estão com Cristo (Fp 1.23).

O Senhor Jesus também nos contou com bastante clareza que, depois de morto o rico estava no inferno, em tormentos, com o intenso desejo por água para refrescar a sua língua. Todos os seus deleites haviam acabado para sempre. Em toda a Bíblia, existem poucas passagens tão apavorantes como essa. E aquele que proferiu estas palavras, não esqueçamos, Ele é Fiel e Verdadeiro (Ap 19.11).

O lar celestial é uma realidade para os que confiam no Senhor. O castigo dos ímpios também é uma verdade que temos que sustentar. Desde o dia em que Satanás enganou Eva, quando disse: “É certo que não morrereis”, nunca faltou homens que negassem a verdade de Deus. Não se deixe enganar! “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55.6,7).

J.C.Ryle (1816-1900).

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“O RICO E O POBRE LÁZARO” – Parte I


“O RICO E O POBRE LÁZARO” – Parte I

“Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele” (Lc 16.19,20).

Em um aspecto, esta parábola é singular nas Escrituras. É a única passagem da Bíblia que descreve a experiência do incrédulo após a morte. Por essa razão, assim como as demais, a parábola merece atenção especial.

Primeiramente, aprendemos que a condição de um homem neste mundo não é uma prova de seu estado aos olhos de Deus. O Senhor Jesus descreveu a condição desses dois homens. Um deles era muito rico; o outro, muito pobre. O rico, “todos os dias, se regalava esplendidamente”. O pobre era um “mendigo” que não tinha qualquer possessão. No entanto, o pobre possuía a graça de Deus, vivia pela fé e andava nas pisadas de Abraão. O rico era mundano, egoísta, estava morto em ofensas e pecados.

Nunca aceitemos a ideia de que os homens devem ser avaliados de acordo com a sua situação financeira e de que aquela pessoa que possui mais dinheiro deve receber a mais elevada consideração. Não existe na Bíblia qualquer fundamento para essa ideia. O ensino geral das Escrituras claramente se opõe. “Não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento (1Co 1.26). “Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR” (Jr 9.23,24). Riqueza não é uma indicação do favor de Deus, assim como a pobreza não é uma evidência do seu desprazer. Aqueles que Ele justifica e glorifica raramente possuem riquezas neste mundo. Se desejamos avaliar os homens da mesma maneira como Deus avalia, temos de fazê-lo de acordo com a graça que possuem.

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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quarta-feira, 22 de março de 2023

“NEM HAJA ALGUM IMPURO OU PROFANO” – Parte II


“NEM HAJA ALGUM IMPURO OU PROFANO” – Parte II

“...nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura” (Hb 12.16).

Como foi Esaú. Esse exemplo pode servir-nos como explicação do significado do termo profano, pois quando Esaú pôs mais valor numa única refeição do que em sua primogenitura, ele privou-se da bênção divina. Profanos, pois, são aqueles em quem o amor do mundo predomina e prevalece em tal medida que se esquecem do céu, tal como sucede com aqueles que são levados pela ambição, que vivem para o dinheiro e para as riquezas, entregam-se à glutonaria e se emaranham em todo gênero de deleites; e, em seus pensamentos e desejos, não dão qualquer espaço ao reino espiritual de Cristo; e, se o dão, talvez seja isso a última coisa em suas cogitações. Além do mais, tal exemplo é muitíssimo apropriado, porque quando o Senhor deseja manifestar a força do amor com que agracia seu povo, ele qualifica a todos quanto chamou à esperança da vida eterna de igreja dos primogênitos (v 23). Inestimável é a honra que ele nos agracia, comparada a toda a riqueza do mundo, a todas as suas vantagens, honras, deleites, bem como a tudo aquilo que comumente se imagina comunicar-nos uma vida feliz, na verdade não passa de um pobre repasto de lentilhas. Atribuir um alto valor às coisas que quase não valem nada é uma atitude que provém dos desejos depravados que cegam nossos olhos e nos fascinam. Portanto, se é nosso desejo possuir um lugar no santuário de Deus, então devemos aprender a desprezar tais iguarias, por meio das quais Satanás costuma enganar os réprobos.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564). 

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“NEM HAJA ALGUM IMPURO OU PROFANO” – Parte I


“NEM HAJA ALGUM IMPURO OU PROFANO” – Parte I

“...nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura” (Hb 12.16).

Assim como o apóstolo exortara os hebreus à santificação (v 14), também agora faz menção de um exemplo particular com o fim de convocá-los a que retrocedessem das contaminações a ela opostas, e diz que não houvesse ninguém que fosse impuro. Imediatamente avança para uma nota mais geral - “nem profano” -, termo que é apropriadamente contrastado com santidade. O Senhor nos chama precisamente com o propósito de fazer-nos santos, vivendo em sua obediência. Tal propósito se concretiza quando renunciamos o mundo. Todo aquele que se deleita em sua própria imundícia, de sorte que viva a revolver-se nela, profana a si próprio. Podemos ao mesmo tempo definir o profano em termos gerais, como aquele que não valoriza a graça de Deus suficientemente para buscá-la e assim rejeitar o mundo. Visto que os homens se fazem profanos de diversas maneiras, devemos tomar o maior cuidado para não facilitarmos a que Satanás nos macule com sua corrupção; e como não há genuína religião sem consagração, devemos progredir sempre no temor de Deus, na mortificação da carne e em toda a prática da piedade. Assim como somos profanos até que nos separemos do mundo, também recuamos da graça da santificação se porventura nos deleitarmos na imundícia do mundo.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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segunda-feira, 20 de março de 2023

“COMO DIZ O ESPÍRITO SANTO”

 

“COMO DIZ O ESPÍRITO SANTO”

“Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3.7,8).

O escritor da epístola aos Hebreus prossegue em sua exortação no sentido de que devem obedecer a Cristo. E para imprimir mais autoridade ao seu argumento, ele busca apoio no testemunho de Davi (Sl 95.7,8).

Como diz o Espírito Santo, é uma expressão eficaz para sensibilizar corações. É muitíssimo benéfico que nos acostumemos com essa forma de expressão, para que nos lembremos de que são as palavras de Deus e não as de homens que encontramos na Escritura Sagrada (2Pe 1.20,21)

Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração. Aqui temos indicado que nossa rebelião contra Deus não flui de qualquer outra fonte senão da intencional depravação em dificultar a entrada da graça de Deus. Temos por natureza um coração endurecido, e essa dureza nos é inerente do ventre materno, e somente Deus pode abrandá-lo e corrigi-lo. Se rejeitarmos a Voz de Deus, fazemo-lo movidos por nossa própria obstinação, e não por alguma influência externa. Todos nós somos nossas próprias testemunhas da veracidade desse fato. É por isso que o Espírito corretamente acusa todos os incrédulos de resistirem a Deus, bem como de serem eles os mestres e autores de sua própria obstinação, para que não venham a lançar culpa em algum outro. Daqui extrai-se a conclusão absurda de que existe em nós um livre poder para inclinar nossos próprios corações ao serviço de Deus. Antes, o oposto é que procede, a saber: que os homens é que, necessariamente, sempre endurecem seus corações, até que outro coração, de origem celestial, lhes seja propiciado. Como nossa inclinação é sempre para o mal, jamais cessaremos de resistir a Deus, até que sejamos transportados das trevas para a luz por sua poderosa mão.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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quarta-feira, 15 de março de 2023

“NÃO ACHOU LUGAR DE ARREPENDIMENTO” – Parte II

“NÃO ACHOU LUGAR DE ARREPENDIMENTO” – Parte II

“Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb 12.17).

Continuando nossa meditação, suscita-se uma segunda pergunta, a saber: e se o pecador que é agraciado com o arrependimento não lucrar nada com ele? Tudo indica que o apóstolo está a insinuar isso quando diz que Esaú nada lucrou com seu arrependimento. Minha resposta toma por base o fato de que arrependimento, aqui, não é tomado no sentido de genuína conversão a Deus, mas só no sentido do terror com que Deus assusta os incrédulos depois de se entregarem por longo tempo às suas iniquidades. Nem é de estranhar dizer-se que tal terror é inútil, porquanto não caem em si nem passam a odiar seus vícios, mas são simplesmente torturados pelo senso do castigo. O mesmo se deve dizer no tocante às lágrimas. Sempre que um pecador chora seus pecados, o Senhor está pronto a perdoá-lo e a misericórdia divina nunca é buscada em vão, porquanto aquele que bate, a porta se lhe abre (Mt 7.8). Já que as lágrimas de Esaú eram lágrimas de um homem sem esperança, não foram derramadas diante do Senhor; por mais que os ímpios deplorem sua sorte, se queixem e lamentem, não batem à porta de Deus, porquanto esse ato só se pratica pela fé. Aliás, quanto mais dolorosamente sua consciência os acusa, mais lutarão contra Deus e lhe demonstrarão seu ódio. Desejam ter acesso à presença de Deus; visto, porém, que não encontram nada senão a ira divina, fugirão de sua presença. Assim, com frequência observamos que aqueles que jocosamente afirmam que terão suficiente chance de arrependimento, ao avizinhar-se a morte, quando de fato tal momento chega, clamam horrorizados em meio a cruel agonia diante do fato de não haver mais tempo de se obter misericórdia. Já se acham condenados à destruição, porque buscaram a Deus tarde demais.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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“NÃO ACHOU LUGAR DE ARREPENDIMENTO” – Parte I


“NÃO ACHOU LUGAR DE ARREPENDIMENTO” – Parte I

“Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb 12.17).

Pois não achou lugar de arrependimento. Esta clausula significa que Esaú não ganhou nem obteve nada com o seu arrependimento por demais tardio, embora tenha, com temor, buscado a bênção que havia perdido por sua própria culpa. Visto que o apóstolo adverte que todos os que rejeitam a graça de Deus correm o mesmo risco, pode-se perguntar se não há esperança de perdão se a graça de Deus for recebida com desdém e seu reino rejeitado em prol do mundo. Respondo que o perdão não é vedado a tais pessoas de forma absoluta, mas são advertidas a tomar cuidado para que o mesmo não lhes suceda. Qualquer pessoa pode ver diariamente muitos exemplos da ira divina, pela qual Deus se vinga do menosprezo e dos escárnios dos profanos. Ao prometerem a si próprios que sempre verão um novo amanhã, Deus repentinamente os remove com uma inesperada forma de morte; quando dizem que o que ouvem acerca do juízo divino não passa de invenção, Deus então os persegue para que sejam forçados a enfrentá-lo como seu juiz; e os que têm suas consciências de todo mortas, logo depois sentirão terríveis agonias como retribuição de seu entorpecimento. Ainda que tal coisa não se dê com todos, todavia, como o perigo está sempre iminente, o apóstolo com razão adverte a todos a que estejam alerta.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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