"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



terça-feira, 1 de maio de 2018

Ensinando como Quem tem Autoridade

Ensinando como Quem tem Autoridade
“Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt 7.28,29).  

Amados irmãos, o nosso Senhor Jesus ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas (Mt 7.29). Ele anunciava os mandamentos de Deus não como sugestões; eles são ordenanças. Cristo Jesus não esperava que os seus ouvintes validassem a sua mensagem ou autoridade. Em sua fala, Ele dizia: “Em verdade, em verdade vos digo” (Jo 5.19). “Ouvistes o que foi dito... Eu, porém, vos digo” (Mt 5.21). Assim deve ser todo aquele que transmite a Palavra de Deus, ele deve anunciar como quem tem autoridade. “Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda autoridade” (Tt 2.15). “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm 4.1-5). Devemos proclamar o que Deus diz em sua Palavra de tal forma que ninguém, após ouvir a mensagem, saia do local de culto sem um sentimento verdadeiro de que há algo em suas vidas carecendo de transformação. A autoridade de Cristo é inerente, é em essência uma característica dAquele que é SENHOR sobre todos. Pastores não têm autoridade inerente; sua autoridade é derivada. Pastores não podem imitar a autoridade de Cristo, mas podem imitar seu zelo e ousadia. O mensageiro que tem como objetivo agradar seus ouvintes torna-se inimigo dessa autoridade, porque quando ele faz concessões, usando palavras escolhidas como se fossem suaves canções, fica impossibilitado de não trair a verdade. Medita nestas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

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terça-feira, 24 de abril de 2018

Experiências Amargas

Experiências Amargas
“Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade” (Lc 15.13,14).

Amados irmãos, temos na parábola do "Filho Pródigo" um rapaz descobrindo por experiências amargas que os caminhos do pecado são penosos. Nosso Senhor Jesus nos mostra o filho mais moço desperdiçando todos os seus bens, sendo reduzido à condição de necessitado e obrigado a assumir o trabalho de “guardar porcos”; tão faminto ficou que esteve disposto a "fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam" (Lc 15.16). O pecado é um senhor severo e implacável; quem o serve descobre isso mais cedo ou mais tarde (Rm 6.23). Os que vivem na prática do pecado nunca serão verdadeiramente felizes. Enganados pelo mundo, e, em sua aparência de espírito alegre, deixam com frequência transparecer inquietação em seu íntimo. Conhecemos homens e mulheres vivendo dissolutamente, insatisfeitos consigo mesmos, cansados de seguir seus próprios caminhos, completamente intranquilos, sem paz na alma, buscando ansiosamente um lugar onde se sintam melhor. Essa é uma verdade que, embora muitos procurem negar, devemos guardá-la no mais profundo do nosso ser. A miséria íntima dos que vivem em desobediência a Deus, mortos em seus delitos e pecados, é excessivamente grande. Existe uma fome de paz, ainda que se esforcem por ocultá-la. Eles estão passando por “necessidades”. O que semeia para a sua própria ruína, desgraça colherá. “Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna (Gl 6.8). O nosso soberano Deus e amoroso Pai continua ativo em busca daqueles que estão passando por experiências amargas. Ele os quer em seus braços para restaurá-los, libertá-los, salvá-los. “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10). "Para aquele que está entre os vivos há esperança" (Ec 9.4). Medita nestas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

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sexta-feira, 20 de abril de 2018

“E Recebereis o Dom do Espírito Santo”

“E Recebereis o Dom do Espírito Santo”
“O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados. Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem” (At 5.30-32).

Amados irmãos, somos gratos a Deus por não ignorarmos que a sua bondade nos conduz ao arrependimento (Rm 2.4). Não são poucas as pessoas que praticam ousadamente pecados e mais tarde não suportam ouvir sobre seus males praticados, ou que lhes acusem de tê-los cometido. Ninguém pode esperar a redenção pelo sangue de Cristo sem convicção e convencimento do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). O arrependimento verdadeiro é acompanhado da fé nos méritos de Cristo, reconhecendo-O em todos os seus ofícios. O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador” (At 5.30,31)É Ele quem perdoa e liberta da escravidão do pecado. Onde a graça do arrependimento opera, a remissão dos pecados também é outorgada. O Senhor Jesus nos concede o arrependimento por seu Espírito, que opera eficazmente pela Palavra, despertando a consciência, compungindo o coração, dando-nos um sentimento de aversão ao pecado, um desejo por mudança de vida e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2.36-38). Outorgar o Espírito Santo é prova evidente de que a vontade de Deus é que Cristo Jesus seja obedecido. “Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.9-11). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Uma Palavra à Raça Eleita

Uma Palavra à Raça Eleita
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9).

Amados irmãos, devemos entender a conexão existente entre os atos soberanos de Deus e a responsabilidade que temos como “Raça Eleita”. Nós fomos chamados e comissionados pelo Senhor, no poder do Espírito Santo, para proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Os escolhidos de Deus serão alcançados e salvos mediante o anúncio do Evangelho. De antemão, Deus preparou as boas obras para que andássemos nelas; e elas são testemunhos que consumam o seu divino propósito (Ef 2.10). Nós devemos continuar firmes em nossa missão. Se não colhemos ainda os frutos do nosso trabalho, isso não pode nos levar ao desânimo. Vamos usar essa situação para exercitar a confiança, a perseverança e a esperança no SENHOR dos Exércitos. “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no SENHOR, seu Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade” (Sl 146.5,6). Deus prometeu agir com poder e graça libertando os cativos e oprimidos, curando os doentes, dando vista aos cegos, apregoando o ano aceitável do Senhor (Is 61.1-3; Lc 4.18,19). Os predestinados para adoção de filhos, segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, reconhecerão a voz do Bom Pastor, atenderão o seu chamado e experimentarão as bênçãos de sua íntima e eterna comunhão. Enchei-vos do Espírito e consagrem-se ao Senhor sabendo que nEle o vosso trabalho jamais será em vão. O Senhor Jesus Cristo nos salvou e nos tornou responsáveis por anunciar o evangelho do Reino de Deus. “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9). “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.19,20). Lembrem-se: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl 1.13,14). “Avante, avante, ó crentes, soldados de Jesus!” Amém. 

Pr. José Rodrigues Filho

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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Eleitos de Deus

Eleitos de Deus
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1.3-5).

Deus nos escolheu soberanamente, antes da fundação do mundo, e em Cristo Jesus nos salvou para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor nos predestinou para a adoção de filhos, segundo a sua boa vontade. Se já somos salvos, devemos reconhecer que esta obra está fundamentada em Deus. O nosso cântico, por toda a eternidade, será aquele pronunciado pelos lábios do profeta Jonas: “Ao SENHOR pertence a salvação!” (Jn 2.9).

Deus não nos elegeu meramente para nos livrar da “ira vindoura”; a eleição também tem em vista testemunhos que glorificam a Deus. “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15.16). “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16). 

Eleitos de Deus sem fruto do Espírito é um engano do coração. Onde não há vida cristã autêntica não reconhecemos a eleição. Assimilando este princípio, não teremos receio em admitir esta maravilhosa doutrina. Como outras verdades apresentadas no Evangelho, a doutrina da eleição tem sofrido deturpação por parte de ignorantes e instáveis (2Pe 3.16). Todavia, para o crente maduro, ela traz segurança e plena satisfação em Cristo Jesus. Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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quinta-feira, 29 de março de 2018

Ame Também a Seu Irmão

Ame Também a Seu Irmão
Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo 4.21).

Amados irmãos, o nosso Senhor Jesus esteve em extrema agonia lá na Cruz do Calvário. Isto não o impediu de demonstrar amor. Vemos de forma especial em suas palavras dirigidas a Maria, Sua mãe e a João, Seu discípulo. “Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa” (Jo 19.26,27). Consideremos o que Jesus disse a João: “Eis aí a tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa. Por tradicional interpretação atribui-se que com essas palavras o nosso Senhor Jesus entregava Maria aos cuidados de João. Disto aprendemos que não é por fluência no trato de assuntos espirituais, mas pela prática diligente daquilo que o Senhor nos ordenou que provamos ser verdadeiros cristãos. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.35). “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama” (Jo 14.21). “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Vós sois meus amigos se fazeis o que vos mando” (Jo 15.12,14). “Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo 4.21). Que o amor não seja apenas um conceito em nossas mentes, e sim atitudes que comprovam a nossa verdadeira profissão de fé (1Co 13.1-7). Dizer que amamos é inútil se não estiver acompanhado de ação. Se pretendemos dizer algo quando afirmamos que Deus é amor, isto será percebido em nosso comportamento. Em especial, se evidenciará em nossa maneira de lidar com os irmãos. “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo 4.20,21). Medita nestas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

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sábado, 24 de março de 2018

Considerações a respeito da Ressurreição de Jesus Cristo

Considerações a respeito da Ressurreição de Jesus Cristo
“Porque buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc 24.5,6).

Consideremos três coisas a respeito da ressurreição de Jesus Cristo. Houve, primeiramente, a obra de Deus Pai ao libertar o Filho da morte quando a lei foi totalmente satisfeita e a justiça realizada. “Vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela” (At 2.24). Em segundo lugar, ouve a obra do Filho que levantou a si mesmo dos mortos. Embora os homens tenham malignamente lhe tirado a vida, eles não teriam autoridade nem capacidade para fazê-lo sem o seu consentimento. Eles jamais poderiam matá-lo contra a sua vontade. O Pai o levantou dos mortos porque a justiça havia sido satisfeita. Mas Cristo também levantou a si mesmo dos mortos tomando novamente a sua vida por meio do cuidado e poder que fluía da sua natureza divina para a sua natureza humana. “Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai” (Jo 10.17,18). Em terceiro lugar, a tarefa especial de unir novamente a santíssima alma e corpo de Jesus Cristo foi deixada ao Espírito Santo. “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito” (1Pe 3.18). E é também, por esse mesmo Espírito que devemos ser levantados dos mortos. “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita” (Rm 8.11). O Espírito Santo tornou a natureza humana de Cristo apta para sentar-se à direita de Deus Pai. Essa natureza humana glorificada de Cristo é o padrão ao qual os corpos de todos os crentes serão eternamente conformados. Que Deus nos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dEle, iluminando os olhos do nosso coração, para compreendermos a suprema grandeza e a eficácia do seu poder. (Ef 1.17-20). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*John Owen, “O Espírito Santo” - Editora Os Puritanos

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“Ora, se vós, que sois Maus”

“Ora, se Vós, que Sois Maus”
“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lc 11.13).

Jesus Cristo sabia muito bem o que queremos dizer quando falamos que a humanidade está sem esperança. Ele esteve entre os homens e, por ver muito além do que eles viam do seu tempo, disse: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos”. O nosso Senhor estava familiarizado com a filantropia dos homens e com aquele tipo de bondade que nos dias atuais conhecemos muito bem, por isso, Ele não disse apenas “sabeis dar boas dádivas”, mas também disse: “Ora, se vós, que sois maus”. E disse tais coisas para homens que manifestavam bondade de coração (Lc. 11.13).

Quando nos deparamos com o parecer de Jesus sobre o mal, tal linguagem pode dar a impressão de ser essencialmente pessimista. Quando nos voltamos para a Cruz, vemos e reconhecemos a verdadeira face da malignidade. Contudo, não alcançamos a revelação da estimativa que Cristo tem da humanidade, ou seja: ainda que, sendo maus, os homens são passíveis de redenção.

Cristo  Jesus viu a mácula e a desolação da humanidade caída; ele sabia da sua degradação e desesperança - como nós não podemos ver ou entender - salvo se pudéssemos ver com os seus olhos. O nosso Senhor não estava enganado quanto à natureza humana. "Sois, maus", mesmo assim Ele morreu pelos homens tal qual descreve. Entretanto, todo homem que tenha contemplado o olhar santo e amoroso de Cristo morrendo na Cruz, jamais poderá falar em desesperança, pois a Cruz significa exatamente o contrário. Os homens ainda que desfigurados da imagem de Deus, o “Filho do Homem” considerou que valia a pena morrer por eles. “O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10).

“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2.38).

Deus nos abençoe!

* “A Bíblia e a Cruz" – George Campbell Morgan (1863-1945).

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sexta-feira, 23 de março de 2018

Arrependimento Falso – Parte 2

Arrependimento Falso – Parte 2
E os principais sacerdotes, tomando as moedas, disseram: Não é lícito deitá-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue. E, tendo deliberado, compraram com elas o campo do oleiro, para cemitério de forasteiros” (Mt 27.6,7).

Amados irmãos, outra imitação do arrependimento pode surgir do medo de um mal futuro, a apreensão causada pela morte e pelo inferno. “E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo” (Ap 6.8). Que não fará o pecador, que votos não fará, quando sabe que vai morrer e que vai comparecer perante o trono do juízo? O amor próprio provoca o voto de um enfermo, e o amor ao pecado prevalecerá contra isso. Outra imitação do arrependimento é o abandono de muitas formas de pecado. É uma grande realização, confesso, abandonar um ou mais pecados. O pecado é tão valorizado por este ou àquele homem que ele prefere abandonar um filho a abandonar o pecado da luxúria. O pecado pode ser abandonado, ainda que sem arrependimento. Consideremos: 1) Um homem pode abandonar alguns pecados e manter outros, como Herodes, que reformou muitas coisas erradas, mas não pôde renunciar a seu incesto. 2) Um velho pecado pode ser abandonado para dar lugar a um novo pecado. Isso é fazer troca de pecados. O pecado pode ser trocado, e o coração permanecer sem mudança. Assim sucede que o pecador muda de um vício para outro, mas continua sendo pecador, continua em pecado. 3) Um pecado pode ser abandonado mais por motivos de prudência do que pela força da graça. Um homem vê que, embora este ou aquele pecado lhe dê prazer, todavia não convém a seus interesses. Acabará com o seu crédito, prejudicará a sua saúde, arruinará as suas posses. Daí, por razões de prudência, ele o descarta. O verdadeiro abandono do pecado acontece quando os atos pecaminosos cessam pela infusão de um princípio da graça, como um ambiente deixa de estar escuro pela infusão da luz. “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado” (Sl 51.1,2). Medita nestas coisas!

*Thomas Watson - “A Doutrina do Arrependimento”, PES

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Arrependimento Falso – Parte 1

Arrependimento Falso – Parte 1
Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo” (Mt 27.3,4).

Amados irmãos, há diversas formas falsas de arrependimento que bem podem ter dado ocasião a estas palavras de Agostinho: “O arrependimento condena muitos”. Ele se referia ao falso arrependimento; à pessoa que se ilude com uma imitação de arrependimento. A primeira imitação de arrependimento é o medo da lei. Um homem permaneceu muito tempo no pecado. Por fim, Deus o detém, mostra-lhe o risco desesperador que ele corre, e ele se enche de angústia. Não demora, a tempestade da consciência é soprada para longe, e ele se tranquiliza. Então conclui que é um verdadeiro penitente porque sentiu alguma amargura por seu pecado. Ninguém se engane: isso não é arrependimento. Judas teve alguma inquietação mental. Uma coisa é ser um pecador aterrorizado, outra é ser um pecador arrependido. O sentimento de culpa é suficiente para gerar terror. A infusão da graça gera arrependimento. A dor e aflição não são suficientes para gerar arrependimento. O arrependimento depende da ocorrência de mudança do coração. Pode haver terror pelo pecado sem mudança do coração. “Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo. Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se. E os principais sacerdotes, tomando as moedas, disseram: Não é lícito deitá-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue. E, tendo deliberado, compraram com elas o campo do oleiro, para cemitério de forasteiros. Por isso, aquele campo tem sido chamado, até ao dia de hoje, Campo de Sangue. Então, se cumpriu o que foi dito por intermédio do profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço em que foi estimado aquele a quem alguns dos filhos de Israel avaliaram; e as deram pelo campo do oleiro, assim como me ordenou o Senhor” (Mt 27.3-10). Medita nestas coisas!

*Thomas Watson - “A Doutrina do Arrependimento”, PES

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