"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



domingo, 9 de novembro de 2025

“SALMOS CANTADOS - VOL. 1”

“SALMOS CANTADOS - VOL. 1”

“Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração” (Sl 4.1).

Deus nos abençoe!

“CARTA AOS FILIPENSES - VOZ E VIOLÃO”

“CARTA AOS FILIPENSES - VOZ E VIOLÃO”

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.5-11).


Deus nos abençoe!

sábado, 8 de novembro de 2025

“O AMOR QUE PROCEDE DE CORAÇÃO PURO”


“O AMOR QUE PROCEDE DE CORAÇÃO PURO”

“Mas o intuito da presente admoestação é o amor que procede de coração puro, de uma consciência íntegra, e de uma fé sem fingimento” (1Tm 1.5).

Se o objetivo e o fim da lei é que sejamos instruídos no amor que nasce da fé e de uma consciência íntegra, conclui-se, pois, que aqueles que desviam seu ensino para questões motivadas pela curiosidade são maus intérpretes da lei. Nesta passagem, não é de grande relevância se o amor é considerado como uma referência a ambas as tábuas da lei ou só a segunda. Recebemos o mandamento de amar a Deus de todo o nosso coração e ao nosso próximo como a nós mesmos, ainda que, quando o amor é mencionado na Escritura, geralmente se restrinja mais ao amor ao próximo. Nesta passagem, não hesitaria em entender o amor como sendo tanto a Deus quanto ao próximo, se Paulo houvera mencionado unicamente a palavra amor. Visto, porém, que ele acrescenta a fé sem fingimento e uma consciência íntegra, a interpretação que estou para apresentar se adequa muito bem ao contexto em que ele está escrevendo. A suma da lei consiste em que devemos adorar a Deus com uma fé genuína e uma consciência pura, bem como devemos igualmente amar uns aos outros; e todo aquele que se desvia disso corrompe a lei de Deus, torcendo-a para servir a algum outro propósito alheio a ela mesma.

Aqui, porém, pode surgir uma dúvida, ou seja: Paulo, aparentemente, situa o amor antes da fé. Minha resposta é que aqueles que pensam assim estão se portando como infantis, pois o fato de o amor ser mencionado primeiro não significa que ele desfruta do primeiro lugar de honra, já que Paulo também deixa em evidência que ele procede da fé. Ora, a causa, indubitavelmente, tem prioridade sobre o efeito, e se todo o contexto for levado em conta, o que Paulo está dizendo é o seguinte: “A lei nos foi promulgada a fim de instruir-nos na fé, a qual é a mãe de uma consciência íntegra e de um amor genuíno”. Daí termos que começar com a fé e não com o amor.

Há pouca distinção entre coração puro e consciência íntegra. Ambos são frutos da fé. Atos 15.9 fala de um coração puro, ao dizer que “Deus purifica os corações mediante a fé”. E Pedro diz que uma consciência íntegra está fundamentada na ressurreição de Cristo (1Pe 3.21). À luz desta passagem torna-se evidente que não pode haver amor sem o temor de Deus e a integridade de consciência. Devemos notar os termos que o apóstolo Paulo usa para descrever cada uma dessas virtudes. Não há nada mais comum ou mais fácil do que vangloriar-se da fé e de uma consciência íntegra, porém são mui poucos os que comprovam por meio de seus atos que estão isentos de toda sombra de hipocrisia. Devemos notar especialmente como ele fala da fé sem fingimento, significando que é insincera qualquer profissão de fé que não se pode comprovar por uma consciência íntegra e manifestar-se no amor. Visto que a salvação do homem depende da fé, e a perfeita adoração divina consiste de fé e de uma consciência integra e de amor, não precisamos sentir-nos surpresos por Paulo dizer que estes elementos constituem a suma da lei.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR). 

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

“A FIM DE QUE NÃO ENSINEM OUTRA DOUTRINA”


“A FIM DE QUE NÃO ENSINEM OUTRA DOUTRINA”

“Quando eu estava de viagem, rumo da Macedônia, te roguei permanecesses ainda em Éfeso para admoestares a certas pessoas, a fim de que não ensinem outra doutrina” (1Tm 1.3).

Foi com grande relutância, e só sob compulsão da necessidade que o apóstolo Paulo se deixara separar de um assistente tão amado e fiel como Timóteo, para que, como seu correspondente, pudesse levar a cabo os deveres que demandavam a responsabilidade que não havia em nenhum outro para que se cumprissem. Isso deve ter exercido uma profunda influência em Timóteo, não só por tê-lo impedido de desperdiçar seu tempo, mas o ajudou a comportar-se de maneira excelente, além do comum. Ele aqui também encoraja Timóteo a opor-se aos falsos mestres que estavam adulterando a doutrina e sua pureza. Neste apelo para Timóteo cumprir seu dever em Éfeso, devemos notar a piedosa preocupação do apóstolo. Porque, enquanto se esforçava por estabelecer novas igrejas, ele não deixava as anteriores destituídas de pastor. Indubitavelmente, como diz o escritor, “Para manter a salvo o que já conquistou necessita-se de tanta habilidade quanto para conquistá-lo. A palavra admoestar ou ordenar compreende autoridade, pois era o propósito de Paulo revestir Timóteo com autoridade para que pudesse ele refrear outros.

A fim de que não ensinem outra doutrina. Em outras palavras, “não ensinar de modo diferente, fazendo uso de outro método” ou “ensinar uma nova doutrina. A tradução de Erasmo, “seguir uma nova doutrina”, não me satisfaz, visto que a mesma poderia aplicar-se tanto aos ouvintes quanto aos mestres. Se lemos: “ensinar de uma forma diferente”, o significado será mais amplo, pois Paulo estaria proibindo a Timóteo de permitir a introdução de novos métodos de ensino que sejam incompatíveis com o método legítimo e genuíno que lhe havia comunicado. Assim, na segunda epístola, ele não aconselha Timóteo a simplesmente conservar a substância de seu ensino, mas usa o termo o qual significa uma semelhança viva de seu ensino. Como a verdade de Deus é única, assim não há senão um só método de ensiná-la, o qual se acha livre de falsa pretensão e que degusta mais saborosamente a majestade do Espírito do que as demonstrações externas de eloquência humana. Se alguém se aparta disso, ele deforma e vicia a própria doutrina; e assim, “ensinar de maneira diferente”, aponta para a forma.

Se lermos: “ensinar algo diferente”, então a referência será à substância do próprio ensino. É digno de nota que, por outra doutrina, significa não só o ensino que está em franco conflito com a sã doutrina do evangelho, mas também tudo o que, ou corrompe a pureza do evangelho por meio de invenções novas e adventícias, ou o obscurece por meio de especulações irreverentes. Todas as maquinações humanas são outras tantas corrupções do evangelho, e aqueles que fazem mau uso das Escrituras, como costumam fazer as pessoas ímpias, fazendo do Cristianismo uma engenhosa exibição, obscurecem o evangelho. Todo ensino desse gênero é oposto à Palavra de Deus e àquela pureza da doutrina na qual Paulo ordena aos efésios a permanecerem firmes.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564). 

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR). 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

“SOU GRATO PARA COM AQUELE QUE ME FORTALECEU”


“SOU GRATO PARA COM AQUELE QUE ME FORTALECEU”

“Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério” (1Tm 1.12).

Sublime é a dignidade do apostolado que Paulo havia reivindicado para si; e, recordando de sua vida pregressa, não podia de forma alguma considerar-se digno de tão sublime honra. Portanto, para evitar de ser acusado de presunção, ele tem de referir-se a si mesmo, confessando sua indignidade e ainda afirmando ser apóstolo pela graça de Deus. De fato, ele avança ainda mais e se volta para as circunstâncias que pareciam depor contra sua autoridade para o seu bem, declarando que a graça de Deus brilha nele ainda com mais fulgor. Ao render graças a Cristo, ele remove a objeção que poderia ser atribuída caluniosamente contra ele, sem deixar-lhe qualquer chance de formular a pergunta se ele era ou não digno de um ofício tão honroso, pois ainda que em si mesmo não possuísse excelência de espécie alguma, era suficiente o fato de que fora escolhido por Cristo. Há muitos que usam a mesma honra de palavras para fazer uma exibição de sua humildade, mas que em nenhum existe a humildade de Paulo, pois que sua intenção era não só gloriar-se ardentemente no Senhor, mas também desviar de si toda e qualquer vanglória. Mas, pelo quê ele está dando graças? É pelo fato de lhe haver concedido um lugar no ministério, e desse fato ele deduz que fora considerado fiel. Cristo não recebe pessoas indiscriminadamente, antes, porém, faz seleção daqueles que são apropriados, e assim reconhecemos como dignos todos aqueles a quem ele honra. Não é incompatível com isso o fato de Judas, segundo a profecia do Salmo 109.8, ser levantado por pouco tempo para em seguida celeremente cair. Por outro lado, com Paulo foi diferente, pois que obteve seu ofício com um propósito distinto e sob condições distintas, pois Cristo declarou [At 9.15] que ele haveria de ser “um vaso escolhido para ele”.

Ao falar assim, Paulo parece estar fazendo da fidelidade que antecipadamente demonstrara a causa de seu chamamento. Se tal fosse o caso, então sua gratidão seria hipócrita e absurda, pois então deveria seu apostolado, não tanto a Deus, mas a seus próprios méritos. Não concordo que sua intenção fosse que ele fora escolhido para a obra apostólica em razão de sua fé ter sido conhecida de antemão por Deus, porquanto Cristo não poderia ter previsto nele nada de bem exceto aquilo que o próprio Pai lhe concedera. E assim permanece sempre verdadeiro que “Não fostes vós que me escolhestes a mim, pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto” [Jo 15.16]. Mas a intenção de Paulo é completamente diferente: para ele, o fato de Cristo fazer dele um apóstolo fornecia prova de sua fidelidade. Ele afirma: os que Cristo toma por apóstolos têm que confessar que foram declarados fiéis pelo decreto de Cristo. Este veredicto não repousa sobre a presciência, e, sim, sobre o testemunho dirigido aos homens, como se ele dissesse: “Dou graças a Cristo que me chamou para este ministério, e assim publicamente declarou que sancionava minha fidelidade”.

Paulo agora se volta para outras bênçãos de Cristo, e diz que ele o fortaleceu ou o capacitou. Com isso ele quer dizer não só que no princípio fora formado pela mão divina, de uma forma tal que ficou perfeitamente qualificado para o seu ofício, mas inclui também a concessão contínua de graças. Porquanto não teria sido suficiente que uma só ocasião houvera sido declarado fiel, caso Cristo não o fortalecesse com a constante comunicação de seu socorro. Portanto, ele diz que é pela graça de Cristo que fora inicialmente levantado para o apostolado e por que agora continua nele.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564). 

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR). 

“PRIMEIRA CARTA A TIMÓTEO - VOZ E VIOLÃO”

“PRIMEIRA CARTA A TIMÓTEO - VOZ E VIOLÃO”

“Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério” (1Tm 1.12).


Deus nos abençoe!

terça-feira, 28 de outubro de 2025

“CARTA AOS ROMANOS - VOZ E VIOLÃO”

“CARTA AOS ROMANOS - VOZ E VIOLÃO”

“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.1,2).


Deus nos abençoe!

“OS PAIS ECLESIÁSTICOS E A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ”


“OS PAIS ECLESIÁSTICOS E A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ”

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1).

A doutrina da justificação somente pela fé em Cristo pode ser encontrada em alguns dos escritos do primeiro período da história da Igreja. Entendemos que esses registros deixados pelos chamados "Pais Eclesiásticos" não foram inspirados. Contudo, eles nos oferecem o correto ensino transmitido à Igreja pelos santos Apóstolos.

Clemente de Roma (talvez o mesmo mencionado em Filipenses 4.3), em sua carta aos Coríntios, diz: “Nós também, sendo chamados mediante a sua vontade em Cristo, não somos justificados por nós mesmos, nem por nossa própria sabedoria, ou entendimento, ou piedade, ou obras que temos feito com pureza de coração, porém pela fé...”.

Policarpo (falecido em 155 dC), um discípulo de João, escreveu: “Eu sei que mediante a graça você é salvo, não por obras, mas sim, pela vontade de Deus em Jesus Cristo.” (Epístola aos Filipenses).

Justino Mártir (falecido em 165 dC), escreveu: “Não mais pelo sangue de bodes e de carneiros, nem pelas cinzas de uma novilha... são os pecados purificados, e sim, pela fé, mediante o sangue de Cristo e de Sua morte, que por essa razão morreu.” (Diálogo com Trifa). (Hb 9.13).

Irineu (falecido no princípio do 3º século), discípulo de Policarpo, escreveu: “... através da obediência de um homem, que primeiro nasceu da Virgem, para que muitos pudessem ser justificados e receber a salvação”.

Orígenes, o grande professor, pensador e escritor do cristianismo (falecido em 253 dC), disse o seguinte: “Pela fé, sem as obras da lei, o ladrão na cruz foi justificado; porque... o Senhor não indagou a respeito de suas obras anteriores, nem aguardava a realização de qualquer obra depois de crer; antes... Ele o tomou para si mesmo como companheiro, justificado somente na base de sua confissão.”

Cipriano (falecido 258 dC), bispo na Igreja da África do Norte, escreveu: “Quando Abraão creu em Deus, isso lhe foi imputado para justiça, portanto, cada um que crê em Deus e vive pela fé, será considerado como uma pessoa justa”.

Quando o imperador romano Constantino (falecido em 337 dC) tornou o cristianismo uma religião oficialmente reconhecida, e não mais uma fé perseguida, algumas heresias surgiram e feriram outras doutrinas básicas da fé cristã. Ao combater essas heresias e reafirmar a impotência pecaminosa da natureza humana, a necessidade de salvação pela graça e a expiação eficaz oferecida por Cristo, os fiéis remanescentes defendiam os fundamentos apostólicos da doutrina da justificação somente pela fé em Cristo.

Basílio, bispo de Capadócia (falecido em 370 dC), deixou essas palavras: “O verdadeiro e perfeito gloriar-se em Deus é isto: quando o homem não se exalta por causa da sua própria justiça; é quando ele sabe por si mesmo que carece da verdadeira justiça e que a justificação é somente pela fé em Cristo”.

Atanásio, bispo de Alexandria (falecido em 373 dC), escreveu: “Nem por esses (isto é, esforços humanos), mas, à semelhança de Abraão, o homem é justificado pela fé”.

Ambrósio, bispo de Milão (falecido em 397 dC), famoso como grande pregador, nos deixou essas palavras: “Para o homem ímpio, para o homem que crê em Cristo, a sua fé lhe é imputada para justiça, sem as obras da lei, como também aconteceu com Abraão”.

Jerônimo, o grande tradutor da Bíblia para o latim (falecido em 420 dC), escreveu: “Quando um homem ímpio é convertido, Deus o justifica somente por meio da fé, não por causa de obras que na realidade, ele não possuía”.

João Crisóstomo, talvez o maior pregador de todos os “pais eclesiásticos” (falecido 407 dC), e que viveu por muitos anos em Constantinopla. Dele nós temos: “Então, o que é que Deus fez? Ele fez com que um homem Justo (Cristo) se fizesse pecado (como Paulo afirma), para que Ele pudesse justificar pecadores... quando nós somos justificados, é pela justiça de Deus, não por obras... mas pela graça, pela qual todo o pecado desaparece” (2Co 5.21).

Agostinho, bispo de Hipona (falecido em 420 dC), disse: “A graça é algo doado; o salário é algo pago... é chamada graça porque ela é concedida gratuitamente. Você não comprou por nenhum mérito pessoal o que tem recebido. Portanto, em primeiro lugar, o pecador recebe a graça para que sejam perdoados os seus pecados... na pessoa justificada, as boas obras vêm depois; elas não precedem a graça, a fim de que a pessoa seja justificada... as boas obras que seguem a justificação manifestam o que o homem tem recebido”.

Anselmo, de Cantuária (falecido 1109 dC), um grande teólogo, e talvez mais conhecido por causa de seu estudo sobre a expiação do pecado por Cristo, escreveu: “Você acredita que não pode ser salvo, senão pela morte de Cristo?” Então, vá e,... ponha toda a sua confiança unicamente em Sua morte. Se Deus lhe disser: “Você é um pecador”, então responda: “Coloco a morte de nosso Senhor Jesus Cristo entre mim e o meu pecado”.

Bernardo de Claraval, considerado como o último dos Pais eclesiásticos (falecido em 1153 dC), deixou essas palavras: “Acaso a nossa justiça não seria apenas uma injustiça e imperfeição? Então, o que será dos nossos pecados, quando a nossa justiça não é suficiente para defender-se a si mesma? Vamos, portanto, com toda humildade, refugiar-nos na misericórdia, porque ela somente pode salvar as nossas almas... qualquer um que tenha fome e sede de justiça, que creia nAquele que “justifica o ímpio”, e assim sendo justificados somente pela fé, terá paz com Deus.

Estes testemunhos evidenciam que a doutrina da justificação somente pela fé em Cristo não foi uma invenção de Martinho Lutero. Os reformadores apenas redescobriram o que o próprio Deus nos ensina em Sua Palavra. “Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé” (Hc 2.4). “Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm 1.17).

Deus nos abençoe!

James Buchanan (1808 - 1870).

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“HABITE CRISTO NO VOSSO CORAÇÃO, PELA FÉ”


HABITE CRISTO NO VOSSO CORAÇÃO, PELA FÉ

“E, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor” (Ef 3.17).

Que o verdadeiro crente está unido a Cristo e Cristo a ele, nenhum leitor cuidadoso do Novo Testamento pensaria em negar, nem por um momento. Sem dúvida, há uma união mística entre Cristo e o crente. Com ele morremos, com Ele fomos sepultados, com Ele ressuscitamos e com Ele nos assentamos nos lugares celestiais. Há cinco textos onde somos claramente ensinados que Cristo está “em nós” (Rm 8.10; Gl 2.20; 4.19; Ef 3.17 e Cl 3.11). Porém, devemos ter o cuidado de entender o que significa tal expressão.

Que Cristo habita em nosso coração pela fé, e efetua sua obra interna por seu Espírito, é uma ideia clara e distinta. Mas, se quisermos dizer que além e acima disso há alguma misteriosa habitação de Cristo no crente, devemos tomar cuidado com o que estamos dizendo. A menos que tenhamos cuidado, terminaremos ignorando a obra do Espírito Santo. Esqueceremos que, na economia divina, a eleição para a salvação do homem é obra especial de Deus, o Pai; que a expiação, a mediação e a intercessão é obra especial de Deus, o Filho e, que a santificação é a obra especial de Deus, o Espírito Santo. Também esqueceremos de que nosso Senhor disse que, quando se fosse do mundo, nos enviaria um outro Consolador que estaria “para sempre” conosco ou, por assim dizer, tomaria o lugar de Cristo (Jo 14.16).

Em suma, o uso do termo “Cristo em nós” sem a devida cautela, sob a ideia de que estamos honrando a Cristo, poderemos descobrir que estamos desonrando seu dom especial e peculiar – o Espírito Santo. Certamente, visto que Cristo é Deus, Ele está em todos os lugares – em nosso coração, no céu, no lugar onde dois ou três estiverem reunidos em seu nome. Entretanto, não podemos esquecer que Cristo, na qualidade de nosso Cabeça e Sumo Sacerdote ressurreto, está especialmente à destra de Deus, intercedendo por nós até que retorne à terra e, também, que Cristo leva avante a sua obra nos corações do seu povo, mediante a atuação especial do seu Espírito, o qual prometeu enviar quando deixasse esse mundo (Jo 15.26). O exame dos versículos 9 e 10 de Romanos 8 parece demonstrar isso claramente. Isso me convence de que “Cristo em nós” significa em nós “por seu Espírito”. As palavras de João são claras e distintas: “E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu” (1Jo 3.24). 

Deus nos abençoe!

John Charles Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

“CARTA AOS COLOSSENSES – VOZ E VIOLÃO”

“CARTA AOS COLOSSENSES – VOZ E VIOLÃO”

“Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vós, desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos” (Cl 1.3,4).


Deus nos abençoe!