“CELEBRAI COM JÚBILO AO SENHOR”
“Celebrai com
júbilo ao SENHOR, todas as terras. Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos
diante dele com cântico” (Sl 100:1,2).
Celebrai com júbilo ao SENHOR. Ao convidar a todos os habitantes da terra indiscriminadamente a louvarem ao SENHOR, tudo indica que, no espírito profético do salmista, a referência seja ao período em que a Igreja seria congregada dentre as diferentes nações. Daí ordenar ele [v.2] que Deus seja servido com alegria, notificando que sua bondade para com seu povo é tão imensa que lhes fornece bases profusas para se regozijarem. Isso é melhor expresso no terceiro versículo, no qual ele primeiro repreende a presunção daqueles homens que impiamente se revoltaram contra o verdadeiro Deus, tanto em modelar para si muitos deuses, quanto em inventar várias formas de cultuá-lo. E visto que uma multidão de deuses destrói e substitui o verdadeiro conhecimento do Deus único e obscurece sua glória, o profeta, com grande propriedade, convoca todos os homens a repensarem e a cessarem de usurpar a Deus da honra devida a seu nome; e, ao mesmo tempo, a expressarem sua loucura nisto: não contentes com o único Deus, se tornaram fúteis em suas imaginações. Porque, quanto mais se veem constrangidos a confessar com os lábios que Deus existe, o Criador de céu e terra, não obstante de quando em quando tentam despojá-lo gradualmente de sua glória; e assim a Deidade é, na máxima extensão do poder deles, reduzido a mera nulidade. Visto, pois, restringir os homens na prática do culto divino em sua pureza ser algo em extremo difícil, o profeta, não destituído de razão, lembra o mundo de sua costumeira vaidade e o ordena a reconhecer a Deus como tal. Pois devemos atentar bem para esta breve definição do conhecimento dele, a saber: que sua glória seja intocavelmente preservada, e que nenhuma divindade se lhe oponha com o intuito de obscurecer a glória de seu nome. Saiba-se, pois, que o genuíno culto de Deus não pode ser preservado em toda sua integridade enquanto a vil profanação de sua glória, que é a inseparável acompanhante da superstição, não for completamente erradicada.
Deus nos
abençoe!
João
Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.

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