"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quinta-feira, 5 de março de 2026

“REGOZIJEM-SE TODOS OS QUE CONFIAM EM TI”


“REGOZIJEM-SE TODOS OS QUE CONFIAM EM TI”

“Mas regozijem-se todos os que confiam em ti; folguem de júbilo para sempre, porque tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome” (Sl 5:11).

Mas regozijem-se todos os que confiam em ti. Fará pouca diferença ao sentido se lermos estas palavras no tempo futuro — Regozijarão todos... — ou no modo optativo – Regozijem-se todos. Pois em ambos os modos o significado do salmista será o mesmo; isto é, se Deus o livrar, o fruto desse livramento será comum a todos os santos; como se dissesse: Senhor, se tu me socorreres, a benevolência que me conferires não se restringirá a mim somente, mas se estenderá a todos os teus servos; pois isso servirá para confirmar mais a fé deles, e os levará a louvar teu nome com mais fervor. Por tanto, a fim de induzir a Deus a conceder-lhe seu livramento, ele emprega como argumento o fim ou efeito que deveria produzir, contanto que incitasse a todos os santos a exercitar grande confiança em Deus e a encorajá-los a render-lhe louvores e ações de graças. Esta passagem nos ensina que seríamos ingratos para com Deus caso não extraíssemos ânimo e conforto de todas as bênçãos que ele confere a nosso próximo, visto que, por esse meio, ele testifica que estará sempre disposto a derramar sua munificência sobre todos os santos em geral. Consequentemente, acrescenta-se a razão de tal alegria: porque o Senhor os cobrirá ou os protegerá. Tão logo Deus conceda al umas bênçãos a alguns dos fiéis, os demais, como já afirmei antes, devem concluir que ele se mostrará beneficente para com eles também. Esta passagem também nos ensina que a genuína alegria não procede de alguma outra fonte senão só da proteção divina. Podemos ficar expostos a mil mortes, mas essa única consideração deve ser-nos plenamente suficiente, ou seja, que somos envolvidos e defendidos pela mão divina. E esse será o caso se porventura as sombras ilusórias deste mundo não nos fascinarem tanto que nos excitem a buscar nelas refúgio. É mister que notemos também em particular a afirmação de que aqueles que confiam no Senhor amam seu nome. Lembrarmo-nos de Deus e enchermos nossos corações com sua alegria, ou, antes, deixarmo-nos arrebatar por seu amor, depois de levar-nos a fazer prova de sua munificência, deve ser-nos algo de extremo lenitivo.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.

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