"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sábado, 11 de outubro de 2025

“A NOSSA LUTA NÃO É CONTRA O SANGUE E A CARNE”


A NOSSA LUTA NÃO É CONTRA O SANGUE E A CARNE

“A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6.12).

O apóstolo Paulo põe diante dos efésios o perigo, expressando-lhes a natureza do inimigo. Sua intenção é fazer-nos ver que nossas dificuldades são maiores do que se tivéssemos que lutar contra homens. Ali resistimos a força humana, o homem contende com o homem, a força é rebatida pela força, e habilidade contra habilidade; mas, aqui, o caso é muitíssimo diferente, porquanto nossos inimigos são em tal proporção, que não há poder humano capaz de resistir. A luta não é corporal.

Lembremo-nos desta afirmação quando as injúrias humanas nos levarem à represália. Pois nossa natureza nos leva à selvageria contra os próprios homens; mas esse estulto desejo será refreado, como por uma rédea curta, pela consideração de que os homens que nos importunam nada são além de dardos lançados pela mão de Satanás. Enquanto estamos ocupados em repeli-los, nos expomos a ser feridos de todos os lados. Lutar contra a carne e o sangue não só será inútil, mas também prejudicial. Devemos ir diretamente ao inimigo, que nos ataca e nos fere de seu esconderijo, que mata antes mesmo de ser visto.

Paulo nos diz que o inimigo perigoso, não para infundir-nos medo, mas para aguçar nossa diligência. Ao falar do poder do inimigo, o apóstolo se esforça por manter-nos mais atentos. Ele já o denominara de diabo, mas agora usa uma série de epítetos, para que os crentes pudessem entender que esse não é um inimigo a ser tratado com descaso.

Ele o chama de principados e potestades, de dominadores deste mundo tenebroso. Sua intenção é mostrar-nos que o diabo reina no mundo, porquanto o mundo outra coisa não é senão tenebrosidade. Daí segue-se que a corrupção do mundo cede espaço as forças espirituais do mal. Paulo não está aqui atribuindo aos demônios um principado, do qual se apoderam sem o devido consentimento e o exercem em oposição a Deus, e sim, o atribui àquele que, como a Escritura ensina, Deus, em justa vingança, permite que ajam contra os perversos. A questão aqui é a seguinte: não propriamente que espécie de poder os demônios exercem em oposição a Deus, e sim, quão assustadores eles se nos tornam, com o fim de manter-nos sempre em guarda. Nem tampouco essas palavras pretendem favorecer a crença de que o diabo criou e mantém para si mesmo a região intermédia nos ares. Paulo não lhes designa um território fixo, do qual se apoderam e o qual controlam, mas simplesmente indica que estão imbuídos de hostilidade e se encontram nas regiões mais elevadas.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

“NÃO VIRÁ MAL SOBRE VÓS”


“NÃO VIRÁ MAL SOBRE VÓS”

“Dizem continuamente aos que me desprezam: O SENHOR disse: Paz tereis; e a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração dizem: Não virá mal sobre vós” (Jr 23.17).

O maior dom concedido aos homens pelo Espírito Santo no Antigo Testamento era o de profecia. Contudo, quantos falsos profetas havia! Alguns deles serviam a outros deuses (1Rs 18.26-29). A mente deles era na verdade possuída pelo diabo, que os capacitava a declarar aquilo que outros homens desconheciam (1Co 10.20; 2Co 4.4). Outros professavam falar em nome e pela inspiração do Espírito do Senhor, o único verdadeiro e santo Deus, mas eram falsos profetas (Jr 28.15; Ez 13.1-10).

Em tempos de perigo e de ameaça de calamidades sempre há os que afirmam ter revelações extraordinárias. O diabo os instiga a encher os homens de falsas esperanças para conservá-los no pecado e em segurança enganosa. Quando então vem o juízo do Senhor, são apanhados de surpresa. Portanto, todo aquele que diz ter revelações extraordinárias, encorajando os homens a se sentirem seguros vivendo pecaminosamente, faz a obra do diabo, pois tudo aquilo que encoraja os homens a se sentirem seguros em seus pecados procede do diabo (Jr 5.30,31; 23.9-32).

No Novo Testamento o evangelho também foi revelado aos apóstolos pelo Espírito. Foi pregado com o seu auxílio e tornado eficaz para a salvação de almas pela sua obra e poder. Na igreja primitiva a pregação do evangelho era acompanhada dos milagres realizados pelos apóstolos. Contudo, o apóstolo Pedro adverte a igreja de que assim como na igreja do Antigo Testamento havia falsos profetas, do mesmo modo existiriam falsos mestres no Novo. “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2Pe 2.1-3).

Ponha os falsos mestres à prova; não dê crédito a qualquer espírito, porque muitos falsos mestres têm saído pelo mundo fora; prove-os por sua doutrina (1Jo 4.1-3). Não se deixe persuadir pelos extraordinários milagres que possam fazer; fique atento ao que eles pregam. Proteja-se com o conhecimento verdadeiro da palavra de Deus. “Ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes seja anátema” (Gl 1.8,9). “Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmo se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos” (Ap 2.2). 

Deus nos abençoe!

John Owen (1616-1683).

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“ACAUTELAI-VOS DOS FALSOS PROFETAS”


“ACAUTELAI-VOS DOS FALSOS PROFETAS”

“Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7.15).

Devemos nos acautelar dos falsos profetas. A conexão entre esta passagem e a anterior é impressionante. Queremos ficar bem longe do “caminho largo”? Então, devemos estar precavidos contra os falsos profetas, pois haverão de surgir. Eles começaram a aparecer já nos dias dos apóstolos. Desde aquele tempo as sementes do erro têm sido lançadas. Desde então, eles têm aparecido continuamente. Precisamos estar preparados contra eles, mantendo-nos sempre em guarda.

Esta é uma advertência de que muito precisamos. Há milhares de pessoas que parecem estar sempre prontas a crer em qualquer coisa que ouvirem, desde que venha dos lábios de alguém que tenha o título de ministro religioso. Esquecem-se que um clérigo pode errar, tanto quanto um leigo. Eles não são infalíveis. O que eles ensinam precisa ser confrontado com os ensinamentos das Sagradas Escrituras. Só devemos seguir tais ministros, e crer no que ensinam enquanto as doutrinas por eles ensinadas concordarem com a Bíblia. Devemos fazer prova deles, pelos “seus frutos”. Sã doutrina e vida santa são sinais característicos dos verdadeiros profetas. Lembremo-nos disto. Os erros dos nossos ministros não justificam os nossos próprios erros. “Se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco” (Mt 15.14).

Qual a melhor salvaguarda contra os falsos ensinamentos? Sem sombra de dúvida, a resposta é o estudo regular da Palavra de Deus, sempre acompanhado de uma oração que rogue a iluminação do Espírito Santo. A Bíblia foi-nos outorgada para ser uma lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos (Sl 119.105). Deus não permitirá que quem a ler corretamente não caia em algum erro irremediável. A negligência para com a Bíblia é que faz tantas pessoas se tornarem presas fáceis do primeiro falso mestre que aparecer. Tais pessoas querem nos fazer acreditar que não são “estudadas”, e nem têm a “pretensão” de terem opiniões bem formadas. A verdade é que são preguiçosos, negligenciam a leitura da Bíblia, e não querem ter o trabalho de pensar por si mesmos. Não existe nada que nos forneça tantos seguidores para os falsos profetas do que a preguiça espiritual, disfarçada sob uma capa de humildade.

Que todos possamos sempre ter em mente a advertência do Senhor! O mundo, o diabo e a carne não são os únicos perigos no caminho do cristão. Há ainda um outro: o “falso profeta”, o lobo disfarçado de ovelha. Feliz é quem estuda a Bíblia e ora, e sabe a diferença entre a verdade e o engodo, na religião! Existe uma diferença, e nós deveríamos reconhecê-la muito bem, fazendo uso do conhecimento que nos foi outorgado.

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

“AZEITE NAS LAMPARINAS” - Pr. Luís Valério

“AZEITE NAS LAMPARINAS” -  Pr. Luís Valério

Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes” (Mt 25.1,2).

Deus nos abençoe!

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domingo, 5 de outubro de 2025

THANKSGIVING WORSHIP SONGS

“CANÇÕES DE ADORAÇÃO E AÇÃO DE GRAÇAS”

“Graças te rendemos, ó Deus; graças te rendemos, e invocamos o teu nome, e declaramos as tuas maravilhas” (Sl 75.1).


Deus nos abençoe!

terça-feira, 30 de setembro de 2025

“PARA QUE VEJAM A MINHA GLÓRIA”


“PARA QUE VEJAM A MINHA GLÓRIA”

“Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo” (Jo 17.24).

Tenhamos certeza de que estas palavras tinham o propósito de animar e trazer conforto para aqueles que as ouviram, fortalecendo-os para os acontecimentos finais, que se aproximavam rapidamente. Entretanto, para todos aqueles que a leem, até hoje, essa parte da oração de Cristo está repleta de indivisível consolo e refrigério.

Agora não podemos ver a Cristo. Lemos a respeito dele, pelo Espírito ouvimos a sua voz, cremos em sua Palavra e descansamos nossas almas em sua obra consumada. No entanto, mesmo os melhores dentre nós, no melhor de nós mesmos, andamos por fé e não pelo que vemos; e nossa pobre e vacilante fé com frequência nos faz andar com dificuldade no caminho para o céu. Mas haverá um final para todo esse estado de coisas que temos hoje. Naquele dia, veremos a Cristo assim como Ele é e conheceremos da maneira como somos conhecidos. Nós O contemplaremos face a face e não mais como por espelho. Estaremos definitivamente na presença e na companhia de Cristo, para nunca mais sairmos. Se a fé nos tem sido agradável, quanto mais será vê-Lo com nossos próprios olhos; se a esperança nos tem produzido refrigério, quanto mais consolo obteremos ao estar pessoalmente com Ele. Não devemos admirar que, depois de ter escrito: “Estaremos para sempre com o Senhor”, o apóstolo Paulo acrescentou: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com essas palavras” (1Ts 4.17,18).

Agora sabemos pouco a respeito do céu. Nossos pensamentos tornam-se confusos, quando procuramos formar uma ideia de um futuro estado em que pecadores redimidos serão perfeitamente felizes. “Ainda não se manifestou o que haveremos de ser” (1Jo 3.2). Todavia, podemos descansar no bendito pensamento de que, após a morte, estaremos com Cristo. Se antes da ressurreição do corpo estaremos no paraíso ou, após a ressurreição, desfrutaremos da glória final, a perspectiva é a mesma. Os verdadeiros cristãos estarão “para sempre com o Senhor”. Não precisamos de mais informações. Onde está Aquela bendita pessoa, que veio a este mundo e morreu, “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Rm 4.25), ali não falta coisa alguma. Davi pôde afirmar com segurança: “Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” (Sl 16.11).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

“SANTIFICA-OS NA VERDADE”


“SANTIFICA-OS NA VERDADE”

“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

Essas palavras maravilhosas constituem uma conclusão adequada para a mais admirável oração já pronunciada na terra, a última oração do Senhor Jesus após a última ceia.

Devemos dar atenção especial ao pedido de nosso Senhor Jesus em favor da santificação dos seus discípulos. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. Aqui, a palavra “santificar” significa “tornar santo”. Jesus estava pedindo que o Pai tornasse seus discípulos mais santos, espirituais, puros, em pensamentos, palavras, obras, vida e caráter. A graça divina já os havia chamado, convertido, regenerado e transformado. Agora o grande Cabeça da igreja ora para que esta obra da graça seja levada adiante e seu povo seja santificado de maneira mais completa, em corpo e alma – em outras palavras, mais semelhantes a Ele mesmo.

Mais santificação é aquilo que deve desejar todo verdadeiro cristão. Viver em santidade é a grande prova da realidade do cristianismo. Pessoas podem recusar-se a reconhecer a veracidade de nossos argumentos, mas não podem esquivar-se da evidência de um viver em santidade. Esse tipo de vida adorna a vida espiritual, tornando-a sublime, e às vezes conquista aqueles que não foram ganhos “através da Palavra”. Viver em santidade treina o crente para morar no céu. Quanto mais nos achegamos a Deus, enquanto vivemos neste mundo, tanto mais preparados estaremos para viver nos céus, quando morrermos. Nossa admissão no céu será totalmente pela graça de Deus e não por causa de nossas obras; todavia, o próprio céu não será céu para nós, se entrarmos ali possuindo um caráter destituído de santidade. É preciso existir uma idoneidade moral para “a herança dos santos na luz”. Somente o sangue de Cristo pode nos outorgar o direito de possuir aquela herança. A santificação precisa nos capacitar para desfrutá-la.

À luz desses fatos, quem se admira de ter sido a santificação uma das primeiras coisas que nosso Senhor suplicou para seu povo? Dentre os que são ensinados por Deus, quem deixaria de reconhecer que santidade gera felicidade e que os que andam em intimidade com Deus são aqueles que vivem com mais tranquilidade neste mundo? Ninguém deve nos enganar com palavras vãs no que concerne a este assunto. Aquele que despreza a santidade e negligencia as boas obras, tendo o inútil pretexto de honrar a justificação pela fé, demonstra que não possui a mente de Cristo.

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900).

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“NÃO ANDO À PROCURA DE GRANDES COISAS”


“NÃO ANDO À PROCURA DE GRANDES COISAS”

“SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim” (Sl 131.1).

Ao negar que andava em ou era familiarizado com grandes coisas, devemos supor que Davi se referia à disposição ou à atitude de sua alma. Pois manter, como ele o fez, o ofício de profeta, ser investido de dignidade real, não mencionando as outras distinções com que ele foi honrado acima dos homens comuns, eram coisas grandes demais. Mas a expressão era apropriada, visto que ele se confinava estritamente ao objetivo único de servir a Deus e à Igreja. Se alguém ainda se vê inclinado a enfatizar indevidamente a palavra aqui empregada, maravilhosas demais para mim, no final do versículo, deve ser considerada como que conectada com o que Davi disse sobre as grandes coisas, bem como sobre as coisas veladas ou ocultadas, para que leiamos: não tenho andado em grandes coisas que estão acima de mim. A questão não é se a posição de Davi era pequena ou exaltada. Bastava que ele fosse cuidadoso em não ultrapassar os limites próprios de sua vocação. Ele não pensava em si mesmo com liberdade para dar sequer um passo, se não fosse chamado por Deus a fazer isso.

A submissão de Davi nessas questões é contrastada com a presunção dos que, sem qualquer autorização de Deus, correm a empreendimentos desautorizados e se envolvem em deveres que pertencem propriamente a outros; pois, sempre que tivermos uma visão clara do chamado divino, não podemos dizer que as coisas estão veladas ou ocultadas de nós ou que são grandes demais para nós; contanto que estejamos prontos para toda obediência. Em contrapartida, os que se rendem à influência da ambição, logo se perderão num labirinto de perplexidade. Vemos como Deus confunde a soberba e os projetos orgulhosos dos filhos deste mundo. Correm todo o curso de sua carreira selvagem, reviram a terra de ponta cabeça, a seu bel-prazer, e estendem sua mão em todas as direções; são cheios de complacência na ponderação de seus próprios talentos e aptidões; e, num momento, quando todos seus planos já foram plenamente formulados, são inteiramente subvertidos, porque não há neles nenhuma firmeza. Há duas formas diferentes assumidas pela presunção daqueles que não querem ser humildes seguidores de Deus, mas precisam ter suas necessidades colocadas diante dEle. Alguns avançam com precipitação imprudente e parecem como se quisessem edificar até ao céu; outros não exibem tão publicamente a excesso de seus desejos, são mais lentos em seus movimentos e ponderam cautelosamente o futuro. No entanto, a presunção destes resulta do mesmo fato: com total inadvertência em relação a Deus, como se o céu e a terra lhes estivessem sujeitos, promulgam seu decreto quanto ao que eles farão num futuro. Estes edificam, por assim dizer, no mar profundo. Mas a sua obra nunca virá à superfície, por mais extensa que seja a duração de suas vidas. Enquanto isso, os que se submetem a Deus, como Davi, mantendo-se em sua própria esfera, moderados em seus desejos, desfrutarão uma vida de tranquilidade e segurança.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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domingo, 28 de setembro de 2025

“SENHOR, NÃO É SOBERBO O MEU CORAÇÃO”


“SENHOR, NÃO É SOBERBO O MEU CORAÇÃO”

“SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim” (Sl 131.1).

Davi se tornara o cabeça do povo de Deus; e, para provar que era o legítimo príncipe deles, que tinha direito à lealdade dos fiéis, ele desejou mostrar que não fora influenciado, em tudo quanto havia empreendido, pela ambição ou orgulho, e sim que se submetera com espírito sereno e humilde à disposição de Deus. Nisto, Davi nos ensina uma lição proveitosa, pela qual devemos ser governados em nosso viver: temos de ser contentes com a porção que Deus nos designou, considerar aquilo para o que Deus nos chama e não almejar modelarmos nosso próprio destino; temos de ser moderados em nossos desejos, evitar envolvimento em negócios temerários e limitar-nos alegremente à nossa própria área de atuação, em vez de tentar grandes coisas. 

Davi nega que seu coração era soberbo, pois esta é a verdadeira causa de toda pressa e presunção irrefletida, na conduta. Não é o orgulho que conduz os homens, instigados por suas paixões, a realizarem com ousadia lutas presunçosas, a prosseguirem precipitadamente em seu curso e lançarem o mundo inteiro em confusão? Se essa altivez de espírito fosse refreada, a consequência seria que todos os homens obteriam moderação na conduta. Os olhos de Davi não eram altivos; não havia sintomas de orgulho em seu semblante ou gestos, como descobrimos em outro Salmo [SI 18.27], no qual ele condena o olhar soberbo. No entanto, algo mais que isto pode estar implícito, ou seja, que, enquanto ele freava a persistente ambição de seu coração, cuidava para que seus olhos não cedessem anuência ao coração em quaisquer aspirações cobiçosas por grandeza. Em suma, todos os sentidos, bem como o seu coração, foram sujeitos às restrições da humildade.

Deus nos abençoe!

João Calvino (1509-1564).

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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

“PERSEVERANÇA DOS SANTOS”

“PERSEVERANÇA DOS SANTOS”

“Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jr 32.40).


Deus nos abençoe!

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*Av. Brasília, 5018 - Novo Mundo - Curitiba (PR).