"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sábado, 18 de junho de 2016

Doutrina da Justificação

Doutrina da Justificação
“Bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras” (Rm 4.6).

Deus justifica todos aqueles, e somente aqueles, a quem eficazmente chama ou regenera por sua graça. “Aqueles a quem Deus eficazmente chama, também livremente justifica; não por infundir neles a justiça, mas por perdoar seus pecados e por considerar e aceitar suas pessoas como justas; não em razão de qualquer coisa neles operada ou neles feita, mas unicamente em consideração da obra de Cristo” (CFW XI § I). “Aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou” (Rm 8.30). A vocação eficaz e a justificação são ambas necessárias à salvação, e são ambas passos essenciais na execução divina de seu próprio decreto de eleição, imutável e infalivelmente eficaz. Só aqueles que verdadeiramente creem é que são justificados, e só aqueles que são justificados é que podem realmente crer. Deus, como Soberano, elegeu Seu povo escolhido e o deu a Seu Filho na aliança da graça, e como Soberano leva a efeito essa aliança quando, por imputação, faz da justiça de Cristo a justiça do Seu povo eleito. A justificação, porém, é um ato judicial de Deus pelo qual Ele declara que, em virtude dessa imputação soberana, a lei foi perfeitamente cumprida a nosso respeito. Isso envolve, 1º. perdão; 2º. restauração ao favor divino, como pessoas a cujo respeito serão cumpridas todas as promessas que têm como condição a obediência aos mandamentos da Lei. É um ato estritamente legal, posto que Deus nele admita e ponha em nossa conta uma justiça vicária, porque esta justiça vicária é exatamente aquilo que, em todos os aspectos, a Lei exige e pelo qual ela é cumprida. Quanto à sua natureza, essa justificação é um ato divino puramente judicial, tendo Deus como juiz, pelo qual Ele perdoa todos os pecados do crente, e o julga, e o aceita, e o trata como uma pessoa justa à luz da lei divina. “Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado” (Rm 4.7,8; Sl 32.1,2). Medita nestas coisas!

Rev. José Oliveira Filho

* Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge - Editora Os Puritanos
* Esboços de Teologia, A.A.Hodge - Editora PES

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

sexta-feira, 10 de junho de 2016

“Ao Mestre Com Carinho”

“Ao Mestre Com Carinho”
“Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5.48)

Amados irmãos, enquanto estamos neste mundo, em termos tão impróprios, sempre haverá algo em nós carecendo de aperfeiçoamento. Todos nós devemos caminhar em direção a Deus. Não são poucos os homens que nesta difícil jornada – podem recuar, se desviar, ou mesmo voltar atrás. É por isso que o apóstolo Paulo em sua carta aos Tessalonicenses manifesta um intenso desejo de vê-los pessoalmente e suprir o que falta à fé daqueles irmãos. “Pois que ações de graças podemos tributar a Deus no tocante a vós outros, por toda a alegria com que nos regozijamos por vossa causa, diante do nosso Deus, orando noite e dia, com o máximo empenho, para vos ver pessoalmente e reparar as deficiências da vossa fé?” (1Ts 3.9,10). A partir disto, inferimos que mesmo alguns homens ultrapassando em muito a outros ainda estão muito distantes do alvo que é a perfeição. “Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem [...] Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5.43-48). Independentemente do progresso que possamos ter feito em nossa caminhada cristã, nunca devemos perder de vista as nossas deficiências para que não sejamos relutantes em mirar em algo mais além. Quão necessário é que prestemos com cuidadosa atenção ao que Deus diz em Sua Palavra. “Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.11-13). Devemos ser gratos a Deus por nossos mestres, eles não foram designados meramente com vistas a guiar-nos no curso de um só dia ou mês, à fé de Cristo - o Mestre dos mestres, mas com o propósito de aperfeiçoar a fé que foi gerada em nós pelo Espírito Santo. Medita estas coisas!

*Comentários de ITessalonicenses, João Calvino.

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Vocação Eficaz

Vocação Eficaz
“E aos que predestinou, a esses também chamou” (Rm 8.30).

Ao afirmar a doutrina da graça eficaz, do chamamento irresistível ou vocação eficaz, o calvinista não quer dizer, com isso, que os eleitos de Deus não opõem nenhuma resistência à graça salvadora; nem que sejam convertidos à força, contra a vontade. O que a doutrina afirma é que a ação do Espírito Santo não poderá ser eficazmente resistida; isto é: Que os sujeitos dela, enquanto resistiram espontaneamente a todas as influências comuns do Espírito Santo que experimentaram antes da regeneração, são inteiramente passivos com respeito a esse ato especial do Espírito por quem são regenerados; não obstante, em consequência da mudança operada neles na regeneração, obedecem o chamado e subsequentemente, mais ou menos perfeitamente, cooperam com a graça. Quanto à natureza dela, ensina-se que ela é um exercício do poder infinito e eficaz do Espírito Santo agindo imediatamente na alma do sujeito, determinando-lhe e eficazmente atraindo-o, todavia de uma maneira perfeitamente consoante com sua natureza, de modo tal que ele vem mui livre e espontaneamente. Quanto ao efeito dela, ensina-se que opera uma mudança radical e permanente na totalidade da natureza moral do sujeito, iluminando espiritualmente sua mente, santificando suas inclinações, renovando sua vontade e dando uma nova diretriz à sua ação. Ou seja, o Espírito Santo agirá de tal modo que, sem violar a vontade humana, restaurará as suas faculdades espirituais corrompidas com a queda. Isso de tal modo que, restaurada sua visão espiritual, seu intelecto discirna a palavra da verdade e sua vontade seja persuadida pelo Espírito Santo de Deus, ele se arrependa, creia no evangelho, e a salvação que Cristo objetivamente adquiriu pra ele se efetive subjetivamente. “Todos aqueles a quem Deus predestinou para a vida, e somente esses, aprouve ele, no tempo por ele determinado e aceito, chamar eficazmente, por sua Palavra e por seu Espírito, daquele estado de pecado e de morte, em que estão por natureza, à graça e salvação por meio de Jesus Cristo; iluminando suas mentes espiritual e salvificamente para entenderem as coisas de Deus; removendo seus corações de pedra e dando-lhes um coração de carne; renovando sua vontade e, por seu infinito poder, determinando-lhes o que é bom, e eficazmente atraindo-os a Jesus Cristo; mas de tal forma que eles vêm mui livremente, sendo para isso dispostos por sua graça. Esta vocação eficaz provém unicamente da livre e especial graça de Deus e não de coisa alguma prevista no homem; nesta vocação ele é totalmente passivo, até que, vivificado e renovado pelo Espírito Santo, seja desse modo capacitado a responder a esta vocação e a abraçar a graça oferecida e comunicada nela” (CFW X §§1,2). Amém!

2Tm 1.9; Tt 2.4,5; Ef 2.4,5,8,9; Rm 9.11; 1Co 2.14; Rm 8.7; Ef 2.5; Jo 6.37; Ez 36.27; Jo 5.25.

* Calvinismo, As Antigas Doutrinas da Graça – Rev. Paulo Anglada, Editora Os Puritanos
* Confissão de Fé de Westminster Comentada – A.A.Hodge, Editora Os Puritanos

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Graça Eficaz

Graça Eficaz
“Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1.5).

As antigas doutrinas da graça são um sistema lógico, coerente e harmônico. Os assim chamados pontos do calvinismo revelam como é possível a redenção eterna de pessoas totalmente depravadas em consequência do pecado original: O Pai elege incondicionalmente, o Filho redime objetivamente os eleitos, e o Espírito Santo aplica eficazmente a redenção ao coração daqueles por quem Cristo morreu. A doutrina calvinista da graça eficaz diz respeito à aplicação da obra da redenção ao coração dos eleitos de Deus. Se o homem em estado de pecado está totalmente corrompido em consequência da queda, e espiritualmente incapacitado para salvar-se, visto que “está morto em seus delitos e pecados” (Ef 2.1); se Deus escolheu soberanamente, antes da fundação do mundo, aqueles em quem manifestaria a Sua misericórdia, designando-os para a salvação; e se Cristo expiou de fato (objetivamente) o pecado dos eleitos, através da Sua vida, sacrifício e intercessão; então, segue-se, necessariamente, que esta graça salvadora, redentora e santificadora do Deus Triúno será eficazmente aplicada e os eleitos de Deus serão irresistivelmente chamados por ela para serem justificados, e glorificados. “Visto que Deus designou os eleitos para a glória, assim ele, pelo eterno e mui livre propósito de sua vontade, preordenou todos os meios para se alcançar esse propósito. Por conseguinte, aqueles que são eleitos, achando-se caídos em Adão, são redimidos por Cristo; são eficazmente chamados à fé em Cristo mediante seu Espírito que opera no devido tempo; são justificados, adotados, santificados e guardados por seu poder mediante a fé para a salvação. Nenhum outro é redimido, eficazmente chamado, justificado, adotado, santificado e salvo por Cristo, senão unicamente os eleitos” (CFW III §6). A graça eficaz, sendo o real livramento de uma alma da morte do pecado pelo infinito poder de Deus, é obvio que deve ser aplicada a todos quantos serão salvos, e a qual não pode ser aplicada àqueles que não serão salvos. Esta é a lógica bíblica: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.28-30). Aleluia!

Rm 8.30; 11.7; Ef 1.10,11; 2Ts 2.13,14; 2Co 3.3,6; Rm 8.2; Ef 2.1-5; 2Tm 1.9,10; At 26.18; 1Co 2.19,12; Ef 1.17,18; Ez 36.26; Ez 11.19; Fp 2.13; Dt 30.6; Ez 36.27; Ef 1.19; Jo6.44,45; Ct 1.4; Sl 110.3; Jo 6.37; Rm 6.16-18.

* Calvinismo, As Antigas Doutrinas da Graça – Rev. Paulo Anglada, Editora Os Puritanos
* Confissão de Fé de Westminster Comentada – A.A.Hodge, Editora Os Puritanos

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quinta-feira, 26 de maio de 2016

A Essência do Calvinismo – Parte II

A Essência do Calvinismo – Parte II
“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30).

A conclusão do calvinista é a conclusão do apóstolo Paulo: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). A vontade soberana, livre, imutável de Deus é a premissa fundamental do calvinismo. E quanto ao arrependimento e fé? Os calvinistas creem no arrependimento e fé como meios indispensáveis para que a obra de Deus venha a ser aplicada no homem (pelo menos nos que têm condições mentais para tal). “Arrependei-vos e crede no evangelho” é o sumário da exortação bíblica para o homem. Mas o que leva alguns dentre os pecadores, escravos do pecado e cegos por causa do pecado, a arrependerem-se e crerem na Palavra da verdade? A Bíblia afirma que o homem “está morto em seus delitos e pecados” (Ef 2.1). Quem toma a iniciativa? A vontade de Deus é condicionada pela vontade do homem, ou a vontade do homem é condicionada pela vontade de Deus? Essa é a questão. O calvinismo, no que diz respeito à salvação, atribui tudo à graça de Deus. O homem não pode tomar a iniciativa em direção a Deus, nem cooperar, nem resistir à eficácia do chamado divino. Todos os predestinados para a adoção de filhos serão eficazmente chamados; todos os chamados crerão (pois até a fé é dom de Deus); todos os que creem serão justificados, santificados e glorificados. O calvinista afirma também que, embora a redenção dependa exclusivamente da vontade livre e soberana de Deus, Ele a opera de tal modo que a vontade do homem não é violada. Ou seja, as criaturas morais envolvidas continuam livres nas suas decisões, e, por conseguinte, responsáveis pelos seus atos. O calvinista não crê que o homem é convertido à força, contrário à sua vontade; mas que a vontade do homem, naturalmente inabilitada, é vivificada e persuadida pela ação do Espírito Santo de Deus. “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30). Soli Deo Glória!

*Calvinismo, As Antigas Doutrinas da Graça – Rev. Paulo Anglada, Editora Os Puritanos.

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A Essência do Calvinismo – Parte I

A Essência do Calvinismo – Parte I
“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2.1).

Qual a essência do calvinismo? Qual a verdade, ou verdades que o calvinismo quer destacar com este sistema doutrinário? São duas as verdades, em dois departamentos da teologia sistemática: a Antropologia e a Teologia propriamente dita. Todo o sistema teológico conhecido como calvinismo é o resultado natural, lógico e bíblico de duas doutrinas básicas fundamentais: a queda do homem e a soberania de Deus. A natureza do estado espiritual do homem (morto) e o caráter soberano de Deus são os fundamentos da doutrina calvinista. A salvação de pecadores (totalmente corrompidos) é obra exclusiva de Deus. Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados (Ef 2.1). É o Deus Pai, Filho e Espírito Santo quem salva. A essência do calvinismo está, portanto, na doutrina bíblica do eterno, imutável, soberano, incondicional e eficaz propósito de Deus. Os atributos divinos da independência, imutabilidade, onisciência, onipotência e eternidade, e o claro e abundante ensino bíblico sobre a vontade eterna e soberana de Deus não permitem que o calvinista creia em um Deus sujeito a contingências temporais; em um Deus que seja tomado de surpresa, ou que qualquer coisa no tempo ou na eternidade aconteça à parte da Sua vontade. O calvinista crê, juntamente com o autor da Epístola aos Hebreus, em um Deus imutável em seus propósitos (Hb 6.17); crê, assim como Tiago, em um Deus “em quem não pode haver variação ou sombra de mudanças” (Tg 1.17). O calvinista afirma como o salmista: “O conselho do Senhor dura para sempre, os desígnios do seu coração, por todas as gerações” (Sl 33.11). A conclusão do calvinista é a conclusão do apóstolo Paulo: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). A vontade soberana, livre, imutável de Deus é a premissa fundamental do calvinismo. A essência do calvinismo está, portanto, na doutrina bíblica do eterno, imutável, soberano, incondicional e eficaz propósito de Deus. Soli Deo Glória!

*Calvinismo, As Antigas Doutrinas da Graça – Rev. Paulo Anglada, Editora Os Puritanos.
Continua na próxima publicação.

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terça-feira, 10 de maio de 2016

Assembleia de Westminster

Abadia de Westminster

Por setenta e cinco anos os puritanos vinham insistindo para que a Igreja da Inglaterra tivesse uma forma de governo, doutrinas e culto mais puros. Assim, o Parlamento convocou a Assembleia de Westminster. Os 121 pastores convocados para constituir essa Assembleia eram os mais preclaros homens da Igreja daquela época - episcopais, presbiterianos, independentes e erastianos - quase todos calvinistas. A lista original incluía os nomes de 10 Lordes e 20 membros da Câmara dos Comuns como membros leigos. Os 121 teólogos eram homens de todos os matizes de opinião quanto ao governo da Igreja. A maioria era a favor da forma presbiteriana, muitos desejavam a forma congregacional e uns poucos defendiam a forma episcopal. Essa questão gerou os debates mais longos e acalorados da Assembleia, que se reuniu na Abadia de Westminster, em Londres, a partir de 1º de julho de 1643. Os trabalhos se estenderam por cinco anos e meio, durante os quais houve mais de mil reuniões do plenário e centenas de reuniões de comissões e subcomissões. A Assembleia de Westminster caracterizou-se não somente pela erudição teológica, mas por uma profunda espiritualidade. Gastava-se muito tempo em oração e tudo era feito em um espírito de reverência. Cada documento produzido era encaminhado ao parlamento para aprovação, o que só acontecia após muita discussão e estudo. 

Os chamados “Padrões Presbiterianos” elaborados pela Assembleia foram os seguintes:

• Diretório do Culto Público: concluído em dezembro de 1644 e aprovado pelo parlamento no mês seguinte. Tomou o lugar do Livro de Oração Comum. Também foi preparado o Saltério: uma versão métrica dos Salmos para uso no culto (novembro de 1645).

• Forma de Governo Eclesiástico: Concluída em 1644 e aprovada pelo parlamento em 1648. Instituiu a forma de governo presbiteriano em lugar da episcopal, com seus bispos e arcebispos.

• Confissão de Fé: concluída em dezembro de 1646 e sancionada pelo parlamento em março de 1648.

• Catecismo Maior e Breve Catecismo: concluídos no final de 1647 e aprovados pelo parlamento em março de 1648. 

*Confissão de Fé de Westminster comentada, A.A.Hodge, Editora Os puritanos.
*Instituto Presbiteriano Mackenzie - Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper.

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

A Glória de Cristo - Parte 3.2

A Glória de Cristo
 “Para que vejam a minha glória” (Jo 17.24).
“E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

3 – A glória de Cristo como Mediador

3.2 – Em Seu Amor – Queremos concluir dizendo que a glória de Cristo também é manifestada em Seu amor. Há muitos textos das Sagradas Escrituras que fazem referência ao amor de Cristo. “Estou crucificado com Cristo, logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim; e esse viver que agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.19,20); “E da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelo séculos dos séculos. Amém!” (Ap 1.5,6). A porção mais brilhante da glória de Cristo está no seu amor. Não há terror nEle; Ele é atraente e nos traz refrigério. A razão principal de Cristo tornar-se Mediador foi por causa do amor do Pai. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Mas precisamos considerar o amor de Cristo Jesus, o amor do Filho de Deus, que é cheio de compaixão. Ele antevia com grande alegria a salvação dos eleitos de Deus, isso iria trazer glórias a Deus. O seu desejo e prazer em assumir a natureza humana não foram diminuídos por causa do conhecimento das grandes dificuldades que Ele teria que enfrentar. Para nos salvar Ele teve que enfrentar e vencer o mundo, o diabo e a morte. Mas isto não o deteve. Desta forma um corpo foi preparado para Ele, a fim de dar expressão à imensurável graça e ao fervente amor que Ele possuía por cada um de nós. Agora, quando pensamos no glorioso amor de Cristo, descobrimos que há em Sua natureza divina o amor de Deus, o Pai. E há mais ainda, porque quando colocou em prática esse amor, Ele foi humano também. O amor das duas naturezas é bastante distinto, contudo vem da mesma Pessoa, Cristo Jesus. Foi um ato indescritível de amor quando Ele decidiu assumir a nossa natureza, porém isso foi apenas um ato de Sua natureza divina. A Sua morte foi apenas um ato de Sua natureza humana. Os dois atos, foram todos verdadeiramente dEle. “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1Jo 3.16).

A) Considere no amor do Filho de Deus, que é também o Filho do Homem. Assim como Ele é único, o Seu amor também é único.

B) Medite na sabedoria, bondade e graça demonstrados nos atos eternos de Sua natureza divina, na compaixão e amor de sua natureza humana, e em tudo o que Ele fez e sofreu por nós. “E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.19).

C) Pense no poder desse amor quanto aos seus efeitos habilitando-nos a produzir frutos dignos para o louvor da Sua glória.

Certamente, o maior privilégio desta vida é o de ver a glória de Deus, o Pai, demonstrada em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Amém!

Extraído do livro "A Glória de Cristo", John Owen, Editora PES.

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A Glória de Cristo - Parte 3.1

A Glória de Cristo
 “Para que vejam a minha glória” (Jo 17.24).
“E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

3 – A glória de Cristo como Mediador

3.1 – Em Sua humilhação – O pecado de Adão havia colocado uma distância tão grande entre a humanidade e Deus que toda a raça humana teria se perdido completamente e para sempre a não ser que a pessoa ideal pudesse ser encontrada para promover a paz entre Deus e o homem, isto é, agir como Mediador. Não havia ninguém na terra qualificado para esse ofício. Por isso, o Filho de Deus se fez carne para ser o Mediador entre Deus e os homens. “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5); “Antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.7,8). Convém lembrar que, essa humilhação, esse esvaziamento, esse aniquilamento não Lhe foi imposto; Ele livremente a escolheu. O Filho de Deus não cessou de ser igual a Deus quando se tornou homem. Os judeus queriam matá-Lo porque Ele disse que “... Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (Jo 5.18). Quando Cristo tomou para Si a forma de um servo em nossa natureza, Ele se tornou aquilo que nunca havia sido antes, mas não deixou de ser aquilo que sempre tinha sido em Sua natureza divina. Ele, que é Deus, não pode deixar de ser Deus. A glória de Sua natureza divina estava velada, de forma que aqueles que O viram não acreditaram que Ele era Deus e homem ao mesmo tempo. Mas para quem Ele se revelou, viam nEle, mesmo em Seu estado de humilhação, a glória do Filho de Deus. “E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Lembrem-se que apesar de Cristo ter tomado a nossa natureza para Si próprio, Ele não a transformou em algo divino e espiritual, mas conservou-a inteiramente humana. Ele agiu, sofreu, teve provações, chorou, foi tentado e rejeitado como qualquer ser humano.


O maior privilégio desta vida é o de ver a glória de Deus, o Pai, em toda a Sua formosura demonstrada em Cristo Jesus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Medita nestas coisas!

Extraído do livro "A Glória de Cristo", John Owen, Editora PES.
Continua na próxima publicação.

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A Glória de Cristo - Parte 2

A Glória de Cristo
 “Para que vejam a minha glória” (Jo 17.24).
“E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

2 – A glória de Cristo manifestada pelo mistério de Suas duas naturezas.
A glória de duas naturezas de Cristo numa única Pessoa é tão grande que o mundo incrédulo não pode ver a luz e a beleza que irradiam dela. Muitos negam que Jesus Cristo é Filho de Deus e Filho do homem ao mesmo tempo. Satanás rebelou-se contra Deus no céu, depois tentou destruir os seres humanos na terra, os quais foram feitos a imagem de Deus. Em Sua grande sabedoria, Deus uniu em Seu Filho ambas as naturezas contra as quais Satanás havia pecado. Cristo Jesus, o Deus-homem, triunfou sobre o inimigo através da Sua morte na Cruz. “E que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (Col 1.20). Devemos meditar frequentemente sobre o conhecimento da glória de Cristo que obtemos das Escrituras. As nossas mentes devem ser espirituais, santas e libertas de todos os cuidados e afeições às coisas deste mundo. A pessoa que não medita agora com prazer na glória de Cristo, não terá nenhum desejo de ver aquela glória nos céus. (Leia Apocalipse 4 e 5).

O maior privilégio desta vida é o de ver a glória de Deus, o Pai, em toda a Sua formosura demonstrada em Cristo Jesus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Medita nestas coisas!

Extraído do livro "A Glória de Cristo", John Owen, Editora PES.
Continua na próxima publicação.

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