"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



terça-feira, 3 de outubro de 2017

As 95 Teses de Martinho Lutero


As 95 Teses de Martinho Lutero

Em 31 de outubro de 1517, movido pelo Espírito Santo, Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittemberg 95 teses, o propósito era discutir e esclarecer a verdade sobre penitência, indulgências e salvação pela fé. Esse ato marcou o início da Reforma Protestante.

Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito. Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

1ª Tese
Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos..., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.

2ª Tese
E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.

3ª Tese
Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.

4ª Tese
Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.

5ª Tese
O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.

6ª Tese
O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.

7ª Tese
Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.

8ª Tese
Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.

9ª Tese
Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema.

10ª Tese
Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.

11ª Tese
Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.

12ª Tese
Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.

13ª Tese
Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.

14ª Tese
Piedade ou amor imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.

15ª Tese
Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.

16ª Tese
Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.

17ª Tese
Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.

18ª Tese
Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.

19ª Tese
Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.

20ª Tese
Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.

21ª Tese
Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.

22ª Tese
Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.

23ª Tese
Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.

24ª Tese
Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.

25ª Tese
Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d'almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.

26ª Tese
O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.

27ª Tese
Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.

28ª Tese
Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.

29ª Tese
E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.

30ª Tese
Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.

31ª Tese
Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.

32ª Tese
Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.

33ª Tese
Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.

34ª Tese
Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.

35ª Tese
Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.

36ª Tese
Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.

37ª Tese
Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.

38ª Tese
Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.

39ª Tese
É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.

40ª Tese
O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.

41ª Tese
É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.

42ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.

43ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.

44ª Tese
E que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.

45ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa, mas provoca a ira de Deus.

46ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura, fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.

47ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada.

48ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.

49ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em consequência delas, se perde o temor de Deus.

50ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51ª Tese
Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.

52º Tese
Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.

53ª Tese
São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.

54ª Tese
Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.

55ª Tese
A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.

56ª Tese
Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.

57ª Tese
Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.

58ª Tese
Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.

59ª Tese
São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.

60ª Tese
Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.

61ª Tese
Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.

62ª Tese
O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63ª Tese
Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.

64ª Tese
Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.

65ª Tese
Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.

66ª Tese
Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.

67ª Tese
As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.

68ª Tese
Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69ª Tese
Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência.

70ª Tese
Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.

71ª Tese
Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.

72ª Tese
Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.

73ª Tese
Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.

74ª Tese
Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.

75ª Tese
Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.

78 ª Tese
Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.

77ª Tese
Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar São Pedro e o papa.

78ª Tese
Em contrário dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.

79ª Tese
Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.

80ª Tese
Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.

81ª Tese
Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.

82 ª Tese
Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de São Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante insignificante?

83ª Tese
Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto ser injusto continuar a rezar pelos já resgatados?

84ª Tese
Ainda: Que nova piedade de Deus e do papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?

85ª Tese
Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?

86ª Tese
Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de São Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?

87ª Tese
Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?

88ª Tese
Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como já o faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.

89ª Tese
Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?

90ª Tese
Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91ª Tese
Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.

92ª Tese
Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.

93ª Tese
Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há Cruz.

94ª Tese
Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.

95ª Tese
E, assim, esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.


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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
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domingo, 1 de outubro de 2017

Tanto a Fé quanto as Obras são Necessárias

Tanto a Fé quanto as Obras são Necessárias
“Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor; assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço” (Jo 15.10).

Jesus está dizendo: “Vocês estão em mim e permanecem em mim, então certifiquem-se de guardar os meus mandamentos. Pois eu devo dar a cada um de vocês uma tarefa que será como um sinal de que vocês de fato são meus ramos. Essa tarefa consiste em amar uns aos outros. Eu mesmo guardo esse mandamento para que eu seja um exemplo e modelo para vocês. E eu permaneço no amor de meu Pai, porque guardo esse mandamento. Portanto, se vocês guardarem os meus mandamentos, vocês permanecerão no meu amor”. Neste mesmo livro, Cristo também diz: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (Jo 13.35). Assim, existem duas partes do ensinamento cristão que devemos enfatizar diariamente. A fé e as obras não podem ser ignoradas. Pois quando a fé não é pregada – quando ninguém explica como somos unidos a Cristo e nos tornamos ramos nEle –, então todos recorrem às suas próprias obras. Por outro lado, se ensinarmos somente sobre a fé, esse desequilíbrio resultará em falsos cristãos. Essas pessoas louvam a fé, são batizadas e até se denominam cristãs, mas não mostram qualquer fruto ou poder. Essa é a razão pela qual é tão difícil pregar. Não importa como eu pregue, sempre algo sai errado. Algo sempre passa um pouco despercebido. Se eu não pregar sobre a fé, o resultado serão obras inúteis e hipócritas. Se eu enfatizar somente a fé, ninguém fará quaisquer boas obras. O resultado é ou obras vazias, inúteis – quando leva à realização de boas obras sem fé –, ou cristãos que não realizam quaisquer boas obras. Assim, devemos pregar a mensagem àqueles que aceitam ambos: a fé e as obras. Devemos pregar àqueles que querem permanecer na vinha, que querem colocar sua confiança em Cristo e sua fé em ação na vida diária.

Martinho Lutero (1483-1546).

* “Somente a Fé” -  Martinho Lutero - Editado por J.C.Calvin, Editora Ultimato.

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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Considerações sobre o Fruto do Espírito

Considerações sobre o Fruto do Espírito
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei” (Gl 5.22,23).

Assim como os dons, o fruto do Espírito é incomum e extraordinário. Para exemplificar melhor, é a diferença entre o amor natural e o amor sobrenatural. 

1 - Amor. O amor, fruto do Espírito Santo, eleva-se bem acima da virtude comum dos afetos naturais. Uma coisa é amar os amáveis. Isso é inteiramente diferente de amar os próprios inimigos. O Amor natural é misturado com coisas inconvenientes, com ciúmes, inveja, interesses próprios, etc. O verdadeiro amor é paciente, é benigno; não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (1Co 13-4-7). Esse é o amor de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado (Rm 5.5).

2 - Alegria. A alegria cristã é nascida da bem-aventurança. Os incrédulos experimentam emoções positivas que evocam sorrisos, mas nenhum deles jamais experimentou a alegria “indizível e cheia de glória” (1Pe 1.8). A alegria, fruto do Espírito Santo, é permanente. A alegria da salvação é eterna. “A alegria do Senhor é a vossa força” (Ne 8.10).

3 - Paz. Essa paz é herança que recebemos do “Príncipe da Paz”. É paz que o mundo não pode dar. Ela é duradoura. É paz interior. Ela ultrapassa o nosso entendimento. É mais que paz mental. É paz de espírito. É paz que flui da nossa justificação. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1).

4 - Longanimidade. A longanimidade é lenta para irar-se. É em longanimidade que suportamos bem os insultos e as malícias de outros. É a capacidade de esperar. Deus é paciente com as pessoas. “A paciência divina é o poder que Deus exerce sobre Si mesmo, fazendo-O suportar os perversos e demorar em puni-los” - A.W.Pink. “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 2.9).

5 - Benignidade. O nosso Senhor Jesus era forte e terno. Quando enfrentava os poderosos e arrogantes se mantinha firme. Quando se encontrava com os fracos e quebrantados de coração, se mostrava terno. Ele nunca partiu uma cana quebrada. É em benignidade que mantemos o próprio poder e a própria autoridade sob controle. Assim não esmagamos os fracos. A benignidade é cheia de consideração. Esse fruto do Espírito manifesta o julgamento do amor temperando a justiça com a misericórdia. “Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (João 8.10,11).

6 - Bondade. A bondade é um termo relativo. Alguém é bondoso para outrem em relação a algum padrão. O padrão final da bondade é o caráter do próprio Deus. Foi isso que Cristo Jesus disse ao jovem rico: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus” (Lc 18.19). Contudo, a qualidade da bondade é implantada na vida dos nascidos de Deus. Deus não somente perdoa os nossos pecados, Ele nos justifica, nos declara justos, Ele nos santifica. Isso é fruto de Sua bondade para conosco.

7 - Fidelidade. A fé é um dom de Deus. É também um fruto. O Espírito Santo é quem nos comunica a fé. É essa fé viva que produz obras de obediência. Ter fé é confiar. Isso significa mais do que acreditar em Deus. Significa que, como filhos de Deus, nos tornamos dignos de confiança. Uma pessoa de fé não é somente uma pessoa que confia, mas que merece confiança. Seu sim significa sim. Seu não significa não. Ele mantém a sua palavra. Ele cumpre com as suas obrigações. Ele é leal. Ele é fiel. A fidelidade é uma marca do caráter cristão.

8 - Mansidão. Uma pessoa mansa é uma pessoa gentil. Ser autenticamente gentil é ser parecido com Jesus Cristo. Ele é o modelo. O mundo precisa ver em nós a força e a ternura de Cristo. A gentileza e a mansidão não devem ser confundidas com fraqueza. Moisés foi um homem extremamente manso, mas ousado, sem ser arrogante.

9 - Domínio Próprio. É a capacidade efetiva de dominar o corpo e a mente. Há certas ocasiões em que, antes de percebermos o que estamos fazendo, perdemos o controle, e passamos a ser vítimas do descontrole, velada ou violentamente. A prostituição, impureza e lascívia nos sobrevêm quando perdemos o controle sobre a paixão e nos deixamos levar por ela; idolatria e feitiçarias, quando desesperamos diante das circunstâncias e buscamos bênçãos de todo tipo; inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções e invejas nos dominam quando damos lugar aos desejos de superação do outro; bebedices e glutonarias, quando nos deixamos escravizar pelo desejo do nosso ventre. “Não há nenhum homem que tenha domínio sobre o vento para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte; nem há tréguas nesta peleja; nem tampouco a perversidade livrará aquele que a ela se entrega” (Ec 8.8). O domínio próprio, no entanto, manifesta-se no cristão como temperança e autocontrole.

O Espírito Santo e suas virtudes comunicadas são o selo e o sinal da genuína piedade. A garantia de que somos nascidos de Deus. No exercício dos dons espirituais somos aperfeiçoados no corpo de Cristo. E pelo fruto do Espírito somos modelados como verdadeiros discípulos do Senhor. Amém!

Rev. José Oliveira Filho

*“O Ministério do Espírito Santo” - R.C.Sproul - Cultura Cristã.

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sábado, 2 de setembro de 2017

Andai no Espírito

Andai no Espírito
“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne (Gl 5.16).

Receber elogios ou ser notado por nossos semelhantes por causa das nossas realizações ou habilidades é sem dúvida algo agradável. Por essas razões e talvez por outras, os dons recebem muito mais atenção do que o fruto do Espírito. Estes ficam ocultos na sombra dos dons e talentos, que são mais notados e preferidos. No entanto, é o fruto do Espírito que nos caracteriza verdadeiramente como cristãos. Naturalmente, Deus se alegra quando exercemos devidamente os dons que o Espírito Santo nos concedeu. Contudo, Deus fica bem mais satisfeito quando observa o seu povo manifestando em vários aspectos o fruto do Espírito. “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2.44-47). Todos nós enfrentamos adversidades que tentam impedir o nosso crescimento espiritual. Embora sejam conflitos internos e invisíveis, há claros sinais externos da violência provocada por essa batalha. Quando o Espírito sai vitorioso, vemos o fruto do Espírito. E quando a carne vence, também percebemos a evidência externa. Na Epístola aos Gálatas vemos o grande contraste entre as obras da carne e o fruto do Espírito. “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5.19-24). Portanto, andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne (Gl 5.16). Amém!

Rev. José Oliveira Filho

*“O Ministério do Espírito Santo” - R.C.Sproul - Cultura Cristã.

*Visite a Igreja Presbiteriana da Silva Jardim - Curitiba/PR
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O Fruto do Espírito Santo

O Fruto do Espírito Santo
Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5.22,23).

Amados irmãos, o fruto do Espírito inclui uma lista de virtudes que, à superfície, podem parecer comuns. Mediante a graça comum de Deus, homens não-regenerados exibem uma forma externa de retidão. A retidão externa é aquela que externamente corresponde à lei de Deus, mas à qual faltam os motivos saídos do coração que dispõem o indivíduo ao amor, gratidão, adoração e glórias a Deus. Os incrédulos podem amar mediante um afeto natural. Os maridos incrédulos têm afeto natural por suas esposas. As mães incrédulas têm um afeto natural por seus filhos. O músico não cristão exalta a virtude do amor. Assim também, virtudes mencionadas como fruto do Espírito podem ser manifestas entre os incrédulos. Homens de extrema perversidade, em algum momento, podem demonstrar amor, bondade, gentileza, paciência, equilíbrio e temperança. Nisto consiste uma questão. Se os incrédulos podem exibir as virtudes mencionadas na lista do fruto do Espírito, como podemos saber se a presença dessas virtudes, de alguma maneira, indica que somos nascidos de Deus? Nem um único fruto do Espírito, externamente exibido, serve de prova de regeneração. Talvez seja por causa da facilidade em confundir a “retidão civil” com o fruto do Espírito que os crentes tendem por procurar em alguma outra coisa indicadores da verdadeira piedade. A Bíblia, porém, não nos permite ceder diante dessa tentação. O Espírito Santo é quem produz o fruto autêntico! Visto que até os incrédulos podem demonstrar bondade, gentileza, paciência, etc., não são poucos os que concentram sua atenção nos dons carismáticos. Convém lembrar que ser piedoso – mostrando assim o genuíno fruto do Espírito Santo – de maneira a não chamarmos a atenção das multidões, é menos dramático, mas é melhor do que ser surpreendido no juízo final, conforme vemos no relato de Mateus 7.22,23. Nós precisamos aprender a diferenciar essas coisas. A diferença não é só em grau. É igualmente diferente quanto à espécie. Assim como os dons do Espírito, o fruto do Espírito também é incomum e extraordinário. Para exemplificar melhor, é a diferença entre o amor comum e o amor especial, entre o amor natural e o amor sobrenatural (1Co 13.4-8)Medita nestas coisas!

Rev. José Oliveira Filho

*Resumo do capítulo 9 - livro “O Ministério do Espírito Santo” - R.C.Sproul - Cultura Cristã.

*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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terça-feira, 22 de agosto de 2017

"O MAIS IMPORTANTE É A PESSOA E NÃO O QUE ELA FAZ"

"O MAIS IMPORTANTE É A PESSOA E NÃO O QUE ELA FAZ"

Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento” (1Pe 1.15).

O missionário norte-americano de 26 anos de idade - Ashbel Green Simonton (1833-1867) - chegou ao Brasil em agosto de 1859, organizou a primeira Igreja Presbiteriana em 1862, o primeiro jornal protestante da América do Sul em 1864, o primeiro presbitério em 1865, a primeira escola paroquial em 1866, o primeiro seminário em 1867, e ordenou o primeiro pastor brasileiro em 1865. Em geral, os presbiterianos sabem o que Simonton fez em tão pouco tempo em nosso país (de agosto de 1859 a dezembro de 1867). Porém, não conhecem a sua piedade. Estão cientes do que ele fez, mas não de quem ele foi. E há uma ligação muito estreita entre uma coisa e outra. Seu caráter era mais importante do que seu ministério. 

Em setembro de 1855, às vésperas de ir para o Seminário de Princenton, para se precaver das tentações e possíveis derrotas, Simonton traçou as seguintes diretrizes: 1) Frequência constante aos exercícios devocionais do seminário e uso de todos os meios da graça que promovem a verdadeira piedade; 2) Vigilância incessante sobre o seu coração enganoso e contra os pecados que o rodeiam; 3) Estudo devocional da Bíblia e leitura de livros piedosos e de biografias de cristãos que se distinguiram pela piedade sincera de seus corações; 4) Comunhão constante e íntima com Deus para alcançar grandes vitórias na vida espiritual; 5) Cultivo do “dom de oração”. 

O jovem Simonton tinha apreço pela santidade de vida, mas sem ser legalista. Percebe-se facilmente essa faceta de seu caráter nas seguintes anotações de seu Diário:

“Quando comparo meu coração com os requisitos da Palavra de Deus, sinto quanto me faltam dessas graças que resultam da obra do Espírito Santo: humildade, mansidão, pureza e santidade de coração, e amor sincero a Cristo” (04/09/1855).

“Revendo minha vida espiritual, embora possa lembrar tanta coisa boa, muito há em mim que prova a fraqueza de minha fé. Cedi a algumas tentações, o que prova como é poderosa a minha inclinação para o pecado e quão pouco, às vezes, posso ser influenciado pelo temor a Deus, ou pelo amor a Cristo” (20/01/1856).

“Quem me dera um batismo de fogo que consumisse minhas escórias! Quem me dera um coração totalmente de Cristo!” (31/12/1866). 

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues

*Resumo do capítulo 4. “A Fascinante História de Ashbel Green Simonton”. Elben M. Lenz César, Editora Ultimato.

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.

sábado, 12 de agosto de 2017

“Batismo com o Espírito Santo”

“Batismo com o Espírito Santo”
“E recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2.38,39).

Amados irmãos, o dom do Espírito Santo não se restringe apenas àquelas pessoas no dia de Pentecostes. Ele é oferecido e prometido também a nós, aos nossos filhos e a “todos que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2.39). Temos no Novo Testamento o relato sobre pessoas a quem o Espírito Santo veio, pessoas sobre quem Ele desceu, ou que o receberam (At 2). Qual foi o resultado prático disso? O resultado foi uma explosão de louvor, de adoração, de gratidão e amor a Deus. Isso em essência significa que eles ficaram conscientes da chegada, por assim dizer, do Espírito do Senhor, dando-lhes certo sentido da glória de Deus e Seus propósitos. Eles ficaram exultantes por integrarem a Igreja, “corpo de Cristo”. Quando o Espírito Santo vem sobre nós, temos essa experiência inicial de percepção da glória, da realidade e do amor de Deus, e experimentamos uma “alegria indizível e cheia de glória” (1Pe 1.8). Certamente teremos outras experiências, mas essa primeira chamamos de “batismo com o Espírito Santo” (At 1.5). É por ele que notamos a diferença entre crer, aceitar o ensino bíblico, exercitar a fé – e ter a consciência e a experiência dessas verdades de uma maneira surpreendente, notável, transformadora. Nós vemos isso no testemunho dos irmãos na Igreja Primitiva. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2.42-47). Amém! 

Pr. José Rodrigues Filho

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

"Unção do Espírito"

“Unção do Espírito”
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).

O que devemos entender por “unção do Espírito”? Trata-se de um “acesso de poder”. É uma “efusão de poder” que se derrama sobre os servos de Deus. É o Espírito de Deus nos capacitando com poder e graça, afim de que possamos realizar as nossas funções e tarefas como testemunhas de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, de maneira que o nosso desempenho seja acima e além dos esforços e empreendimentos humanos. É Deus nos usando como canal de bênçãos por intermédio de quem o Espírito Santo opera poderosamente. “E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2.3-5). “Porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós” (1Ts 1.5). “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2Co 4.7). “Quem me dera um batismo de fogo que consumisse minhas escórias! Quem me dera um coração totalmente de Cristo!” (O diário de Simonton, 31/12/1866). 

Pr. José Rodrigues Filho

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sexta-feira, 21 de julho de 2017

IMPORTA-VOS NASCER DE NOVO

"Pastores, Presbíteros e Diáconos da IPChampagnat em Curitiba/PR".

IMPORTA-VOS NASCER DE NOVO

“Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3).

Amados irmãos, “havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.1-3). Evidentemente, essa mudança que Jesus Cristo afirma ser necessária para “vermos o reino de Deus”, não é uma simples reforma de comportamento. Trata-se de uma profunda mudança na alma. É uma ressurreição do espírito. Significa passar da morte para a vida. É o surgimento de uma nova criatura, com novos hábitos, desejos e esperanças. Essa mudança interior é absolutamente indispensável à salvação. A natureza humana é inteiramente decaída. Nascemos neste mundo sem qualquer inclinação natural para servir, obedecer e amar a Deus. Se deixados para satisfazer os desejos e inclinações naturais, nenhum de nós buscaria a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. A expressão “nascer de novo descreve muito bem a transformação que todos nós carecemos para “ver” e “entrar” no reino de Deus. O novo nascimento é um ato realizado por Deus, no qual Ele regenera o coração do pecador fazendo-o reviver. “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza filhos da ira” (Ef 2.1,3). Todo homem precisa nascer de novo. “Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo” (Jo 3.7). Você já nasceu de novo?

Rev. José Oliveira Filho

*Resumo dos comentários de JCRyle, Editora Fiel.

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terça-feira, 18 de julho de 2017

Reconhecendo o Santo de Deus

Reconhecendo o Santo de Deus  
"Achava-se na sinagoga um homem possesso de um espírito de demônio imundo, e bradou em alta voz: "Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!” (Lc 4.33,34).

Amados irmãos, os demônios creem em Deus e reconheceram ser Jesus o "Santo de Deus". Eles estavam cientes do especial relacionamento de nosso Amado Senhor com Deus Pai, bem como do Seu poder para destruir as forças do mal. Os demônios foram capazes de discernir ser Jesus o Cristo (Lc 4.41). No entanto, podemos afirmar que este conhecimento é desprovido de fé salvadora. Os demônios são miseráveis criaturas pecaminosas caracterizados pelo ódio. Eles estão destinados ao inferno. Isso serve de alerta a todo ser humano que agasalha no coração este terrível sentimento. Uma possessão perigosa e muito comum entre os homens. Não são poucos os que conhecem intelectualmente a palavra de Deus, capazes de conversar fluentemente sobre alguns fundamentos da fé cristã e, apesar disso, não ter amor. Podem admitir que há um só Deus, saber que Jesus é o Cristo de Deus, dizer que Ele é o Senhor; e, mesmo assim, perecerem no inferno. "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mt 7.21). Examine- se! O seu conhecimento de Deus tem motivado você a amá-Lo e obedecê-Lo de todo coração? Você ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo? "Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor" (1Jo 4.7,8)
"O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do  mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba" (1Co 13.4-8). O conhecimento de Deus não acompanhado do verdadeiro amor é inútil, servindo apenas para intensificar a condenação do seu possuidor no Juízo Final. Medita nestas coisas!
Rev. José Oliveira Filho
Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR
(41) 3023-5896
Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho