"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quarta-feira, 19 de abril de 2017

O Autor da Vida

O Autor da Vida
“E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos discípulos” (Jo 21.14).

Amados irmãos, este relato bíblico apresenta mais uma incontestável prova da ressurreição de Jesus. Ele estava com os discípulos na praia do mar da Galiléia. Não era ilusão, delírio ou sonho. Cristo Jesus havia ressuscitado dentre os mortos. Ele novamente comia, bebia, e dava as suas últimas instruções aos discípulos (Jo 21.1-23). Os que testemunharam da ressurreição de Jesus afirmaram: “E nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também tiraram a vida, pendurando-o no madeiro. A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu que fosse manifesto, não a todo o povo, mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre os mortos” (At 10.39-41). “Vós, porém, matastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida. Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus o ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas” (At 3.14,15). Sejamos agradecidos a Deus por todos os que ousaram dar testemunho a respeito da ressurreição do "Autor da Vida". A ressurreição de Jesus Cristo é o ápice de Sua obra redentora. É a comprovação de uma obra consumada. O nosso Substituto venceu a morte. A Sua ressurreição é a garantia de nossa ressurreição. Assim como o túmulo não pôde detê-Lo, também não poderá deter os que nEle confiam. “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita” (Rm 8.11). Aqueles que se dizem ateus, certamente estão determinados a não dar crédito às evidências ou testemunhos sobre a ressurreição de Jesus Cristo. Mas nós, filhos de Deus, podemos afirmar com convicção e viva esperança: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1Pe 1.3). Aleluia!

Rev. José Oliveira Filho

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR
(41) 3023-5896
Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

terça-feira, 11 de abril de 2017

Obra de Deus na Ressurreição

Obra de Deus na Ressurreição
“Porque buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc 24.5,6).

Consideremos três coisas a respeito da ressurreição de Cristo Jesus. Houve, primeiramente, a obra de Deus Pai ao libertar o Filho da morte quando a lei foi totalmente satisfeita e a justiça realizada. “Vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela” (At 2.24). Em segundo lugar, ouve a obra do Filho que levantou a si mesmo dos mortos. Embora os homens tenham malignamente lhe tirado a vida, eles não teriam autoridade nem capacidade para fazê-lo sem o seu consentimento. Eles jamais poderiam matá-lo contra a sua vontade. O Pai o levantou dos mortos porque a justiça havia sido satisfeita. Mas Cristo também levantou a si mesmo dos mortos tomando novamente a sua vida por meio do cuidado e poder que fluía da sua natureza divina para a sua natureza humana. “Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai” (Jo 10.17,18). Em terceiro lugar, a tarefa especial de unir novamente a santíssima alma e corpo de Jesus Cristo foi deixada ao Espírito Santo. “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito” (1Pe 3.18). E é também, por esse mesmo Espírito que devemos ser levantados dos mortos. “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita” (Rm 8.11). O Espírito Santo tornou a natureza humana de Cristo apta para sentar-se à direita de Deus Pai. Essa natureza humana glorificada de Cristo é o padrão ao qual os corpos de todos os crentes serão eternamente conformados. Que Deus nos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dEle, iluminando os olhos do nosso coração, para compreendermos a suprema grandeza e a eficácia do seu poder. (Ef 1.17-20). Amém!

Rev. José Oliveira Filho

*O Espírito Santo, John Owen – Editora Os Puritanos 

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
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sábado, 8 de abril de 2017

Meios da Graça

Meios da Graça
“Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dEle” (Ef 1.17). 

Amados irmãos, dar a devida atenção ao que Deus nos diz em Sua Palavra pode variar de intensidade na vida dos cristãos, mas a noção disso, por menor que seja, deve estar presente na alma de cada um deles. Como você se sente em relação aos meios que Deus estabeleceu para o seu crescimento espiritual? O que significa pra você a leitura da Bíblia, a oração, a meditação, a comunhão dos santos, os cultos, o ouvir e meditar na pregação da palavra de Deus e a participação na Ceia do Senhor? Estes meios particulares e públicos da graça são importantes ou bem que você poderia passar por esta vida sem eles? Você tem consciência que negligenciar o crescimento na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo entristece o Espírito Santo? Os meios da graça foram ordenados e enviados por Deus com vistas ao aperfeiçoamento dos santos, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento da Verdade. “Um Pai amoroso, sábio e gracioso, que habita nos céus, outorgou aos seus filhos estes meios para o bem deles (Dt 10.13). Ele não os deu a fim de colocar seus filhos em escravidão a regras estabelecidas pelo homem, mas para abençoar, fortalecer e encorajá-los. Os meios particulares da graça nos foram concedidos para sustentar-nos em nossa vida cristã diária, em um mundo de atividades cotidianas. Os meios públicos da graça são para nosso benefício, na igreja local pertencente ao Senhor Jesus Cristo. Praticá-los agora resultará em crescimento e frutificação de nossa vida cristã. Utilizar estes meios designados por Deus redundará em glória para Ele, expansão de seu reino e nos proporcionará retidão, paz e alegria. Amém! John Blanchard.

Rev. José Oliveira Filho

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

sexta-feira, 31 de março de 2017

Obra do Espírito de Deus

Obra do Espírito de Deus
Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14.26).

Uma das grandes obras do Espírito Santo é convencer os pecadores que o evangelho de Jesus Cristo é verdadeiro e vindo de Deus. Outra grande obra realizada pelo Espírito do Senhor é a de santificar os que creem no Evangelho. “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co 3.18). 

Se o Espírito Santo não operar junto com o evangelho este se torna letra morta. Precisamos entender, portanto, que todo bem resultante da salvação nos é revelado e dado pelo Espírito Santo. Também precisamos compreender que tudo o que em nós se opera, e tudo aquilo a que somos capacitados fazer, que seja santo e agradável a Deus, resulta da operação do Espírito Santo em nós e conosco. Pelo Espírito Santo somos novamente nascidos, santificados e capacitados a agradar a Deus em toda boa obra. É com vistas à grandiosidade desta obra que a Escritura nos adverte de que o único pecado que não pode ser perdoado é a blasfêmia contra o Espírito Santo. “Se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir (Mt 12.32). “Aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mc 3.29). 

Uma vez que o ministério do Espírito Santo é levar pecadores a crerem no sangue de Cristo para remissão de pecados, se no realizar dessa obra Ele for desprezado, rejeitado e sofrer blasfêmia, não poderá haver, portanto, perdão de pecados e salvação. Aqueles que desprezam o sacrifício de Cristo não tem outro sacrifício ao qual recorrer. Da mesma maneira, não tem Deus um outro Espírito que nos habilite a receber tal sacrifício e ser salvo. 

Assim, a quem despreza e rejeita o Espírito Santo não é concedido outro Espírito que o capacite a receber a Cristo e ser salvo. “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?” (Hb 10.29). 

Medita estas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

*O Espírito Santo, John Owen - Editora Os Puritanos

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
(41)3242-8375

domingo, 26 de março de 2017

O Espírito da Verdade

O Espírito da Verdade
“O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não vê, nem o conhece” (Jo 14.17).

Amados irmãos, foi de forma voluntária e no “poder do Espírito Eterno que o nosso Senhor Jesus a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus” (Hb 9.14). Foi cheio do Espírito de Deus que Cristo Jesus pregou o “ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus” (Is 61.1,2). 

Confortando Seus discípulos, o nosso Senhor Jesus fez a grandiosa promessa de enviar ainda naqueles dias outro Consolador, o Espírito da verdade: “Eu rogarei ao Pai, e ele dará outro Consolador a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (Jo 14.16-18). 

O convencimento do pecado, da justiça e do juízo, a iluminação da mente e a santificação são obras do Espírito do Senhor. A nossa fé deve estar firmada nessa verdade. “O Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14.26). “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas” (At. 1.8). 

Há quem defenda que a razão ou a capacidade de pensar e conhecer é a mesma em todos os seres humanos, e a ideia de que um conhecimento só é verdadeiro quando explica racionalmente o que é conhecido. Você conhece o Espírito da verdade? Ele é a terceira Pessoa da Trindade Santa. Ele é Deus! Você sabe porque Ele é chamado de Espírito Santo? “O Espírito Santo é procedente do Pai e do Filho, da mesma substância e igual em poder e glória, e deve-se crer nele, amá-Lo, obedecê-Lo e adorá-Lo, juntamente com o Pai e o Filho, por todos os séculos” (CFW–XXXIV. Do Espírito Santo, Seção I). Amém! 

Pr. José Rodrigues Filho

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quinta-feira, 23 de março de 2017

O Espírito Santo

O ESPÍRITO SANTO
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo” (Atos 1.8).

Todos nós precisamos ter um entendimento mais profundo do ensino bíblico sobre a Pessoa e obra do Espírito Santo. Os cristãos tradicionais, em geral, são acusados de negligência nesses aspectos. Sem dúvida, com receio dos exageros e falsidades ocorridos em muitos movimentos vistos como carismáticos. A vida que não tem lugar para o Espírito Santo não é vida cristã. “E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9). Em seu coração há lugar para o Espírito Santo? Você tem intimidade com Ele? Você tem feito menção dEle em seu testemunho diário? Você que professa conhecer Deus Pai e Deus Filho, também conhece Deus Espírito Santo? Os cristãos da Igreja Primitiva conheciam o Espírito Santo e não temiam dar testemunho a Seu respeito. Somos informados que “ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (At 2.1-4). Ainda vemos em nosso meio muita inquietação sobre este assunto, isso é compreensível porque algumas “igrejas” transformaram o Evangelho de Cristo em outro evangelho (Gl 1.6-9). Afirmamos que existe um só Evangelho verdadeiro que é o de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Boa Nova é “tudo sobre o que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar” (At 1.1). É obra do Espírito Santo glorificar a Cristo. “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu” (Jo 16.14). Mas não devemos com isso ir ao extremo e ignorar o Espírito de Deus, pois isso significaria ignorar todo o ensino da Bíblia. “Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1.20,21). Não podemos como cristãos desconhecer a Pessoa e obra do Espírito do Senhor, ficando na mesma condição daqueles que um dia disseram: “Nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo” (At 19.2). Medita estas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
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terça-feira, 21 de março de 2017

Converta-se ao SENHOR!

Converta-se ao SENHOR!
“Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55.6,7). 

Na regeneração Deus implanta em Seus eleitos uma nova natureza conduzindo-os a conversão. O termo conversão é empregado geralmente para exprimir os primeiros exercícios dessa nova natureza. É a suspensão de velhas formas de viver para o início de uma nova vida. "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2Co 5.17). 

Fé designa o primeiro ato da nova natureza e também o estado ou hábito permanente do espírito como a condição essencial de todas as demais graças. Ela é a apreensão espiritual da verdade pela mente, e a aceitação leal da verdade pela vontade. Em termos gerais deve haver fé antes do arrependimento, porque, se não crermos em certas coisas acerca de Deus, elas não terão efeito sobre nós e sem isso não há arrependimento. 

Arrependimento é "pensar outra vez"; é um dom de Deus que resulta em mudança de mente que conduz a atividade, é o retorno à sensatez (2Tm 2.25). O sentido comum ligado à palavra arrependimento é muito semelhante ao sentido ligado ao termo conversão; mas em seu emprego elas diferem em algumas particularidades. 

Conversão é a palavra mais geral, é um volver-se para Deus, e é empregada para incluir o início dos exercícios da fé, bem como as primeiras experiências de vida com Deus, em justiça e santidade, que é a sua consequência. O termo arrependimento é mais específico, e exprime a aversão ao pecado e a renúncia a ele, e o regresso para Deus, que acompanham a fé como consequência dela. É o abandono voluntário do pecado como mau e odioso, com pesar, humilhação e confissão sinceras; é o retornar para Deus em fé, porque Ele é misericordioso e pronto a perdoar; junto com a determinação de, impulsionados por Sua graça, viver em obediência a Seus mandamentos. 

O ponto primeiro na conversão, em sua forma especial, a coisa principal em toda questão relacionada a salvação, é sermos conduzidos à correta relação com Deus - “ao arrependimento para com Deus e fé em nosso Senhor Jesus Cristo”; e para que isso aconteça os elementos arrependimento e fé são nessa ordem indispensáveis. “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55.6,7). Amém!

Rev. José Oliveira Filho

*Esboços de Teologia – A.A.Hodge, Editora PES

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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domingo, 12 de março de 2017

Segurança Infalível de Salvação

Segurança Infalível de Salvação
“Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel (Hb 10.22). “Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança” (Hb 6.11).

A segurança, num grau ou noutro dela, faz parte da essência da fé, visto que justamente em proporção à força de nossa fé está nossa segurança da veracidade daquilo em que cremos; visto, porém, que a verdadeira fé existe em todos os diversos graus da força, e visto que seus exercícios são às vezes interrompidos, segue-se que a segurança que acompanha a verdadeira fé nem sempre é uma segurança plena. Além disso, a expressão plena ou “segurança infalível”, aqui exposto, não diz respeito à certeza de nossa fé ou confiança quanto à veracidade do objetivo sobre o qual a fé repousa – isto é, a promessa divina de salvação em Cristo -, mas à certeza de nossa esperança ou fé quanto à nossa própria relação pessoal com Cristo e com a salvação eterna. Donde se segue que, enquanto a segurança, em algum grau dela, pertence à essência de toda fé real na suficiência de Cristo e na veracidade das promessas, ela em grau algum é essencial à fé genuína de que o crente deve ser persuadido ante a veracidade de sua própria experiência e da segurança de seu estado. Os teólogos consequentemente têm feito distinção entre a segurança de fé (Hb 10.22) – isto é, uma fé vigorosa quanto à verdade de Cristo – e a segurança da esperança (Hb 6.11) – isto é, inabalável persuasão de que somos realmente crentes e, portanto salvos. Esta última é também chamada a segurança do senso, porquanto repousa sobre o senso interior que a alma tem da realidade de suas próprias experiências espirituais. A primeira provém da essência da fé, e termina diretamente em Cristo e suas promessas; e por isso é chamada o ato direto da fé. A última não provém da essência da fé, mas é seu fruto, e é chamada o ato reflexivo da fé, porque é delineada como uma inferência da experiência das graças do Espírito que a alma discerne quando reflete em sua própria consciência. Deus afirma que todo aquele que crê é salvo – eis o alvo da fé direta; eu creio – eis a substância da experiência consciente; portanto sou salvo – eis a substância da inferência e da essência da segurança plenaÉ de se esperar dos que gastam o melhor do seu tempo meditando nestas coisas que fruam de maior calma e serenidade espiritual, maior clareza e evidência de conhecimento, e sejam menos assediados por dificuldades e dúvidas do que os outros homens” (George Berkeley). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hodge - Editora Os Puritanos.
*George Berkeley (1685-1753)  - Irlandês, ministro da igreja Anglicana e Filósofo.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A Certeza da Salvação

A Certeza da Salvação
“O próprio Espírito testifica como o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

A certeza da salvação está fundamentada, primeiro: na verdade divina das promessas de salvação; segundo: na evidência interna das graças às quais são feitas essas promessas; e terceiro: no testemunho do Espírito de adoção, testemunhando com o nosso espírito que somos filhos de Deus. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos Aba, Pai. O próprio Espírito testifica como o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.15,16).

“Ainda que os hipócritas, bem como outras pessoas não regeneradas, inutilmente se enganem com falsas esperanças e carnal presunção de serem alvos do favor divino e estado de salvação, esperança que perecerá, contudo os que creem realmente no Senhor Jesus e o amam sinceramente, envidando todo esforço por andar em toda sã consciência diante dele, podem nesta vida estar plenamente certos de que estão em estado de graça e podem regozijar-se na esperança da glória de Deus, esperança esta que jamais os envergonhará” (CFW XVIII.§1).

Pode-se distinguir essa convicção legítima daquela vã e presunçosa confiança que é uma ilusão de satanás, distinção que pode ser notada pelas seguintes provas: 1) A verdadeira segurança gera humildade, sem fingimento; a falsa segurança gera orgulho espiritual (Gl 6.14); 2) A verdadeira conduz à crescente diligência na prática da santidade; a falsa conduz à indolência e a permissividade (Sl 51.13,14); 3) A verdadeira conduz ao sincero auto-exame e desejo de ser sondado e corrigido por Deus; a falsa conduz a uma disposição de se satisfazer com a aparência e de se evitar a acurada investigação (Sl 139.23,24); 4) A verdadeira conduz a perenes aspirações por mais íntima comunhão com Deus (1Jo 3.2,3). 

O Espírito Santo dá aos redimidos do Senhor, especialmente ao que se destaca por sua diligência e fidelidade a graça da iluminação espiritual, para que possua uma penetrante percepção em seu próprio caráter, para que julgue a real autenticidade de suas próprias graças, para que interprete corretamente as promessas e os caracteres aos quais se limitam nas Escrituras; de modo que, comparando o padrão externo com a experiência interna, extraia conclusões corretas e inquestionáveis. Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

*Confissão de Fé de Westminster Comentada, A.A.Hoge – Editora Os Puritanos.

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sábado, 18 de fevereiro de 2017

É Possível Perder a Salvação?

É Possível Perder a Salvação?
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jr 17.9).

Se o salvo não pode cair do estado de graça, e perder a salvação, como é que vemos pessoas que professam a fé cristã se afastarem do evangelho? Não há exemplos, na própria Bíblia, de pessoas que perderam a salvação? Não; não há. O que temos que reconhecer, é que a profissão de fé cristã, sim, pode ser apenas aparente. Ninguém, a não ser o Senhor, conhece o coração do homem, que é enganoso. As palavras de Jeremias servem de alerta: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Só Deus esquadrinha o coração e prova os pensamentos. Só Ele sabe com certeza absoluta o estado espiritual de alguém. A aparente piedade pode esconder um coração não regenerado. Um cooperador na obra apostólica pode ocultar um coração amante do mundo. A aparência de ovelha pode não passar de um disfarce que oculta lobos vorazes. Alguém aparentemente muito ativo e que demonstra muito poder espiritual pode ser um total desconhecido de Cristo. Atentem para as palavras de Jesus no Sermão do Monte: o princípio geral é válido: .... pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.20). Mas é preciso ter cautela por causa dos “falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mt 7.15). É trágico, mas é verdade: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade” (Mt 7.21-23). Tais pessoas foram enganadas pelo próprio coração e pelo diabo. Profetizaram, curaram e expeliram demônios em nome de Cristo; contudo, tudo não passou de práticas iníquas. Enganaram muitos; enganaram a si mesmos; mas não enganaram aquele que perscruta o coração. “Surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos”, advertiu o Senhor Jesus (Mt 24.24). Portanto, não nos deixemos enganar: os que apostatam, não se apartaram da graça salvadora, mas da graça comum da influência evangélica, pois nunca se converteram realmente. Medita nestas coisas! 

Rev. Paulo Anglada

*Calvinismo: As Antigas Doutrinas da Graça, P. Anglada – Editora Os Puritanos

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