“QUE DEU O SEU FILHO UNIGÊNITO”
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito,
para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).
O genuíno
olhar da fé, confesso, é colocar Cristo diante dos olhos e comtemplar nele o
coração de Deus transbordante de amor. Nosso firme e substancial sustento é
descansar na morte de Cristo como nossa única garantia. A palavra unigênito é realçada para exaltar o
fervor do amor divino por nós. Porque os homens não se deixam convencer facilmente
de que Deus os ama, e, por isso, para remover toda dúvida, ele expressamente
declara que somos tão queridos de Deus que, por amor de nós, ele não poupou nem
mesmo seu Filho unigênito. Deus declarou seu amor para conosco de uma forma mui
exuberante, e, portanto, quem ainda nutre dúvida e se sente insatisfeito com este
testemunho faz a Cristo uma séria injúria, como se ele fosse algum homem ordinário
que tivesse morrido acidentalmente. Consideremos, antes, que o amor de Deus por
seu Filho unigênito é a medida de quão preciosa lhe foi nossa salvação, que
quis que a morte do próprio Unigênito fosse seu preço. Além disso, Cristo
possui este nome por direito, ainda que, por natureza, seja o único filho de
Deus. Ele, porém, compartilha conosco esta honra por meio da adoção, quando
somos enxertados em seu corpo.
Deus nos
Abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).

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