Música: Nova
Criatura Sou
Letra: José Rodrigues Filho / Jerônimo Filho
Arranjo: Madson Oliveira / IA
Encontrei a razão de viver
Hoje há luz no meu coração
Óh, eu sei que em mim reina Jesus
Pão da Vida e Caminho da Salvação.
Conheci-O, senti sua paz
Seu amor me atraiu
Ele deu-me também novo espírito
E os caminhos da vida me abriu.
Já não vivo, Jesus vive em mim
Meus pecados, sim! Purificou
Coisas velhas de outrora esqueci
Tudo é novo e nova criatura sou.
O que fui, o que fiz sem saber
Prometeu-me jamais relembrar
Sua graça certeza me garantiu
Que no céu vamos juntos morar.
domingo, 18 de janeiro de 2026
LOUVOR: NOVA CRIATURA SOU
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
“BEM-AVENTURADOS”
“BEM-AVENTURADOS”
“Bem-aventurados
sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo,
disserem todo mal contra vós” (Mt 5.11).
“Bem-aventurados
os humildes de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fone e sede de
justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os
perseguidos por causa da justiça e os injuriados”. Estas são pedras fundamentais lançadas por nosso
Senhor Jesus, logo no começo do Sermão do Monte (Mt 5.3-12).
Aprendamos quão inteiramente contrários aos princípios deste mundo são os princípios ensinados por Cristo Jesus. É inútil tentar negar esse fato. São princípios
diametralmente opostos entre si. O mundo menospreza as próprias virtudes que o nosso Senhor Jesus exaltou. Orgulho, falta de consideração, espírito de
exaltação, mundanismo, formalismo, egoísmo, e falta de amor, que proliferam por
neste mundo por toda parte, são coisas que o nosso Senhor Jesus condenou.
Aprendamos, da mesma forma, quão tristemente diferentes da vida prática de muitos professos “cristãos” são os ensinos de Jesus Cristo. Onde encontraremos frequentadores de igrejas locais, homens e mulheres que se esforçam por viver segundo os padrões acerca dos quais o nosso Senhor Jesus ensinou? Infelizmente, há muitas razões para temer que um grande número de pessoas batizadas menosprezam o que está registrado no Sermão do Monte.
Aprendamos quão
santos e espirituais todos os crentes deveriam ser. Jamais deveriam ter como
alvo qualquer padrão inferior ao ensinado por nosso Senhor Jesus. O
cristianismo é eminentemente uma religião prática. A sã doutrina é a sua raiz e
fundamento, mas o seu fluxo deveria sempre ser uma vida santa. E, se quisermos
saber o que é uma vida santa, consideremos então, com frequência, quem são
aqueles a quem Jesus chamou de “Bem-aventurados”.
Deus nos
abençoe!
John
Charles Ryle (1816-1900).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
“TODOS QUANTOS QUEREM VIVER PIEDOSAMENTE”
“TODOS QUANTOS QUEREM VIVER PIEDOSAMENTE”
“Ora, todos quantos querem
viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12).
A lembrança de suas próprias
perseguições leva o apóstolo Paulo a acrescentar que tudo quanto lhe acontecera
também se dará com todas as pessoas piedosas. Ele acrescenta isso para que os
crentes se predispusessem a aceitar tal situação, e em parte para que as
pessoas bondosas não se afastassem dele movidas pela dúvida em virtude de suas
perseguições, as quais recebiam das mãos dos ímpios, pois às vezes sucede que
acontecimentos adversos suscitam críticas adversas. Se porventura alguém cai no
desfavor humano, imediatamente corre o rumor de que o mesmo é odiado por Deus.
Com esta afirmação geral, Paulo declara que ele é um entre os filhos de Deus, e
ao mesmo tempo adverte seus irmãos a suportarem as perseguições. Pois se essa
condição é estabelecida “para todos quantos querem viver piedosamente em Cristo”,
segue-se que aqueles que desejam evitar perseguições devem renunciar a Cristo. Como
será em vão tentar separar Cristo de sua cruz, assim é plenamente natural que o
mundo odeie a Cristo, mesmo em seus membros. E já que a crueldade acompanha o
ódio, daí surgem as perseguições. É essencial que reconheçamos o fato de que,
se somos cristãos, devemos nos preparar para muitas tribulações e lutas de
diferentes tipos.
Mas pode-se perguntar se todos
devem, então, ser mártires. É evidente que têm havido muitas pessoas que jamais
sofreram desterro, nem prisão, nem qualquer outro gênero de perseguição. Nossa
resposta é que Satanás possui mais de um método de perseguir os servos de
Cristo. Mas é absolutamente necessário que todos eles suportem a hostilidade do
mundo, de um modo ou de outro, a fim de que sua fé se exercite e sua
perseverança se comprove. Satanás, que é o perpétuo inimigo de Cristo, jamais
deixará que alguém viva sua vida sem algum distúrbio, e haverá sempre pessoas
perversas a nos perseguir. De fato, tão pronto um crente mostre sinais de zelo
por Deus, a ira de todos os ímpios se acende e, mesmo que não tenham suas armas em punho, arrojam seu veneno, ou criticando, ou caluniando, ou
provocando perturbação de um ou de outro modo. Portanto, ainda que não sofram
os mesmos ataques e não se envolvam nas mesmas batalhas, os que querem viver piedosamente
em Cristo têm uma só guerra em comum e jamais viverão totalmente em paz nem
isentos de perseguições.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba/PR.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
“SANTUÁRIO DO ESPÍRITO SANTO”
“SANTUÁRIO DO ESPÍRITO SANTO”
“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que
está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?
Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso
corpo” (1Co 6.19,20).
O apóstolo Paulo usa mais dois argumentos para abstermo-nos desta
imundícia [fornicação]. O primeiro consiste em que “os nossos corpos são
santuários do Espírito”; e o segundo consiste em que não vivemos sob nossa
própria jurisdição, visto que o Senhor nos adquiriu para ele mesmo como sua
propriedade particular. Há uma associação de ênfase no uso do termo santuário,
visto que o Espírito de Deus não pode permanecer num ambiente impuro, tornamo-nos
residência somente quando nos consagramos como seus santuários.
E que não sois de vós mesmos? Este é o segundo argumento, a saber:
que não somos de nós mesmos, não estamos sob nossa própria autoridade,
vivendo segundo o nosso bel-prazer. A razão que ele apresenta em prol disto é
que o Senhor Jesus já pagou o preço de nossa redenção, e nos adquiriu para Ele
mesmo. Paulo se expressa em termos similares em Romanos 14.9: “Porque foi para
isto que Cristo morreu e ressuscitou, para ser Senhor tanto dos mortos como dos
vivos”.
Então, a palavra “preço” pode ser considerada de duas formas, a saber:
Podemos entendê-la num sentido literal, como quando falamos normalmente de algo
como tendo “um valor de custo”, visto que desejamos deixar bem claro que não
obtemos de graça. O outro significado é aquele substituído por “alto preço”, “caro”,
quando geralmente descrevemos as coisas que nos custam um valor mais elevado.
Em minha opinião, não há dúvida de que o segundo e mais satisfatório. Pedro
escreve em termos similares: “Sabendo que não foi mediante coisas
corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil
procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de
cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pe 1.18,19). Eis o
sentido: que a redenção nos mantenha constrangidos, e mantenha a licenciosidade
de nossa carne sob a pressão do freio da obediência.
Glorificai a Deus. Desta conclusão torna-se evidente que
os coríntios presumiam que
podiam fazer o que bem lhes agradasse com respeito às questões externas, as
quais tinham de ser refreadas. Paulo, pois, fornece os meios de correção, aqui,
onde ele os avisa de que o corpo, bem como a alma, estão sujeitos a Deus, e,
portanto, é justo que ambos sirvam à sua glória. É como se ele dissesse: “Na verdade, a mente de um crente deve ser
pura diante de Deus, mas também assim deve ser no tocante à sua conduta
externa, a qual é vista pelos homens; esta deve estar em submissão, visto que a
autoridade sobre ambos pertence a Deus, que redimiu a ambos”. Com o
mesmo propósito em vista, Paulo assevera no versículo 19 que não é apenas a
nossa mente, mas também o nosso corpo, ambos são templos do Espírito Santo, de
modo que não tenhamos ilusão de que podemos inocentar-nos diante dele, pois só
podemos fazer isso quando nos dedicamos ao seu serviço, total e sinceramente,
para que venhamos também direcionar as ações externas de nossas vidas segundo
[os parâmetros de] sua Palavra.
João Calvino (1509-1564).
Deus nos abençoe!
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
“SE ALGUÉM DESTRUIR O SANTUÁRIO DE DEUS”
“SE ALGUÉM DESTRUIR O SANTUÁRIO DE DEUS”
“Não sabeis que
sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém
destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que
sois vós, é sagrado” (1Co 3.16,17).
Após apresentar diretrizes aos mestres sobre o seu trabalho, o apóstolo Paulo, então, se volta para os discípulos, para que eles também atentassem bem para si mesmos. Ele havia dito aos mestres: “Vós sois os arquitetos da casa de Deus”. E agora diz ao povo: “Vós sois o santuário de Deus. É vossa responsabilidade cuidar para não serdes contaminados de alguma forma”. Ora, o que ele tencionava é que os coríntios não se entregassem desonrosamente nas mãos dos homens. Na verdade, ele está a lhes conferir uma rara honra ao falar-lhes desta forma; porém o seu intuito é mostrar-lhes mais claramente sua culpa. Porque, visto que Deus os consagrou como santuários seu, concomitantemente os designou como guardadores de seu santuário. Portanto, ao se entregarem aos homens, estavam violando um depósito sagrado. Ele denomina a todos eles, juntos, de um santuário de Deus. Porque cada crente em particular é uma pedra viva para a edificação do edifício de Deus. Entretanto, indivíduos também são às vezes chamados de santuários. Um passo depois, Paulo usa novamente a mesma ideia, mas com outro propósito. Naquela passagem ele está tratando de castidade, mas aqui ele está apelando-lhes a que mantivessem até ao fim sua fé na abundância de Cristo, e de Cristo somente.
E que o Espírito de Deus... Esta é a razão por que são o santuário de Deus. Portanto, deve-se ler o “e” como se fosse “porque”. Isto é bastante comum; por exemplo, onde o poeta diz: “Tendes ouvido e foi anunciado”, Paulo diz: “Sois o santuário porque ele habita em vós por intermédio de seu Espírito; porquanto nenhum lugar impuro pode ser habitação de Deus”. Nesta passagem temos a evidência clara para afirmarmos a deidade do Espírito Santo. Porque, se ele fosse um ser criado, ou simplesmente algo a nós outorgado, então não poderia, ao habitar-nos fazer-nos santuários de Deus. Ao mesmo tempo, entendemos que Deus se nos comunica e a corrente pelo qual lhe somos ligados, a saber, derramando sobre nós o poder de seu Santo Espírito.
Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá. Paulo adiciona uma grave advertência: uma vez que o
santuário é sagrado, então quem quer que o saqueie não escapará
impunemente. No entanto, ele agora está a falar do gênero de violação em que os
homens se põem no lugar de Deus, de modo a tornar-se senhores da Igreja.
Porque, assim como a fé, que é devotada ao puro ensino de Cristo, é denominada em
outro lugar de “castidade espiritual”, ela também nos consagra para aquela adoração divina que é correta e pura. Pois assim que somos atingidos
pelas tramas humanas, o santuário de Deus é poluído como que por alguma
imundícia, e a razão disto é que o sacrifício da fé, o qual Deus declara ser
exclusivamente seu, passa a ser oferecido às coisas criadas.
Deus nos abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
domingo, 21 de dezembro de 2025
“ENVIOU DEUS AO NOSSO CORAÇÃO O ESPÍRITO DE SEU FILHO”
“ENVIOU DEUS AO NOSSO CORAÇÃO O ESPÍRITO DE SEU FILHO”
“E, porque vós
sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama:
Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também
herdeiro por Deus” (Gl 4.6,7).
O apóstolo Paulo
mostra que a adoção de que fala pertence aos gálatas, usando o seguinte
argumento: A adoção divina precede o testemunho sobre ela apresentado pelo
Espírito Santo.
O efeito, porém,
é o sinal da causa. E ousais chamar a Deus vosso Pai só pela instigação e
incitamento do Espírito de Cristo.
Portanto, é
incontestável que sois filhos de Deus.
Significa, como
costuma ensinar em outras partes, que o Espírito é o penhor e garantia de nossa
adoção, de sorte que somos seguramente convencidos da atitude paternal de Deus
para conosco.
Objetar-se-á, porém,
os homens perversos também não realizam suas imprudências enquanto reivindicam
que Deus é seu Pai? Às vezes não se gloriam ainda com maior ousadia que Deus é
também deles? Respondo que Paulo não está, aqui, falando da fútil vanglória, ou
do que alguém possa reivindicar para seu próprio espírito, mas do testemunho de
sua consciência piedosa que procede de uma nova regeneração. Tal argumento só
pode ser válido para os crentes, pois os réprobos não desfrutam da experiência de
tal certeza. Como o Senhor mesmo declara: “O Espírito da verdade, que o mundo
não pode conhecer, porque não o vê nem o conhece” [Jo 14.17]. Isso está
implícito nas palavras de Paulo.
Enviou Deus. O que o apóstolo quer nos ensinar não é o que eles mesmos, no
juízo carnal, loucamente aventuram, mas o que Deus confirma em seus corações
pelo Espírito Santo. O Espírito de seu Filho é mais apropriado ao presente
contexto do que algum outro título que porventura pudesse usar. Somos filhos de
Deus, porque somos revestidos do mesmo Espírito que o foi seu Filho unigênito.
Deve-se observar
que Paulo atribui isso a todos os cristãos em geral; pois onde o penhor do amor
divino para conosco está ausente, seguramente não há fé genuína. Daí, é
evidente que sorte de cristianismo há naqueles que não foram regenerados, o
qual acusam de presunção a qualquer um que confesse que tem o Espírito de Deus.
Pois imaginam a fé como algo sem o Espírito de Deus e sem certeza. Esse único
dogma que confessam é evidente prova de que em seus corações reina o diabo, o
pai da incredulidade. Reconheço, aliás, que os escolásticos, quando ordenam que
as consciências humanas flutuem em perpétua dúvida, ensinam somente o que dita
o senso natural. É da mais profunda necessidade fixar em nossa mente este dogma
de Paulo, a saber: que ninguém é cristão salvo, senão aquele que se deixa
instruir pelo Espírito Santo, como sinal de certeza e de confiança inabalável, a
chamar Deus: meu Pai!
Aba, Pai! O significado dessas palavras, não tenho dúvida, consiste em
que invocar a Deus é um costume comum a todas as línguas. Pois é próprio do
presente tema que Deus tem o nome de Pai entre os hebreus e os gregos. E isso
foi predito por Isaías: “Toda língua confessará o seu nome” [Is 45.23]. Uma vez,
portanto, que os gentios são contados entre os filhos de Deus, é evidente que a
adoção procede, não do mérito da lei, mas da graça da fé.
Deus nos
abençoe!
João Calvino (1509-1564).
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“DEUS ENVIOU SEU FILHO, NASCIDO DE MULHER”
“DEUS ENVIOU SEU FILHO, NASCIDO DE MULHER”
“Vindo, porém, a
plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a
lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção
de filhos” (Gl 4.4,5).
O apóstolo Paulo
prossegue com sua comparação e aplica ao seu propósito “o tempo designado pelo
Pai”. Mas, concomitantemente, ele mostra que o tempo que fora ordenado pela
providência de Deus era oportuno e adequado. Essa é a estação certa e esse é o
melhor método de ação, o qual a providência de Deus dirige. Portanto, o tempo
certo para o Filho de Deus revelar-se ao mundo era de alçada exclusiva de Deus
julgar e determinar. Isso deve bastar para restringir a curiosidade, se alguém,
não satisfeito com o propósito secreto de Deus, ousaria questionar por que
Cristo não apareceu antes desse tempo.
Deus enviou seu Filho, nascido de mulher. O Filho, que foi enviado, existia muito antes. Daqui se prova
sua eterna divindade. Cristo, portanto, é o Filho de Deus enviado do céu. O apóstolo
diz que isso foi feito através de uma mulher, portanto ele se vestiu de nossa
natureza. Com isso ele quer dizer que Jesus Cristo possui duas naturezas. Ele expressamente
tencionava distinguir Cristo do restante dos homens, como tendo sido gerado da
semente de sua mãe, e não pela ação sexual de homem e mulher. Em qualquer outro
sentido, isso teria sido fútil e estranho ao tema. A palavra, mulher, é aqui
expressa para o sexo feminino em geral.
Nascido sob a lei. Literalmente
é: “Feito sujeito à lei”. O meu desejo é expressar o sentido dessas palavras de
uma forma mais clara. Cristo, o Filho de Deus, que por direito era isento de
toda e qualquer sujeição, fez-se sujeito à lei. Um homem livre redimiu um
escravo, ao constituir-se fiador; ao pôr as cadeias em si próprio, ele as tirou
do outro. Da mesma forma, Cristo decidiu tornar-se obrigado a cumprir a lei
para poder obter isenção para nós. Do contrário, ele teria se submetido ao jugo
da lei inutilmente, pois certamente não foi por sua própria conta que ele fez
isso.
Além do mais,
não somos tão isentos da lei, pelos benefícios de Cristo que não mais devemos
obediência alguma à instrução da lei e podemos fazer o que bem quisermos. Pois
ela é a norma perpétua de uma vida saudável e santa. Mas Paulo está falando da
lei com seus apêndices. E somos redimidos da sujeição a essa lei, visto que ela
não mais é o que uma vez foi. Agora que o véu se partiu, a liberdade surgiu
plenamente, e isso é que ele prossegue afirmando.
A fim de que recebêssemos a adoção de filhos. Os pais sob o regime do antigo pacto tinham certeza de sua
adoção, mas ainda não tanto que desfrutassem plenamente de seu privilégio. A
adoção, à semelhança da redenção em Romanos 8.23, é conferida para que se tome
dela verdadeira posse. Pois como receberemos, no último dia, o fruto de nossa
redenção, assim agora recebemos o fruto de nossa adoção, do qual os santos pais
não participaram antes da vinda de Cristo. Portanto, aqueles que agora sobrecarregam
a Igreja com excesso de cerimônias, impiamente a defraudam do que é justamente
devido à adoção (literalmente, o justo débito para com a adoção).
Deus nos
abençoe!
João Calvino (1509-1564).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
“NÃO HAVIA LUGAR PARA ELES NA HOSPEDARIA”
“NÃO HAVIA LUGAR PARA ELES NA HOSPEDARIA”
“E ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa
manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2.7).
Todos nós devemos usar o evangelho para nos avaliar. Quão próximos ou
distantes estamos de Cristo? Como estamos nos saindo quando o assunto é fé e
amor? Muitos se inflamam com uma devoção sonhadora quando ouvem sobre quão
pobre Cristo era quando nasceu. Eles se enfurecem com as pessoas de Belém e
criticam a cegueira e a ingratidão delas. Eles pensam que, se estivessem lá,
teriam servido ao Senhor e à sua mãe. Eles não teriam permitido que elas fossem
tão desprezíveis. Mas essas pessoas nem mesmo notam seus próprios vizinhos que
estão ali tão próximos e precisam de ajuda. Elas os ignoram e os deixam do
jeito que os encontraram. Quem, neste mundo, não está cercado de pessoas
miseráveis, doentes, descuidadas ou pecadoras? Por que elas não demonstram amor
a essas pessoas? Por que elas não fazem por seu próximo o que Cristo fez por
eles? Não engane a si mesmo pensando que você teria tratado Cristo bem ao mesmo
tempo que, no presente, você não faz coisa alguma pelo seu próximo. Se você
estivesse em Belém, você teria prestado tão pouca atenção nele quanto todas as
outras pessoas o fizeram. Você só deseja servi-lo porque sabe quem ele é.
Digamos que ele viesse, deitasse numa manjedoura e deixasse você saber que ele
é aquele de quem agora você tanto sabe. É claro que você desejaria fazer algo
para ajudar. Mas, antes disso, você não teria feito coisa alguma. De forma
semelhante, se você pudesse ver o seu próximo agora como ele será no futuro, e,
se ele estivesse deitado na sua frente, você certamente cuidaria dele. Mas, por
vê-lo somente pelo que é agora, você o ignora. Você falha em reconhecer Cristo
em seu próximo.
“Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de
meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do
mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de
beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e
me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor,
quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de
beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E
quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes
dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus
pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.34-40).
Martinho Lutero (1483-1545).
Deus nos abençoe!
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
“EU SOU O BOM PASTOR”
“EU SOU O BOM PASTOR”
“Eu sou o bom pastor.
O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10.11).
O nosso Senhor Jesus
disse enfaticamente: “Eu sou o bom Pastor”. Esta é uma declaração repleta de consolo.
À semelhança do
bom Pastor, Cristo Jesus sabe tudo a respeito de seu rebanho, seus nomes,
família, circunstâncias, tentações, experiências e provações – Ele está familiarizado
com tudo isso. Não existe uma coisa sequer, na vida da mais simples de suas
ovelhas, que Cristo não tenha conhecimento.
O bom Pastor cuida
amavelmente de todo o seu rebanho. O bom Pastor supre todas as suas necessidades
no deserto deste mundo. O bom Pastor suporta pacientemente todas as suas imperfeições
e fraquezas e não as rejeita. O bom Pastor guarda as suas ovelhas e as protege contra
todos os seus inimigos.
O bom Pastor deu
a sua vida pelas ovelhas. Ele fez isso de uma vez por todas na cruz do Calvário.
Ao ver que nada poderia livrá-las das trevas e de Satanás, exceto o seu próprio
sangue, Cristo voluntariamente ofereceu-se em sacrifício em favor de cada uma delas. Isso sem dúvida revela um amor que excede todo
entendimento! “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria
vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13).
“Certamente, ele
tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o
reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado
pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos
traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós
andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR
fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is 53.4-6).
Deus nos
abençoe!
John
Charles Ryle (1816-1900).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
“ALEGRA-TE, MUITO FAVORECIDA!”
“ALEGRA-TE, MUITO FAVORECIDA!”
“E, entrando o
anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo” (Lc
1.28).
Observemos a
expressão com que o anjo se dirigiu a virgem Maria, ele disse: “Alegra-te,
muito favorecida! O Senhor é contigo”.
Devemos
reconhecer que jamais uma mulher recebeu honra tão elevada quanto a mãe de
Jesus. É evidente que apenas um dentre os incontáveis milhões de mulheres da
raça humana poderia ser o vaso pelo qual o Filho de Deus se manifestaria em carne, e a
virgem Maria teve o privilégio singular de ser esse vaso. Por uma mulher, no
princípio, o pecado e a morte entraram no mundo. Pela concepção de uma mulher,
a vida e a imortalidade vieram à luz, quando Jesus nasceu. Não é de se admirar
que essa mulher tenha sido chamada de “muito favorecida”!
Um aspecto
ligado a este assunto jamais poder ser esquecido pelos crentes: há uma comunhão
com Jesus que está ao alcance de nós todos – uma comunhão muito mais achegada
que a da carne e sangue; a comunhão que pertence a todos os servos de Deus.
Disse Jesus: “Qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e
mãe” (Mc 3.35). “Bem-aventurada aquela que te concebeu, foi a expressão de uma
mulher certa vez. Qual foi a resposta que ela ouviu? “Antes, bem-aventurados
são os que ouvem a palavra de Deus e a aguardam” (Lc 11.28).
“Aquele que tem
os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será
amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele” (Jo 14.21).
Deus nos abençoe!
John
Charles Ryle (1816-1900).
*Visite a Igreja Presbiteriana do Brasil - Curitiba(PR).







