"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



sexta-feira, 6 de maio de 2016

A Glória de Cristo - Parte 1

A Glória de Cristo
 “Para que vejam a minha glória” (Jo 17.24).
“E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

    1 - A glória de Cristo, o único representante de Deus aos que creem.
A glória de Deus procede de Sua natureza santa e das excelentes coisas que ele faz. Todavia, só podemos ver a glória de Deus em Seu resplendor quando contemplamos a Cristo. “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do Deus invisível” (Hb 1.2); “Este que é a imagem do Deus invisível” (Cl 1.15). É ele quem nos mostra a gloriosa natureza de Deus e revela a Sua vontade para todos nós. Sem Jesus Cristo, nunca veríamos a Deus por nenhum momento, tanto aqui como na eternidade. Ele e o Pai são um. Quando Cristo tornou-se homem Ele revelou a glória de Deus Pai. Somente Ele torna conhecida a anjos e homens a glória do Deus invisível. Essa revelação é o firme fundamento de todas as nossas esperanças de salvação e Bem-aventuranças eternas. Aqueles que ainda não viram essa glória de Cristo pela fé, não conhecem a Deus. Uma grande parte da miséria e castigo da humanidade, por causa da queda de Adão ao pecar, é a densa escuridão e ignorância que cobriu a mente humana desde então. “O deus desse século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2Co 4.3,4). Esta cegueira ou escuridão espiritual é curada naqueles que creem pelo grande poder de Deus. “Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face Cristo” (2Co 4.6). Quando Cristo veio, foi possível ver “que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1Jo 1.5). Quando o Filho de Deus apareceu na semelhança de homem, Deus mostrou que a natureza divina era uma natureza gloriosa de três pessoas em uma – a Trindade Santa. A glória de Cristo é que Ele revela esta verdade sobre a natureza invisível de Deus. Ver esta glória é a única maneira possível para obtermos santidade, conforto, e preparação para a glória eterna. Considerem, então, o que Deus tornou conhecido sobre Si mesmo por meio do Seu Filho, especialmente a Sua sabedoria, amor, bondade, graça e perdão. O Senhor Jesus Cristo é o único caminho para essas bênçãos. Portanto, Ele deve ser sumamente glorioso aos nossos olhos.

A) Não há nada que seja mais claro e plenamente revelado no evangelho de que Jesus Cristo é a expressão do Deus invisível, de modo que, vendo-O, vemos também o Pai. “Quem me vê a mim vê o Pai”, disse Jesus (Jo 14.9).

B) A principal razão porque a fé nos é dada é para que possamos ver a glória de Deus em Cristo, considerar em todos os Seus feitos e glorificá-Lo para sempre.

C) Fé em Cristo, como reveladora da glória de Deus, é a raiz da qual toda prática Cristã brota e se desenvolve. Todo aquele que não possui este tipo de fé não pode ser considerado um verdadeiro cristão.

O maior privilégio desta vida é o de ver a glória de Deus, o Pai, em toda a Sua formosura demonstrada em Cristo Jesus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3). Medita nestas coisas!

Extraído do livro "A Glória de Cristo", John Owen, Editora PES.
Continua na próxima publicação.

Igreja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
Rua Desembargador Otávio do Amaral, 885 – Curitiba/PR
(41) 3023-5896

A Glória de Cristo - Introdução


A Glória de Cristo
 “Para que vejam a minha glória” (Jo 17.24).
“E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

Introdução:

Amados irmãos, vamos considerar alguns aspectos da glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Temos consciência que Sua glória é maravilhosa e grandiosa demais para que nossas mentes com suas limitações a possam entender plenamente. Por isso, nunca poderemos nesta vida dar a Ele todo o louvor que Lhe é devido. No entanto, “mediante a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd 1.3), podemos ter algum conhecimento de Cristo e Sua glória. Esse conhecimento é mais sublime que qualquer outra forma de sabedoria ou entendimento. O apóstolo Paulo disse: “Sim, deveras considero tudo como perda por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor” (Fp 3.8). A natureza humana foi no princípio feita em Adão e Eva a imagem de Deus, cheia de beleza e glória. Todavia, o pecado derrubou essa glória, a natureza humana tornou-se completamente diferente de Deus, cuja imagem ela havia perdido. O inimigo de nossas almas queria assumir o controle de nossa natureza, e se as coisas fossem deixadas sob seu domínio, a humanidade teria perecido eternamente. Mas, o Senhor Jesus, o Filho de Deus, obediente e voluntariamente curvou-se para assumir o controle da natureza humana, que havia mergulhado nas profundezas da miséria. Em Cristo, somos novamente erguidos para uma vida de glória. O nosso Senhor, tendo se sacrificado pelos nossos pecados, entrou no céu, com o doce perfume de suas ações em benefício do seu povo. O Seu eterno desejo na obra da salvação está expresso em Suas palavras: “Para que vejam a minha glória” (Jo 17.24). Medita nestas coisas!

Extraído do livro "A Glória de Cristo", John Owen, Editora PES.
Continua na próxima publicação.

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Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O Filho de Deus: Mistérios Revelados

O Filho de Deus: Mistérios Revelados
“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, ó único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).

Considerações doutrinárias quanto à Pessoa de Jesus Cristo:

1º. Jesus de Nazaré é verdadeiro Deus, possuindo a natureza divina e todos os atributos essenciais da Deidade.

2º. É também verdadeiro homem, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo, no ventre da Virgem Maria, e da substância dela.

3º. Estas duas naturezas continuam unidas em Sua Pessoa, mas sempre sendo verdadeira divindade e verdadeira humanidade, sem mistura nem mudança quanto à essência, de modo que Cristo possui ao mesmo tempo, na unidade da Sua Pessoa, dois espíritos, com todos os seus atributos essenciais, a consciência, a mente, os sentimentos e a vontade divinos. Mas não convém que procuremos explicar a maneira pela qual os dois espíritos afetam mutuamente um ao outro, nem até onde eles se unem numa só consciência, nem como as duas vontades cooperam numa só atividade na união da Pessoa única.

4º. Não obstante isso, eles, unidos, assim constituem uma só Pessoa, e a esta única Pessoa pertencem os atributos das duas naturezas.

5º. Esta Personalidade não é personalidade nova constituída pela união das duas naturezas no ventre da Virgem Maria, mas é a Pessoa eterna e imutável do logos, a qual no tempo assumiu uma nascente natureza humana e sempre depois abrange a natureza humana com a divina na Personalidade que pertence eternamente à divina.

Devemos lembrar, porém, que, enquanto a Pessoa é uma só, as naturezas, como tais, são distintas. O que pertence a qualquer das naturezas é atribuída à Pessoa única, à qual as duas naturezas pertencem; mas o que é peculiar a uma delas nunca é atribuído à outra. Deus, isto é, a Palavra divina, que é ao mesmo tempo Deus e homem, deu Seu sangue por Sua Igreja, isto é, morreu quanto à sua natureza humana (Atos 20.28). Mas nunca se afirma que as ações e os atributos humanos são da natureza divina de Cristo, nem que as ações e os atributos divinos são da Sua natureza humana. Por fim, consideremos até onde está incluída a natureza humana de Cristo no culto que Lhe é devido? É preciso que distingamos entre o objeto e os motivos de culto. O único motivo por que devemos culto a alguém é que possui atributos divinos. O objeto de culto não é a excelência divina no abstrato, e sim a Pessoa divina de quem essa excelência é um atributo. Ao Deus-homem, existindo Ele em duas naturezas, devemos culto na perfeição de Sua Pessoa inteira, unicamente em razão de Seus atributos divinos. “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3). Amém!

*Fl 2.6-11; Hb 2.11-14; 1Tm 3.16; Gl 4.4; Rm 1.3,4 e 8.3; Jo 1.14; 1Jo 4.3; At 20.28; Rm 8.32; 1Co 2.8; Mt 1.23; Lc 1.31,32; Cl 1.13,14; Jo 3.13 e 6.62; Rm 9.5; Ap 5.12. 

*Esboços de Teologia, A.A. Hodge – Editora PES.

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-1115

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Jesus Cristo: Duas Naturezas, Uma Só Pessoa

Jesus Cristo: Duas Naturezas, Uma Só Pessoa
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

A nossa salvação e o nosso destino eterno dependem de nossa relação com o Senhor Jesus Cristo, nada é mais importante do que conhecê-Lo (Jo 17.3). O Eterno Filho de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, tomou para si a natureza humana. Isso não significa que um novo personagem veio à existência, porém que Deus, o Eterno Filho, encarnou-se. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Não foi mera aparência ou uma forma assumida pela segunda Pessoa da Trindade. O Filho de Deus realmente veio em carne. Não foi simplesmente a natureza divina tornando-se unida a natureza humana, formando assim uma pessoa. Não foi esse o caso, foi a segunda Pessoa mesma, o Unigênito Filho de Deus que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.1). Não houve mudança na personalidade do Filho de Deus. Houve certa mudança no estado e na forma em que Ele apareceu; houve mudança na manifestação, porém não houve qualquer mudança em Sua personalidade. Ele é sempre a mesma Pessoa. “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13.8). O nosso Senhor revestiu-se de corpo, alma e espírito, contudo sem pecado. Ele tomou essa natureza completa da própria substância da Virgem Maria, pelo poder do Espírito Santo (Lc 1.26-38). Nisto cremos! Jesus Cristo era verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Uma só Pessoa, duas naturezas, as duas sem mistura, unidas, porém não confundidas, Deus-homem. “O Filho de Deus, a segunda Pessoa da Trindade, sendo vero e eterno Deus, de uma só substância com o Pai e igual a Ele, quando chegou a plenitude do tempo, tomou para si a natureza humana, com todas as propriedades essenciais e fraquezas comuns a ela, contudo sem pecado; sendo concebido pelo poder do Espírito Santo, no ventre da Virgem Maria, e da substância dela. De modo que as duas naturezas inteiras, perfeitas e distintas, a Deidade e a Humanidade, foram inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão, composição ou confusão. Pessoa esta verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, contudo um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem” (Confissão de Fé de Westminster, Cap. VIII – seção II). Medita nestas coisas!

Rev. José Oliveira Filho

“Grandes Doutrinas Bíblicas”, Dr. Martin Lloyd-Jones – Editora PES. 
Confissão de Fé de Westminster Comentada”, A.A. Hodge - Editora Os Puritanos.

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Simplesmente Crente


SIMPLESMENTE CRENTE
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2.42).

Como a Sexta-feira Santa e a Páscoa, Pentecostes foi um evento não repetível na história da redenção, e é um presente que continua frutificando por meio do ministério habitual da igreja (At 2.42-47). 

Muitas das razões que damos para a necessidade de avivamento (letargia no evangelismo e missões, falta de uma experiência genuína da graça de Deus, frieza na oração, aumento dos vícios e da infidelidade, dos males sociais, etc.) são problemas que o ministério comum precisa tratar a cada semana. Este tem sido um ciclo vicioso do avivalismo evangélico desde então: um pêndulo que oscila entre entusiasmo e desilusão, ao invés de manter firme maturidade em Cristo mediante a participação na vida ordinária da comunidade do pacto. A pregação regular de Cristo a partir de toda a Escritura, Batismo, Santa Ceia, orações de confissão e louvor, e todos os demais aspectos da comunhão cristã ordinária são vistos como comuns demais. 

Impelidos para lá e para cá com todo vento de doutrina e muitas vezes nenhuma doutrina, aqueles que foram criados no evangelicalismo se acostumaram ao “super” e a eventos cataclísmicos de intensa experiência espiritual que, no entanto, se desgastam. Quando as experiências acabam, frequentemente existe muito pouco para impedi-los de tentar formas diferentes de terapias espirituais ou de caírem totalmente fora da “carreira cristã” (Hb 12.1-3). 

Devemos ansiar por avivamento, uma bênção extraordinária de Deus sobre Seus meios ordinários de graça. Devemos também cuidar para não sermos traídos por um falso avivamento. Aquele que é colocado dentro de nosso controle - algo que pode ser encenado e gerenciado com resultados previsíveis como “induções suficientes para converter os pecadores”. Medita estas coisas!

*Extraído do livro “Simplesmente Crente”.  Michael HortonEditora Fiel.

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Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário
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domingo, 3 de abril de 2016

Vida Que Nasce da Morte

Colossenses 2.6-17

“Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças. Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz. Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.”

 "Vida Que Nasce da Morte"

A vida que Cristo oferece
O mundo não pode lhe dar
É vida pro seu coração
É vida perfeita em amor
É vida aos pés do Senhor
É vida de Deus em você

É vida que nasce da morte
É vida que traz o perdão
É muito mais que uma religião
É Cristo vivendo em você.

Comunidade S8
Paulo Renato Garcia

*Clipe Musical ICMaranata

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sábado, 12 de março de 2016

O Arco-da-Aliança

O ARCO-DA-ALIANÇA
“Disse Deus a Noé: Este é o sinal da aliança estabelecida entre mim e toda a carne sobre a terra" (Gn 9.17).

Logo após o dilúvio Deus prometeu que nunca mais destruiria a terra e toda carne por meio de água, pela repetição do dilúvio. “Estabeleço a minha aliança convosco: não será mais destruída toda a carne por águas de dilúvio, nem haverá dilúvio para destruir a terra” (Gn 9.11). Além do mais, Ele garantiu que haveria sempre uma sucessão de semeadura e colheita; frio e calor; verão e inverno, dia e noite. Deus prometeu que isso continuaria. Ele prometeu ainda que as forças da natureza seriam controladas. Noutras palavras, os efeitos e os resultados do pecado e da Queda seriam reprimidos, seriam mantidos em equilíbrio no pacto feito com Noé. “Abençoou Deus a Noé e a seus filhos e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra. Pavor e medo de vós virão sobre todos os animais da terra e sobre todas as aves do céu; e tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar nas vossas mãos serão entregues. Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora” (Gn 9.1-3). Da mesma forma, os poderes do mal ficariam sujeitos a uma maior restrição, e ao homem não foi permitido ser tão violento quanto o fora e como ele gostaria de ser, contra outros homens. “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem” (Gn 9.6). O homem foi protegido contra a violência tanto do próprio homem como dos animais. E tudo foi confirmado e selado pelo sinal do Arco-da-Aliança (arco-íris) nas nuvens. A aliança feita com Noé não foi uma nova aliança no sentido extremo de graça e redenção. Era simplesmente uma legislação temporária; era o que às vezes se chama de graça comum, algo distinto da graça especial firmada em Cristo Jesus, garantia de eterna salvação para os eleitos de Deus. Medita nestas coisas!

*Grandes Doutrinas Bíblicas, Dr. Martyn Lloyd-Jones – Editora PES

greja Presbiteriana do Brasil no Champagnat
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Pastor Efetivo: Rev. Luiz Eduardo Pugsley Ferreira
Pastor Auxiliar: Rev. José Rodrigues de Oliveira Filho

sexta-feira, 4 de março de 2016

Regenerado antes de Nascer!

Regenerado antes de Nascer!
“Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3).

“Certamente é possível que Deus conceda regeneração (ou seja, nova vida espiritual) a uma criança mesmo antes que ela nasça. Isso aconteceu a João Batista, pois o anjo Gabriel, antes de João nascer, disse: “Ele [...] será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno” (Lc 1.15). Podemos dizer que João Batista “nasceu de novo” antes de nascer! Encontramos exemplo semelhante em Salmos 22.10, onde diz Davi: “Desde o ventre de minha mãe, tu és meu Deus”. É evidente, portanto, que Deus é capaz de salvar as crianças de um modo incomum, sem que ouçam e compreendam o evangelho, concedendo-lhes regeneração bem cedo, às vezes antes mesmo do nascimento. É provável que imediatamente depois dessa regeneração surja, em idade bastante precoce, uma consciência incipiente e intuitiva de Deus e a fé nele, mas isso é algo que simplesmente não podemos entender. Devemos, entretanto, afirmar bem claramente que essa não é a maneira normal de Deus salvar as pessoas. A salvação geralmente ocorre quando a pessoa ouve e compreende o evangelho, e então passa a ter fé em Cristo. Mas em casos incomuns como de João Batista, Deus concede a salvação mesmo antes dessa compreensão.”

*Wayne Grudem, Teologia Sistemática - Edições Vida Nova.

Sem dúvida, alguns filhos de pais crentes já nascem regenerados. Cremos que é possível uma criança ser regenerada mesmo no ventre da mãe. Mas não menos gracioso é poder constatar e acompanhar a transformação dos eleitos de Deus pela mesma poderosa obra do Espirito Santo. Vê-los crendo no Senhor e Salvador Jesus Cristo, crescendo e sendo fortalecidos no temor do Senhor, cheios de nova vida, enchendo-se de sabedoria e a graça de Deus estando sobre eles. Aleluia! 

Rev. José Oliveira Filho

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O que Fazer Depois de Pregar?

O que Fazer Depois de Pregar?
Dave Harvey

    A conclusão do sermão é um momento perigoso para o pregador. Ele acabou de passar entre 30 e 45 minutos em um dilúvio expositivo, descarregando seu estudo e seu zelo sobre a congregação. As 10-20 horas de preparação para o sermão já são história antiga e ele já entrou em seu carro para voltar para casa. É provável que ele esteja exausto - emocionalmente, espiritualmente e fisicamente. Se você é vocacionado para pregar, você entrega tudo no púlpito. Já passei por isso. E no decorrer dos últimos 30 anos, eu aprendi algumas valiosas lições sobre o que eu devo e não devo fazer depois de um sermão. Aqui estão três lições essenciais:

Espere ser atacado

Pregar é arrumar briga com o Inimigo a cada semana. Paulo disse aos Coríntios: “... aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que creem” (1 Coríntios 1.21). Isso significa que eles são arrebatados do “príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2.2). O ponto que quero enfatizar é que Deus usa a pregação como um meio de mudar as pessoas - arrancá-las do domínio do Inimigo. O lado negro tem uma opinião sobre essa atividade: ela precisa ser parada. Não seja ingênuo em pensar que após entregar a mensagem, você não sairá da mira dele. A preparação da mensagem – com o estudo da Escritura, meditação e oração – tem benefícios de proteção. Depois do sermão, você está tipicamente esgotado e vazio. Em outras palavras, você está vulnerável a um ataque aéreo. A carne também está trabalhando duro. A pregação suscita a tentação. De um lado está o orgulho de como Deus está o usando e do outro, a condenação porque Deus não o está. Além disso, há o problema da própria mensagem, na qual você falou muitas palavras sabendo que “na multidão de palavras não falta pecado” (Provérbios 10.19). Quando os homens pregam, há abundância de falhas. Se você já pregou por qualquer período de tempo, você sabe que toda mensagem tem alguns defeitos. Bem, essas fraquezas se tornam realmente intimas depois da pregação, batendo na sua porta para fazer uma visita. Não abra a porta! Elas irão invadir sua casa, perturbar sua paz e tingir toda a mensagem diante de seus olhos. Você se sentirá burro, condenado, como se o sermão inteiro não prestasse. Há tempo e lugar para tudo debaixo do sol. Avaliar o seu sermão imediatamente depois da entrega fará com que você o odeie. Depois de pregar, você precisa se preparar para os ataques do Inimigo e da carne. Assim como os soldados se preparam para a ofensiva do inimigo, você precisa se preparar para ser atacado. Antes, durante e depois dos ataques, corra para as boas novas do Evangelho. Compreenda que a pregação é sobre o poder da Palavra de Deus, não de suas próprias palavras. Lembre-se que jamais houve um sermão pregado na história do mundo que fosse tão ruim que pudesse drenar o poder da Palavra de Deus. Deus é grande o suficiente para fazer com que as pessoas se lembrem das palavras eternas dele e se esqueçam de suas palavras tolas. Você realmente crê que os propósitos de Deus dependem da qualidade da sua pregação? Não é isso o que você prega. Após a mensagem é sua hora de aplicar a mensagem à sua vida. Depois de pregar, prepare-se para o ataque, lembrando que Deus é maior que os seus erros.

Aquiete a sua alma

Quando você estiver sendo atacado, sua alma estará barulhenta. Pensamentos de acusação darão pancadas na porta da sua mente, exigindo atenção. Ou talvez sejam ideias que inflam o ego, que elevam a sua vaidade às alturas e você acaba pensando sobre si mesmo “além do que convém” (Romanos 12.3). Em momentos assim, você precisa aquietar a sua alma. Aquiete a sua alma confiando a Deus os resultados de seu sermão. Aquiete a sua alma fixando os seus pensamentos em Deus, não em seu desempenho. Se você se sente orgulhoso, lembre-se de que sua mensagem é insignificante, a menos que Deus a faça poderosa. Se você se sente condenado, lembre-se de que a Palavra do Senhor não volta vazia (Isaías 55.11). Seu sermão realizará exatamente o que Deus deseja. Felizmente, você não pode frustrar os bons planos do Senhor! Você precisa ignorar os ataques que está experimentando e fixar sua mente nas coisas do alto (Filipenses 4.8). O melhor conselho para um pregador enquanto ele dirige depois de sair do culto da igreja é: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus” (Salmo 46.10). Fazer isso mantém tanto as críticas quanto os elogios no lugar certo. Uma vez que você entregou o seu sermão a Deus, descanse a sua mente. Faça algo para se distrair. Eu preciso de pelo menos 2 ou 3 horas para me recompor depois de um sermão. Eu passo esse tempo lendo, assistindo um programa ou até mesmo dormindo. Quando os meus filhos eram mais novos, eu fazia, às vezes, algo com eles que me distraísse e revigorasse. Alguém certa vez disse que pregar um sermão é equivalente a 8 horas de trabalho manual. Não tenho certeza se isso é verdade, mas é, sem dúvidas, assim que eu me sinto! O objetivo é levar seu corpo e sua alma a se recuperarem para que estejam prontos para a próxima mensagem.

Não pesque

Como a pregação incita tanto a acusação quanto a admiração, você será tentado a pescar elogios. Você fará perguntas indutivas projetadas para extrair respostas positivas - uma forma de energético identitário. Eu já fiz isso vezes demais. Há poucas coisas tão superficiais quanto um elogio solicitado, exceto, talvez, quando você está pescando elogios e acaba pegando uma crítica que entorta a sua vara. É útil lembrar que quando vai pescar, você frequentemente não sabe o que pode pegar. O problema mais profundo por trás dessa expedição de pesca é que nós somos muito focados na entrega. Queremos saber que impressão causamos, qual foi a “sensação”, como se houvesse um barômetro para medir o que Deus estava realmente fazendo ou o que fará. Sentimos a necessidade de nos apoiarmos na aprovação e no elogio dos outros em vez de nos confiarmos a Deus. É bom lembrar-se que a maioria dos pregadores recebe mais encorajamento em um mês do que outros profissionais recebem em uma década. Não pesque. E quando o encorajamento vier, transfira a glória para Deus. E, por favor, não ouça o seu próprio podcast, seu próprio sermão. A razão é a seguinte: você é irremediavelmente subjetivo quando se trata de avaliar o próprio sermão. Você dedicou entre 15 e 20 horas à preparação, o que significa que a objetividade saiu da sala há dias. Se você realmente quer ajuda, escolha alguns pregadores experientes e membros confiáveis que não anseiam por sua aprovação e recrute sua ajuda para darem opiniões construtivas. Depois os agradeça por isso, independentemente do que disserem.

Conclusão

Charles Spurgeon, possivelmente o maior pregador dos últimos 300 anos, fez a famosa declaração: “Faz muito tempo que eu não prego um sermão com que fico satisfeito. Eu mal consigo lembrar-me se isso já aconteceu”. E ele era conhecido como “O Príncipe dos Pregadores”! Se Spurgeon se encontrava insatisfeito com seus sermões, é seguro dizer que meros mortais como você e eu nos encontraremos numa posição semelhante. Que estejamos preparados para esses momentos.

Tradução: Francisco Brito
Revisão: Vinicius Musselman

O que é Livre-arbítrio?

O Que é Livre-arbítrio?
“E o SENHOR lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.16,17).

Popularmente, livre-arbítrio é entendido como a possibilidade do homem de fazer escolhas de forma “livre”, ou seja, o homem pode fazer o que quiser, e isso o tornaria livre de qualquer influência, até mesmo de Deus. É como se o Senhor não tivesse nada a ver com as nossas decisões diárias. Porém, o termo livre-arbítrio sob a ótica da teologia e da filosofia é muito técnico e restrito. Sobre o assunto, para o momento, o que nos interessa é o livre-arbítrio relacionado à Soberania de Deus na salvação e como deve ser entendido à luz das Escrituras. Podemos dizer que livre-arbítrio é a capacidade que o homem tem de fazer escolhas que podem ser contrárias ou não à sua natureza. O termo arbítrio diz respeito a julgar, isto é, o homem “teria” a capacidade de avaliar se vai tomar uma decisão contrária à sua natureza ou não, por isso o termo “livre”. Usei o verbo no futuro do pretérito (teria), porque, na realidade, segundo a Escritura, nenhum homem tem livre-arbítrio. O único homem que teve livre-arbítrio foi Adão. É importante entender que o homem foi criado segundo a imagem e semelhança de Deus, ou seja, em retidão e perfeita santidade. Quando o homem pecou, perdeu a condição de “arbitrar” sobre sua vontade, perdeu a possibilidade de escolher entre estas duas alternativas: praticar a vontade de Deus ou pecar. Antes da Queda, o homem poderia obedecer à vontade de Deus e lhe ser agradável por meio da sua própria justiça e santidade. Após a Queda, ele tornou-se incapaz de não pecar. “... pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12). Medita nestas coisas!

Extraído da revista “Palavra Viva” – Editora Cultura Cristã.

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