"SER CRISTÃO É TER MENTE E CORAÇÃO DE CRISTO".



quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

“Coração Missionário”

“Coração Missionário”
“Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa” (Lc 5.29).

Por este versículo somos informados que, após converter-se, Levi ofereceu um grande banquete e convidou “numerosos publicanos” para dele compartilhar. Provavelmente, muitos desses homens eram seus velhos amigos e companheiros. Ele conhecia bem a necessidade das almas daquelas pessoas, pois havia sido uma delas. Desejou fazê-los conhecer o Salvador, que havia sido misericordioso para com ele. Visto que achara misericórdia, queria que outros também a encontrassem. Uma vez que ele foi graciosamente liberto da escravidão ao pecado, desejou que outros também fossem libertos.

Um verdadeiro crente sempre demonstrará este mesmo sentimento de Levi. Podemos dizer com segurança que não existe graça divina no homem que não se preocupa com a salvação de seus companheiros. O coração realmente ensinado pelo Espírito Santo sempre estará cheio de amor, bondade e compaixão. A alma que foi chamada por Deus desejará ardentemente que outros tenham a mesma chamada. Um homem salvo não desejará ir sozinho para o céu.

Qual tem sido a nossa atitude em relação a este assunto? Conhecemos por experiência própria a atitude de Levi após sua conversão? Temos nos esforçado para que nossos amigos e parentes conheçam a Jesus, nosso Senhor e Salvador? Estas são perguntas importantíssimas. Fornecem um teste bastante perscrutador quanto à verdadeira condição de nossa alma. Não evitemos aplicá-las a nós mesmos, pois não existe muito do espírito missionário entre os crentes. Não devemos nos satisfazer em estar seguros. Temos de procurar fazer o bem aos outros. Nem todos podem levar o evangelho a terras distantes, mas todo crente precisa esforçar-se para ser um missionário entre seus companheiros. “Os sãos não precisam de médicos, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento” (Lc 5.31).

Deus nos abençoe!

J.C.Ryle (1816-1900)

*Meditações no Evangelho de Lucas, Editora Fiel.

*Visite a Igreja Presbiteriana Silva Jardim - Curitiba/PR.
Av. Silva Jardim, 4155 – Seminário.
(41)3242-8375

“Foi por Amor”

“Foi por Amor”
“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Rm 8.35).

Jesus Cristo é pleno de amor. Devemos ter em mente este aspecto natural do caráter de nosso Senhor. Ele é eternamente amoroso, Ele é Deus! Ele nos vivificou quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados. Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2.1,2). Ele transformou as nossas vidas, colocou em nossos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus. “Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus”  (Sl 40.1-3).

“Que segurança tenho em Jesus,
Pois nele gozo paz vida e luz!
Com Cristo herdeiro, Deus me aceitou
Mediante o Filho que me salvou!
Firmando em Cristo, no seu amor,
Estou contente em meu Salvador!
Esperançoso hei de viver
Por Jesus Cristo, por seu poder”.
(NC144)

Foi por amor que Cristo nos outorgou o seu Santo Espírito, o penhor da nossa salvação. Ele jamais permitirá que qualquer coisa nos separe do amor de Deus. “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.38,39). Aleluia!

 Pr. José Rodrigues Filho

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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

“DO BATISMO”

Confissão de Fé de Westminster
Capítulo XXVIII

Seção I. O batismo é um sacramento do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo, não só para solenemente admitir na Igreja a pessoa batizada, mas também para servir-lhe de sinal e selo do pacto da graça, de sua união com Cristo, da regeneração, da remissão dos pecados e também da sua consagração a Deus por Jesus Cristo, a fim de andar em novidade de vida. Este sacramento, segundo a ordenação de Cristo, há de continuar em sua Igreja até ao fim do mundo.

Mt 28:19; ICo 12:13; Rm 4:11; Cl 2:11-12; Gl 3:27; Tt 3:5; Mc 1:4; At 2:38; Rm 6:3-4; Mt 28:19-20

Seção II. O elemento exterior usado neste sacramento, é água, com a qual um ministro do Evangelho, legalmente ordenado, deve batizar o candidato em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

At 10:47; 8:36-38; Mt 28:19

Seção III. Não é necessário imergir na água o candidato, mas o batismo é devidamente administrado por efusão ou aspersão.

At 2:41; 10:46-47; 16:33; ICo 10:2

Seção IV. Não só os que professam a sua fé em Cristo e obediência a Ele, mas os filhos de um ou de ambos os pais crentes, devem ser batizados.

At 9:18; Gn 17:7,9; Gl 3:9,14; Rm 4:11-12; At 2:38,39

Seção V. Posto que seja grande pecado desprezar ou negligenciar esta ordenança, contudo, a graça e a salvação não se acham tão inseparavelmente ligadas com ela, que sem ela ninguém possa ser regenerado ou salvo, ou que todos os que são batizados sejam indubitavelmente regenerados.

Lc 7:30; Êx 4:24-26; Dt 28:9; Rm 4:11; At 8:13,23

Seção VI. A eficácia do batismo não se limita ao momento em que é administrado; contudo, pelo devido uso desta ordenança, a graça prometida é não somente oferecida, mas realmente manifestada e conferida pelo Espírito Santo àqueles a quem ela pertence, adultos ou crianças, segundo o conselho da vontade de Deus, em seu tempo apropriado.

Jo 3:5,8; Gl 3:27; Ef 5:25-26

Seção VII. O sacramento do batismo deve ser administrado uma só vez a uma mesma pessoa.

Tt 3:5

* O propósito do Batismo é –

1 - Significar, selar e conferir àqueles a quem pertencem os benefícios da redenção de Cristo. Portanto –

1.1 - Ele significa ou simboliza a “lavagem de regeneração e a renovação do Espírito Santo”, por meio do quê são unidos a Cristo e feitos participantes em toda a sua graça redentora.

1.2 - Cristo nisto sela a veracidade de seu pacto e desse modo comunica a todos os beneficiários desse pacto e a graça significada para eles. O propósito do Batismo é –

2 - Para que seja um sinal visível de nosso pacto de pertencermos ao Senhor e de nos consagrarmos ao seu serviço, e por isso ele é uma pública profissão de nossa fé e emblema de nossa obediência, e de nossa iniciação formal na Igreja Cristã, bem como um símbolo de nossa união com nossos irmãos de fé.

A.A.Hodge (1823-1886)

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

“O Médico Divino”

“O Médico Divino”
“Aconteceu que, estando ele numa das cidades, veio à sua presença um homem coberto de lepra; ao ver a Jesus, prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E, no mesmo instante, lhe desapareceu a lepra” (Lc 5.12,13).

Dentre as doenças que causavam dano ao corpo, a lepra se apresentava como uma das mais severas. Ela afligia o corpo humano trazendo feridas e decadência à pele, deterioração ao sangue e apodrecimento dos ossos. No entanto, lemos que um leproso foi purificado com apenas um toque das mãos de Cristo Jesus.

Desde a queda dos nossos pais no jardim do Éden (Gn 3.1-24) temos padecido com as suas consequências. Fomos afetados por inteiro no corpo e na alma. “Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo. Desde a planta do pé até a cabeça, não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas” (Is 1.5,6). 

Quem nos livrará desta trágica situação? Jesus Cristo, o Médico Divino. Ele é Deus! Ele pode fazer com que as coisas velhas passem e tudo se torne novo. Em seu sangue há poder para nos purificar de todo pecado, injustiça e enfermidades. Não existe nenhum mal, quer seja no corpo ou na alma, que o Senhor Jesus não possa purificar. 

“Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Sl 121.1,2).

"Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte" (Jr 29.13,14).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

“Tende cuidado e guardai-vos!”

“Tende cuidado e guardai-vos!”
“Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc 12.15).

Deus continua perguntando: “O que tens preparado, para quem será?” (Lc 12.20).

É assombroso o termo usado para descrever a conduta do homem centrado nas coisas deste mundo. O que entesoura para si mesmo é aquele que o próprio Deus declara ser “louco”. A verdade é que o homem descrito na parábola contada por nosso Senhor Jesus é muito comum (Lc 12.21).

Os homens fascinados pelo mundo são facilmente dominados por Satanás - instigando neles a ganância, a cobiça, os desejos pecaminosos, a avareza, o amor do dinheiro e bens materiais - entorpecidos não percebem o perigo em que se encontram: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça se desviaram da fé e a si mesmo se atormentaram com muitas dores” (1Tm 6.9,10).

“Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc 12.15).

“Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida” (1Tm 6.17-19). 

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

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Provai que o SENHOR é bom!


“Bendirei o Senhor em todo o tempo,
o seu louvor estará sempre nos meus lábios.

Gloriar-se-á no Senhor a minha alma;
os humildes o ouvirão e se alegrarão.

Engrandecei o Senhor comigo,
e todos, à uma, lhe exaltemos o nome.

Busquei o Senhor, e ele me acolheu;
livrou-me de todos os meus temores.

Contemplai-o e sereis iluminados,
e o vosso rosto jamais sofrerá vexame.

Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu
e o livrou de todas as suas tribulações.

O anjo do Senhor acampa-se
ao redor dos que o temem e os livra.

Oh! Provai e vede que o Senhor é bom;
bem-aventurado o homem que nele se refugia.

Temei o Senhor, vós os seus santos,
pois nada falta aos que o temem.

Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome,
porém aos que buscam o Senhor bem nenhum lhes faltará.

Vinde, filhos, e escutai-me;
eu vos ensinarei o temor do Senhor.

Quem é o homem que ama a vida
e quer longevidade para ver o bem?

Refreia a língua do mal
e os lábios de falarem dolosamente.

Aparta-te do mal e pratica o que é bom;
procura a paz e empenha-te por alcançá-la.

Os olhos do Senhor repousam sobre os justos,
e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor.

O rosto do Senhor está contra os que praticam o mal,
para lhes extirpar da terra a memória.

Clamam os justos, e o Senhor os escuta
e os livra de todas as suas tribulações.

Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado
e salva os de espírito oprimido.

Muitas são as aflições do justo,
mas o Senhor de todas o livra.

Preserva-lhe todos os ossos,
nem um deles sequer será quebrado.

O infortúnio matará o ímpio,
e os que odeiam o justo serão condenados.

Senhor resgata a alma dos seus servos,
e dos que nele confiam nenhum será condenado”.

(Sl 34.1-22).

Amém!

domingo, 29 de dezembro de 2019

Sob a sombra do Altíssimo


“O que habita no esconderijo do Altíssimo
e descansa à sombra do Onipotente

diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte,
Deus meu, em quem confio.

Pois ele te livrará do laço do passarinheiro
e da peste perniciosa.

Cobrir-te-á com as suas penas,
e, sob suas asas, estarás seguro;
a sua verdade é pavês e escudo.

Não te assustarás do terror noturno,
nem da seta que voa de dia,

nem da peste que se propaga nas trevas,
nem da mortandade que assola ao meio-dia.

Caiam mil ao teu lado,
e dez mil, à tua direita;
tu não serás atingido.

Somente com os teus olhos contemplarás
e verás o castigo dos ímpios.

Pois disseste: O Senhor é o meu refúgio.
Fizeste do Altíssimo a tua morada.

Nenhum mal te sucederá,
praga nenhuma chegará à tua tenda.

Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito,
para que te guardem em todos os teus caminhos.

Eles te sustentarão nas suas mãos,
para não tropeçares nalguma pedra.

Pisarás o leão e a áspide,
calcarás aos pés o leãozinho e a serpente.

Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei;
pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome.

Ele me invocará, e eu lhe responderei;
na sua angústia eu estarei com ele,
livrá-lo-ei e o glorificarei.

Saciá-lo-ei com longevidade
e lhe mostrarei a minha salvação”. 

(Sl 91.1-16).

Amém!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

“Revestidos de Poder”

“Revestidos de Poder”
“O Espírito do Senhor está sobre mim” (Lc 4.18).

Ao ministrarmos as ordenanças externas do cristianismo e aconselharmos o exercício dos meios de graça, fazemos na esperança de que Deus abençoe o que Ele mesmo ordenou. Porém, nós, servos de Deus, não podemos saber o que realmente se passa na mente das pessoas a quem ministramos. Podemos pregar com autoridade e poder o evangelho de Cristo, mas não podemos doar a alegria do “ano aceitável do Senhor”. Podemos aplicar a água do batismo, mas não podemos regenerar uma alma degenerada. Podemos entregar o pão e o vinho da Ceia do Senhor; todavia, não podemos capacitar ninguém a apropriar-se pela fé do corpo e do sangue de Cristo.

Estamos conscientes que nenhum homem, por mais poderoso que seja, é capaz de transformar o coração de outro homem. Somente o Soberano SENHOR pode fazê-lo. Esta área pertence a Deus. Anunciamos as boas novas de Cristo na esperança que ouçam também a voz do Bom Pastor. Batizamos com água crendo no dom do Espírito aos eleitos de Deus. Servimos a Ceia do Senhor na certeza de que pela fé os salvos serão nutridos espiritualmente. E aos irmãos relacionados no rol de membros da igreja, esperamos que seus nomes estejam também inscritos no “Livro da Vida”.

Você deseja ser salvo e desfrutar de “toda sorte de bênção espiritual”? Suplique ao Senhor do céu e da terra. “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6).

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co 13.12). Amém!

Pr. José Rodrigues Filho

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

“Examine-se, pois!”

“Examine-se, pois!”
“No sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4.22-24).

Você sabe o que é ser revestido do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade; ser participante da natureza divina, ter Cristo no coração, ser templo do Espírito Santo e ter comunhão com Ele?

“Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.37,38). Qual o seu grau de afinidade com a preciosa lei de Deus?

E quanto à exortação: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 3.18). Como você compreende estas coisas? 

A oração, o estudo e a meditação na palavra de Deus são essenciais à sua saúde espiritual? Estes meios de graça têm lhe proporcionado renovação no espírito do vosso entendimento?

Você recebeu a força e o poder do Espírito Santo para despojar-se do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano?

Você segue a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor? (Hb 12.14).

Medita estas coisas!

Pr. José Rodrigues Filho

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

“Virgem Maria, muito Favorecida”

“Virgem Maria, muito Favorecida”
“No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo” (Lc 1.26-28).

A expressão com que o anjo Gabriel se dirige a virgem Maria é notável. Ele a chama de “muito favorecida”. Alguns privilégios e posições da mãe do nosso Senhor são ensinados por outro segmento da Igreja. Eles sustentam, sem base bíblica, que ela foi concebida sem pecado, ocupando posição de mediadora entre Deus e os homens. Não temos nenhum amparo nestes versículos (Lc 1.26-35), e nem em qualquer outra parte das Escrituras, deferências a virgem Maria, que são próprias e exclusivas do “Filho do Altíssimo”.

Mas, ainda assim, precisamos ser imparciais e reconhecer que jamais uma mulher recebeu honra tão elevada quanto a mãe de Jesus. É evidente que apenas uma dentre os incontáveis milhões de mulheres da raça humana poderia ser o vaso pelo qual o Filho de Deus se manifestaria em carne, e a virgem Maria teve o privilégio singular de ser este vaso. Por uma mulher, no princípio, o pecado e a morte entraram no mundo. Pela concepção de uma mulher, a vida e a imortalidade vieram à luz, quando Jesus nasceu. Não é de se admirar que essa mulher tenha sido chamada de “muito favorecida”.

Um aspecto ligado a este assunto em nenhuma circunstância pode ser esquecido pelos que creem em Cristo: há uma comunhão com o Senhor Jesus que está ao alcance de todos nós – uma comunhão muito mais achegada que a da carne e sangue; é a comunhão que pertence aos nascidos de Deus. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1.12,13). E disse Jesus: “Qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mc 3.35).

Deus nos abençoe!

Pr. José Rodrigues Filho

*J.C.Ryle - Meditações no Evangelho de Lucas, Ed. Fiel

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